quarta-feira, 1 de junho de 2011

Filho de ex-companheiro de Bobô será titular na final da Copa do Brasil

Bernardo começará a partida
O meio-campista Bernardo, do Vasco, filho do ex-atacante Hélio, que jogou com Bobô no Bahia, será titular na primeira final da Copa do Brasil que acontece nesta quarta-feira (1/6), às 21h50. Bernardo, que apesar de não começar jogando as partidas é um dos principais responsáveis pelo bom momento que o Vasco atravessa, entra em campo no lugar do atacante Éder Luís, que está lesionado. Com isso, Diego Souza deverá ser avançado para formar dupla com o ex-rubro-negro Alecsandro.

O Vasco ainda terá o desfalque de Ramon, que será substituído por Márcio Careca. No Vasco, Anderson Martins tentará conquistar o troféu que não veio em 2010, quando, com o Vitória, perdeu para o Santos na decisão. Já o Coritiba não poderá contar com o volante Leandro Donizete, substituído por Willian.  

O ex-atacante Hélio, também conhecido como "Hélio Caipira" ou "Hélio Maluco", jogou no Bahia e no Vitória, e hoje é treinador de futebol, sendo chamado de José Hélio.  
Hélio jogou com Bobô no Bahia
LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81

sábado, 28 de maio de 2011

Baiano conquista a Liga dos Campeões da Europa pela segunda vez

Levado para o Bahia quando Bobô era o responsável pelas divisões de base do clube, o lateral-direito baiano Daniel Alves ganhou o segundo título da Liga dos Campeões da Europa, com o Barcelona, vencendo o Manchester United, por 3 a 1, em Wembley. A conquista foi especial para o camisa 2 que não disputou a decisão de 2009, contra o próprio Manchester, pois estava suspenso.

A superioridade do Barcelona no jogo era tanta que o Manchester não conseguia ter o domínio da bola. Ainda assim, chegou a assustar, com um gol de Rooney, depois que Pedro havia inaugurado o marcador. Neste momento, chamou a atenção a reação tranquila dos jogadores do Barça logo após sofrer o gol de empate. Depois, os outros componentes do trio de ataque do time espanhol - Villa e Messi - marcaram presença, com os outros dois gols do jogo.

O argentino Messi terminou a competição na artilharia, com 12 gols. Foi o terceiro ano consecutivo como artilheiro da competição continental.O título foi merecido por toda a campanha em que não foi realmente ameaçado em nenhum momento, mesmo quando teve que enfrentar o eterno rival: Real Madrid.

Barcelona: Valdés, Daniel Alves (Puyol), Mascherano, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Affelay), Lionel Messi e David Villa (Seydou Keita).
Manchester United: Van der Sar, Fábio (Nani), Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick (Scholes), Giggs, Park e Valencia; Chicharito Hernandez e Rooney.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

A chegada de um novo armador para o Bahia


Há muito tempo o Bahia não contratava um meia-armador com as características de Ricardinho. O último foi Robert, em 2004. Foram sete anos, com meio-campos formados por volantes marcadores e meia-atacantes, ou com armadores revelados pelo próprio clube, como Elias e Danilo Rios, que ainda não tinham a devida experiência.

Fiquei feliz com a notícia porque acredito que Ricardinho pode ter muito a acrescentar à equipe do Bahia, principalmente se ele tiver Morais ao seu lado no meio-de-campo. Com Ricardinho no time, o futebol de Ávine tende a crescer muito, pois ele tem o costume de municiar os laterais-esquerdos, com frequência. Jóbson é outro que deve ser beneficiado com a presença do pentacampeão.

Resta saber se ele ainda irá conseguir acompanhar o ritmo dos companheiros, para que o time não fique lento, e também suportar a sequência de jogos para não acontecer o mesmo que houve com Robert, que foi muito bem durante toda a Série B de 2004, mas caiu de produção na reta final.

Ainda falando sobre o Bahia, não entendi a contratação de Nikão, principalmente dobrando o salário que ele recebia no Vitória. Ele é um jogador de futuro? É. Mas é futuro para o Atlético Mineiro. De imediato, ele é um bom chutador, pega muito bem na bola de longe, mas não deverá ser titular, servindo apenas como alternativa, mas para quem?

Também não compreendi a queda de prestígio do atacante Rafael, que foi a principal revelação do estadual, mas não vem mais entrando nas partidas. Ele tem muito a crescer com a convivência com um jogador experiente e da classe de Ricardinho e deve ser mais aproveitado.

Bobô

Segundo leitor recebe camisa ganha em promoção deste blog

Caio Machado Foto: Paulo Neves
Caio Machado, leitor deste blog,  representou a mãe, Maristela Machado, vencedora da promoção promovida por este blog, por ter escrito uma das duas histórias selecionadas, e recebeu a camisa retrô especial de Bobô.
"Eu fiquei sabendo dessa promoção na camunidade do Bahia no orkut e falei com minha mãe que também é Bahia. E quando fala do Bahia, ela se inspira, por isso fez uma história que mereceu o prêmio", conta Caio.  

"Ela ficou muito feliz quando soube do resultado da promoção, porque lembra de um título muito importante para nós e porque representa um grande ídolo", completou Caio.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Bobô foi homenageado nos Jogos Nacionais do Sesi

Foto de Paulo Neves
Escolhido como paraninfo dos Jogos Nacionais do Sesi, que estão acontecendo desde esta quarta-feira (25/5) até o sábado (28/5), em Simões Filho, na Bahia, Bobô foi homenageado na cerimônia de abertura do evento. "A festa foi muito bonita e fiquei muito emocionado por tudo que falaram de mim como atleta. Foi muito gratificante. Colocaram até a música  "Reconvexo" para tocar em minha homenagem", conta Bobô.

Bobô foi indicado para ser o paraninfo dos Jogos pelo Sesi Bahia e teve o nome acatado unanimemente pela organização nacional do evento. Alguns dos paraninfos anteriores dos Jogos foram Fernando Meligeni e Ádria dos Santos.Esta é a sétima edição dos Jogos Nacionais do Sesi, que conta com disputas de: futebol, futsal, vôlei, vôlei de praia.

Ressurgimento dos aurinegros

O Ypiranga venceu o Galícia nos dois clássicos do ano
O ano de 2011 está marcando o ressurgimento de dois aurinegros tradicionais: o Ypiranga e o Peñarol. Na Bahia, o Ypiranga, que já teve a maior torcida do Estado, está afastado da Primeira Divisão do estadual desde 1999 e tenta subir este ano. Ainda falta muito para o acesso, mas a onda amarela e preta já pode ser vista em Salvador e os jogos em Pituaçu viraram verdadeiras festas. No Uruguai, o Peñarol conquistou seu 48° título nacional no ano passado, mas este ano ressurgiu no cenário sul-americano e está na semifinal da Libertadores, competição que já conquistou cinco vezes (1960-61-66-82-87), mas desde 2004 não conseguia chegar nem à fase de grupos e agora já está entre os quatro melhores, eliminando, inclusive, o atual campeão: Internacional.

Na Bahia, o Ypiranga já conquistou o estadual 10 vezes, mas está fora da primeira divisão desde 1999 quando foi rebaixado. Contando com jogadores conhecidos como os volantes Fausto, Willames e Diogo, e o lateral Rogério Rios, que jogaram no Bahia, e o zagueiro Itamar, revelado pelo Vitória, o Ypiranga venceu o Camaçariense, por 3 a 2, na estreia, superou o Botafogo, por 3 a 0, na segunda rodada, depois foi derrotado pelo Juazeirense, por 1 a 0, mas deu a volta por cima, vencendo o Galícia, em dois clássicos, por 3 a 2, e 3 a 1, mas voltou a perder para o Juazeirense, por 1 a 0.

Agora, o Ypiranga, com 12 pontos, está fora da zona de classificação para a segunda fase da competição, mas está na briga, pois tem um jogo a menos que o Galícia, que tem um ponto a mais, e falta enfrentar apenas duas equipes eliminadas (o Botafogo e o Camaçariense). O Galícia é o líder, com 13, mas está na pior situação entre os três, pois falta enfrentar apenas o Juazeirense, que também tem 13. Enquanto o Juazeirense ainda tem um jogo contra o Camaçariense, já eliminado.

No outro grupo, o Itabuna já está classificado para a semifinal. Guanambi, Jequié e Jacuipense brigam pela outra vaga da chave na semifinal. Os dois finalistas da Segundona substituirão no próximo ano a Colo-Colo e Ipitanga, rebaixados.

O Peñarol tirou o Inter da Libertadores

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Bobô será paraninfo dos Jogos Nacionais do Sesi

A Bahia recebe a partir desta quarta-feira (25/5), em Simões Filho, os Jogos Nacionais do Sesi, competição que reúne trabalhadores atletas de todo o País e que servem para classificar para a etapa mundial. E Bobô será um dos paraninfos do evento, que começará às 19 horas. "Ele foi indicado pelo Sesi  Bahia e foi unanimemente acatado pela organização nacional. Bobô foi convidado por causa de toda a sua história como atleta, um jogador que chegou, inclusive, a defender a Seleção Brasileira", explicou Ricardo Freitas, gerente de esportes do Sesi Bahia.

"Ele vai emprestar seu nome para abrilhantar ainda mais o evento, que já teve como paraninfos figuras como Fernando Meligeni (tenista) e Ádria dos Santos (do atletismo paraolímpico). Ele vai ser enaltecido como um exemplo positivo dentro do esporte", continuou Ricardo, que comemorou ainda a inauguração da pista de atletismo do Sesi. "É a primeira pista oficial da Bahia. Teve um investimento grande, mas agora o Estado tem um equipamento como esse", completou.  

Baiano está preparado para sua primeira final de Liga dos Campeões

No próximo sábado, o baiano Daniel Alves, titular da Seleção Brasileira, poderá conquistar o seu segundo título da Liga dos Campeões da Europa, principal competição do Velho Continente. Mas se o título for do Barcelona, terá um sabor especial para o lateral, que ficou de fora da final de 2009, contra o mesmo Manchester United, pois estava suspenso. Dessa vez, o camisa 2 estará em campo para tentar o bicampeonato.

Revelado pelo Bahia, o juazeirense está tão empolgado que já divulgou até a chuteira personalizada que utilizará no jogão de sábado. O calçado conta com os nomes dos clubes envolvidos na decisão em um dos pés e no outro o local e a data da partida.

domingo, 22 de maio de 2011

Estreia frustrante para o Bahia

O primeiro tempo do jogo deste domingo entre Bahia e América Mineiro foi digno dos melhores sonhos da torcida tricolor. Uma partida de volta à elite, com triunfo e jogando muito bem, não dando chance para a equipe adversária mesmo em seus domínios. Uma partida para bater no peito e dizer: "voltei pra ficar". Mas o embate não se resumiu a 45 minutos. Logo depois do intervalo, o Coelho empatou com um bonito gol de Rodriguinho, que tinha acabado de entrar em campo. Se o empate já poderia ser considerado um resultado ruim diante da atuação tricolor, a derrota tornou ainda mais amargo. Um gol de Alessandro fechou o placar em 2 a 1.

O Bahia deixou de decidir o jogo no primeiro tempo, quando teve amplo domínio. Na segunda etapa, o ritmo mudou e o América, empolgado com o gol de empate partiu para cima e teve muito mais chances do que antes do intervalo. O gol de Souza, em cobrança de pênalti inexistente, acabou sendo a única alegria do jogo. Por incrível que pareça, achei que o Bahia atuou muito melhor do que eu esperava, mas o resultado negativo me surpreendeu. Imaginava que o tricolor pelo menos empataria, mas teria uma atuação ruim.

Individualmente, gostei das atuações de Titi, Gabriel, Camacho, Lulinha, Jóbson, Souza e Maranhão. Gabriel me surpreendeu jogando, mais uma vez, fora de posição. No América, a força veio do banco. Rodriguinho e Alessandro, novos contratados, entraram no jogo e fizeram os gols da virada. Rodriguinho mudou a dinâmica da equipe, dando muito mais velocidade que o veterano Irênio. 

América: Flávio, Sheslon (Camilo), Micão, Gabriel Santos e Carleto; Dudu, Amaral, Leandro Ferreira e Irênio (Rodriguinho); Eliandro (Alessandro) e Fábio Júnior.
Bahia: Marcelo Lomba, Gabriel, Thiego, Titi e Ávine; Marcone, Fahel, Camacho (Boquita) e Lulinha (Maranhão; Jóbson (João Neto) e Souza
Gols: Souza (Bahia), Rodriguinho e Alessandro (América)

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81   

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Campeão baiano de ponta a ponta

No dia 9 de janeiro, o estádio de Pituaçu abriu os portões para as 12 equipes do Campeonato Baiano mostrarem suas armas para 2011 no Torneio Início e o Bahia de Feira foi o campeão, vencendo o Vitória da Conquista na final. Pouco mais de quato meses depois, o Tremendão encarou outro Vitória, também na capital, agora no Barradão, para conquistar o título. Líder do seu grupo nas duas fases, pode-se dizer que o time feirense ganhou o estadual de ponta a ponta, como se diz no automobilismo. Do início ao fim. 

O placar de 2 a 1 para o Bahia de Feira contra o Vitória foi até pouco pela superioridade  do time do interior na partida, embora o goleiro Jair tenha sido bastante exigido, se destacando como um dos heróis da conquista. Só não conseguiu evitar o golaço de falta de Geovanni. Naquele momento, o rubro-negro teve o título nas mãos. Jogava pelo empate e vencia por 1 a 0. 

Revelado pelo Bahia da capital, o zagueiro Alysson, que atuou como lateral-esquerdo, devolveu as esperanças de título ao time feirense, nos acréscimos do primeiro tempo, com um gol, aproveitando sobra de jogada aérea. No segundo tempo, o Tremendão voltou ainda melhor e desperdiçou algumas chances de virar o placar antes de João Neto receber livre e tocar para os fundos das redes.

Depois a partida continuou tensa, mas o time muito bem montado pelo técnico Arnaldo Lira conseguiu segurar o resultado. O maior susto ficou por conta da marcação de pênalti em cima de Neto Baiano, mas o árbitro voltou atrás, acertadamente, depois que o bandeira assinalou impedimento do atacante no lance.

O resultado coroou o trabalho bem feito pelo Bahia de Feira, que foi bem durante toda a competição e teve fôlego e força para evitar o pentacampeonato do Vitória, em pleno Barradão. Jogadores como Jair, Lau, Diones, Carlinhos, Bruninho e João Neto mostraram suas qualidades e levaram o time feirense ao título. Se mantiver a base, o treinador e o trabalho sério, o Tremendão tem chances de subir para a Série C. Já Vitória precisa se reforçar para poder lutar pelo acesso para a Série A.

 LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Jogador italiano entra na luta contra o bullying

O atacante italiano Mario Balotelli, do Manchester City, geralmente é relacionado a questões polêmicas e é tido como um jogador indisciplinado, mas dessa vez teve uma atitude a ser elogiada. O jornal inglês "The Sun" divulgou que o jogador ficou comovido com a história do fã do City que estava assistindo ao treino para não estar no colégio e fugir, assim, dos colegas que o faziam passar por bullying. 

Depois do treino, Balotelli estava dando um autógrafo para o menino quando soube do motivo que o levou até lá. Então, foi até a escola, com o menino e a mãe, e se reuniu com a diretoria e com os professores, exigindo que fosse tomada uma providência. Segundo o jornal, essa não é a primeira demonstração que o atacante dá de que é totalmente contra o bullying e que está na luta contra essa prática que afeta as crianças em todo o mundo. Um ótimo exemplo do atacante.

Pais agridem árbitro e eliminam equipe dos filhos de campeonato

Bujar Fetio
O Globoesporte.com noticiou um fato inusitado ocorrido na Suécia. Em Malmö, um grupo de pais  perdeu a cabeça, agrediu o diretor de arbitragem de um campeonato local e causou a eliminação do time de seus filhos. "Eles partiram para cima de mim, me ameaçaram e começaram a me agredir. Se não tivesse vindo gente em meu socorro, eu teria apanhado muito. Foi o pior que me aconteceu em 25 anos de arbitragem", disse Bujar Fetio, dirigente de arbitragem do torneio local para garotos de até 10 anos, organizado pelo clube Husie IFem declaração publicada no portal da Globo.

Bujar contou que foi agredido porque tentou defender o árbitro Admir Turanovic, que tinha errado na marcação polêmica, mas tem apenas 16 anos. O árbitro adolescente diz ter ficado com pena dos meninos que foram eliminados não por um erro deles, mas dos pais. O clube ainda fez uma representação formal junto à federação local contra os pais dos garotos. 

O Husie IF decidiu também fazer uma representação contra os pais brigões junto à federação local. "O comportamente dos pais influencia os filhos, que acabam achando que é normal xingar os árbitros e brigar. Estamos trabalhando com um projeto de “tolerância zero” justamente para que problemas como este não ocorram. Mas a eliminação do time é uma decisão do Husie IF. Eu, pessoalmente, não concordo. Os meninos não tinham nada a ver com a história", disse Jorgen Berggren, diretor de arbitragem da federação local, em declaração publicada no site do Globo Esporte.

Texto baseado em matéria do Globoesporte.com

domingo, 8 de maio de 2011

Empate na primeira partida da final do Baiano


Bahia de Feira e Vitória empataram, em jogo de quatro gols, neste domingo (8/5), no Jóia da Princesa, em Feira de Santana, e deixaram a decisão aberta para o jogo de volta, no próximo domingo (15/5), no Barradão. O resultado foi melhor para o Vitória, que buscou, duas vezes, a desvantagem no placar e agora joga por um empate no jogo de volta.

Na primeira etapa, as duas equipes se estudaram muito e o placar em branco refletiu a baixa produtividade ofensiva de ambos. No segundo tempo, entretanto, o meio-campista Diones, de cabeça, sozinho na área, abriu o placar e esquentou a partida. Logo depois, Elkeson empatou, também de cabeça, em jogada muito parecida.

Depois, o baixinho Carlinhos recolocou o time feirense na frente do marcador, com mais um gol de cabeça. Por fim, o zagueiro Reniê, que havia falhado no segundo gol do Bahia de Feira se redimiu marcando, também de cabeça, aproveitando a posição de impedimento não assinalada pelo bandeira. Desta forma, o Bahia de Feira, que atuou melhor, acabou ficando sem o triunfo e terá que vencer no Barradão para se tornar o terceiro clube do interior a conquistar o Campeonato Baiano. Para o Vitória, basta um empate para o inédito pentacampeonato.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Leitor recebe camisa retrô de Bobô ganha em promoção deste blog

Bobô e Daniel Reis Dantas - Foto de Paulo Neves
O leitor deste blog, Daniel Reis Dantas, recebeu nesta sexta-feira (6/5), das mãos do ídolo, a camisa retrô especial de Bobô, que ganhou na promoção promovida por este blog, por ter escrito uma das duas histórias selecionadas sobre os motivos para ganhar a camisa.

"Foi muito importante, para mim, ganhar essa camisa, que me faz lembrar do passado, seja através da história que eu contei, trazendo lembranças do meu avô, seja do Bahia como campeão brasileiro. Eu tinha 10 anos. Era uma época boa. Época em que o Bahia era Bahia", disse Daniel.

No momento da entrega da camisa. Daniel aproveitou para fazer uma cobrança histórica ao ídolo por não ter participado da Libertadores da América de 1989 (Bobô se transferiu para o São Paulo após a conquista do título brasileiro de 1988). "Com ele no time, nós teríamos sido campeões da Libertadores. Passaríamos pelo Inter, depois pelo Olímpia e depois pelo Nacional, da Colômbia", disse Daniel.

A conversa prosseguiu relacionada ao futebol e Daniel declarou a vontade de ver Bobô como presidente do Esporte Clube Bahia. "Se Dinamite chegou à presidência do Vasco, por que Bobô não pode ser o presidente do Bahia?", indagou Daniel. Bobô agradeceu pela participação de Daniel na promoção e por prestigiar o blog, além de relembrar a história vencedora.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Confira os ganhadores das camisas retrô do ídolo Bobô

Maristela Carvalho Machado e Daniel Reis Dantas foram os ganhadores das camisas retrô do ídolo Bobô, pelos textos que foram enviados para este blog para participar da promoção que teve início no dia 26 de março. Bastava deixar um comentário, completando uma história iniciada com a frase: “Eu preciso ganhar essa camisa porque ela me faz lembrar de...”. Maristela e Daniel foram os autores das duas histórias escolhidas e ganharão uma camisa cada.

Agradecemos à participação de todos os outros que deixaram comentários e também àqueles que ajudaram a divulgar a promoção. Foi difícil escolher os ganhadores porque vocês, leitores, capricharam. Continuem prestigiando este blog sempre. Este canal interativo que os aproxima do ídolo. Entraremos em contato com os vencedores, em breve, para acertar a entrega das camisas. 


Parabéns!!!

Saudades de um tricolor

“Eu preciso ganhar essa camisa porque ela me faz lembrar de meu avô Genésio. Vovô Genésio era uma pessoa bem educada, embora fosse considerado por todos como um cara razinza e muito bravo. Mas, ao menos com os netos, ele era bom. Sempre dava dinheiro para a gente comprar doces, brinquedos e, é claro, levava-nos para a Fonte, semanalmente, para ver o Bahia jogar (do jeito rabugento e reclamando de tudo). Bem verdade que dos 5 netos dele, apenas eu e meu irmão gostávamos do programa futebolístico dominical, pois durante a semana ele e nunca ía aos jogos, devido ao costume de dormir cedo: “futebol uma hora dessas? De jeito nenhum!” – retrucava. E foi assim que vovô Genésio foi habituando-nos a ir ao estádio e criar a paixão pelo clube da terra: o glorioso Esporte Clube Bahia.

Chegamos à semifinal na Fonte contra o Flu carioca. Fonte lotada!!! Vovô foi pro sol (antiga Boca Quente/Bamor) comigo e com meu irmão. Sentamos no colo dele (um em cada perna), pois estávamos espremidos. Vovô tenso, mas confiante. Veio o gol do Flu e bateu o desespero nele: “não é possível, meu Deus, temos um time melhor do que o deles, temos que nos classificar”. Aquele desespero dele se transferiu pra mim. Rezei como nunca. Pedi a Papai do Céu uma vitória para tranquilizar meu avô. 

E ela veio de forma sensacional. Quando acabou o jogo, vovô jogava a gente para cima, numa alegria até então desconhecida para mim. Às vezes, penso eu, o esporte pode fazer coisas inimagináveis. Esta cena está viva para sempre em minha memória. Nunca esqueci e guardo sempre comigo.

Quando chegou o domingo, 19 de fevereiro de 1989, meu avô preparou uma verdadeira festa com o pessoal da rua. Muita cerveja, feijoada, guaraná e, é claro, a boa e velha televisão no centro do salão. O jogo começou nervoso, com os dois times se estudando e esperando o erro do adversário. Vovô estava tenso. Minha mãe tentava acalmá-lo a todo instante, mas o velho sempre mandava ela ficar quieta. Eu ria da situação. 'Seu' Genésio odiava que ficassem em seu pé. Quando acabou o primeiro tempo, vovô ficou mais tranqüilo. Ele profetizou: “Este time do Inter não vai fazer gol na gente. Ronaldo vai pegar até pensamento e vamos ser campeão (sic)”. 

Dito e feito. Ronaldo segurando tudo lá atrás e o time se comportando muito bem. Aí outra cena inesquecível foi quando deu 40 minutos do segundo tempo. Vovô saiu do salão e foi pra casa com seu inseparável radinho. Não queria assistir a mais nada. Reclamou do velho Evaristo quando sacou Bobô para a entrada de Osmar e depois saiu à francesa. Quando acabou o jogo, muita festa e muita gritaria na rua; fui ao encontro do velho Genésio e o vi no canto do quarto. Ele estava rezando e com os olhos mareados. Corria uma lágrima no canto do olho. Entrei sorrateiramente sem ele ver. De repente ele se vira e me vê, toma um susto e fala pra mim: “nunca conte isto a ninguém viu, Dan?”. Ele era austero e bravo demais pra se comover daquele jeito e não queria que ninguém soubesse que ele estava chorando. Pediu depois que eu saísse e se trancou no quarto. Prometi e nunca mencionei esta situação até hoje lá em casa.
 
Três anos depois, Genésio Ferreira dos Reis faleceu em decorrência de um câncer e quem chorava era eu. Muitas lembranças daquele senhor de cabelos alvos, corpo desengonçado, bravo, mas com um coração de ouro. Era meu padrinho e companheiro de todas as horas. Inteligente, desistiu de estudar para Medicina para trabalhar como funcionário público, não obstante curasse todos os funcionários e família sem cobrar-lhes um tostão: “quem não vive para servir, não serve para viver”, era a sua máxima. Muitos gostavam, mas eu realmente o admirava. E já no seu leito de morte, ele me perguntou: “Quanto tá o jogo do Bahia?” O Bahia jogava e ganharia novamente do Internacional, mas meu avô perderia a batalha contra a vida 4 dias depois..."

Daniel Reis Dantas
Um dos textos vencedores da promoção da camisa retrô personalizada do ídolo Bobô. 

Lembranças do título brasileiro de 1988

“Eu preciso ganhar essa camisa porque ela me faz lembrar de quanto o Bahia é, foi, e sempre será, um GIGANTE do futebol;
Me faz lembrar das tardes de domingo em que ia à Fonte Nova e esquecia do mundo para curtir aqueles 90 minutos;
Me faz lembrar do quanto é bom ter sido mãe no ano que o Bahia foi BI-Campeão Brasileiro;
Me faz lembrar do quanto o Bahia se impunha sobre qualquer um que pensasse em pisar na Fonte Nova;
Me faz lembrar de uma fonte Nova lotada de apaixonados pela arte do bom futebol;
Me faz lembrar do Gol mais importante da História do Bahia, feito por Bobô;
Me faz lembrar do quanto o futebol mudou, e que existia Amor à Camisa;
Me faz lembrar do quanto chorei quando o juiz apitou o fim da partida em Porto Alegre e o Bahia foi Bi-Campeão;
Me faz lembrar do quanto é bom dizer: eu sou Bahia;
Me faz lembrar da melhor equipe que o Bahia ja teve;
Me faz lembrar do quanto a minha felicidade está diretamente ligada à felicidade do Bahia;
Me faz lembrar de quando me deram o apelido de Tricolor e até hoje sou chamada assim;
Me faz lembrar dos grande guerreiros: João Marcelo, Ronaldo, Paulo Rodrigues, Tarantini, Paulo Robson e Claudir, Marquinhos, Bobô, Charles, Zé Carlos e Gil".

Maristela Carvalho Machado
Um dos textos vencedores da promoção da camisa retrô personalizada do ídolo Bobô.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Como é difícil a vida de treinador

Nesta quarta-feira (20/4), o Bahia enfrenta o Atlético Paranaense, disputando uma vaga entre os oito melhores da Copa do Brasil e, logo depois, no domingo (24/4), joga a primeira semifinal do Baiano contra o maior rival, Vitória. O treinador René Simões acabou de chegar ao clube e já teve que tomar uma decisão muito difícil e importante: escalar o time completo no Paraná para disputar a sequência da Copa do Brasil e correr o risco de perder jogadores lesionados para o final de semana, ou poupar a equipe, diminuindo muito as chances de seguir na competição nacional?

René levou quase todos os jogadores que tinha à disposição e resolveu correr o risco de perder jogadores para o clássico. É absolutamente necessário que o Bahia vença bem no domingo para ter uma boa vantagem para o jogo de volta no Barradão, para tentar acabar com o jejum de títulos que tanto incomoda a sua torcida.

Ele será cobrado seja quais forem os resultados, a menos que o Bahia passe pelos dois adversários. Como é difícil a vida de treinador! Por isso mesmo é que são muito bem pagos. E para você, o que é mais importante: a continuidade na Copa do Brasil, ou no Baiano?

Bobô

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Reencontro

Neste domingo, fui ao estádio de Pituaçu para ver o jogo entre Bahia e Vitória da Conquista e fiquei muito feliz por rever um antigo companheiro da época em que eu era jogador. O ex-atacante Cláudio Adão,  que jogou comigo no Bahia na década de 1980, e que foi ao estádio para assistir à atuação do filho, Felipe Adão, contra o tricolor.

Eu tive a honra e o privilégio de jogar ao lado desse cara que foi um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro. Hoje em dia, jogadores como Adão são cada vez mais raros e também cada vez mais valorizados. No Brasileiro de 1986, fizemos uma grande campanha e paramos apenas nas quartas-de-final, contra o Guarani. Muita gente até hoje acha que poderíamos ter conquistado, já naquela ocasião, o segundo título brasileiro do clube. Tínhamos um grande time.

Técnica, habilidade e oportunismo eram algumas das principais características de Adão. Nós, jogadores, o chamávamos de "bicho certo". Dava a bola para ele que resolvia lá na frente e garantia o "bicho" pelas vitórias. Foi bom demais revê-lo e colocar os assuntos em dia. Grandes lembranças.

Bobô

terça-feira, 12 de abril de 2011

Você acha que Joel Santana desrespeitou o Bahia?


Nesta terça-feira (12/4), fui questionado pela reportagem do Lancenet sobre uma suposta declaração do treinador Joel Santana sobre o Bahia para um programa de TV: "Estou esperando peixe grande, sardinha , não!". Não ouvi essa frase, mas sinceramente não acredito que ele tenha dito desta forma. Ou talvez tenha sido só mais uma brincadeira de Joel que é muito brincalhão e espirituoso. Talvez ele não tenha se referido ao Bahia, mas como a imprensa sabe do interesse do clube na sua contratação tenha ligado uma coisa à outra.

Não consigo acreditar que ele tenha desmerecido o Bahia principalmente porque ele já passou mais de uma vez pelo clube, é lembrado com carinho pelos seus torcedores, conquistou títulos e conhece de perto a grandiosidade do Bahia e a paixão da sua torcida. Não teria motivos para desdenhar desta maneira. Espero que tenha sido apenas um mal entendido. E você, torcedor, o que acha dessa polêmica? Você viu o programa? Ele realmente disse isso com relação ao clube?

Bobô

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Elkeson é um dos grandes destaques do semestre na Bahia

É importante ressaltar a campanha que o Vitória vem fazendo no Campeonato Baiano, mais uma vez. O time começou mal a competição, mas o técnico Antônio Lopes conseguiu acertar a equipe, principalmente, pela qualidade de alguns jovens atletas. Um deles, Nikão, chegou desconhecido, era difícil encontrar torcedores baianos que pudessem dar uma referência sobre o jogador, mas vem se destacando e tem um potencial muito grande. Mas o diferencial nessa equipe é o meia-atacante Elkeson.

Mesmo jovem, com apenas 22 anos, ele demonstra maturidade, por já ter atuado em outros Campeonatos Baianos e até na Série A do Brasileiro. Ele finaliza bem, posiciona-se bem, joga bem dos dois lados, usa bem o lado esquerdo, mesmo sendo destro. É um jogador muito interessante.

Para o sucesso do esquema montado pelo treinador, abrindo mão de um centroavante de ofício, a presença de Elkeson se faz necessária. Junto com o experiente Geovanni e o novato Nikão, ele confunde as marcações adversárias com muita movimentação. O Vitória realmente tem uma pérola nas mãos. Se trabalhar bem, deverá ser difícil segurá-lo por mais uma temporada, mas pelo menos poderá ganhar um bom dinheiro. 

Bobô 

Trilogia Millennium

Se você gosta de histórias de suspense bem agitadas, experimente ler os livros da Trilogia Millennium, do escritor sueco Stieg Larson. O primeiro volume, "Os homens que não amavam as mulheres", nos apresenta o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lisbeth Salander, protagonistas da série. Com estilos e histórias de vida muito diferentes, os dois parecem viver em mundos paralelos até que são contratados para tentar desvendar um mistério de décadas: o assassinato de Harriet Vanger.

O tio dela, Henrik Vanger, um milionário, recebe todos os anos, no aniversário da sobrinha, uma flor. E imagina ser uma provocação feita pelo assassino. O livro é de tirar o fôlego e faz com que você queira sempre ler mais um pouco. 

No segundo volume, "A Menina que brincava com fogo", também é agitado. Desvendado o mistério principal da primeira aventura, a história passa a girar em torno de Lisbeth Salander, uma figura misteriosa, que é acusada de um duplo homicídio. O terceiro volume, "A Rainha do Castelo de Ar", dá continuidade a essa trajetória que envolve um dos maiores segredos da Suécia.

Na minha opinião, o ponto negativo das obras é o excesso de descrições que parecem desnecessárias e causam, por vezes, um certo desinteresse na leitura. O número de páginas de cada um dos livros poderia ser reduzido sem nenhum prejuízo para a qualidade. Pelo contrário. Stieg Larson era bem detalhista, como o seu protagonista Mikael Blomkvist. De qualquer forma, vale a pena ler. 

A série já ganhou versão cinematográfica na Suécia e deverá chegar a Hollywood em breve. Assisti ao "Os homens que não amavam as mulheres" sueco. O livro é muito melhor.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81  

quarta-feira, 30 de março de 2011

Folclórico, mas bom de bola



O atacante Sassá, do Ipitanga, é um dos destaques do Campeonato Baiano. Chama a atenção por ser folclórico, mas também por ser bom de bola e é preciso que essa característica seja mais valorizada para não prejudicá-lo e  causar o desperdício de um grande talento. Pelo segundo ano consecutivo, o garoto vem liderando a artilharia do Campeonato Baiano. No ano passado, foi o artilheiro com 13 gols e neste ano já fez oito e ainda tem 22 anos. O feito ainda deve ser mais enaltecido, pois ele defende o Ipitanga, que está lutando contra o rebaixamento desde o ano passado.

Quando vejo o personagem Sassá, com aquela risada exótica, o que enxergo de verdade é um menino que corre atrás do sonho de ser um grande jogador profissional. Você lembra do Jacozinho? Ele se destacou no futebol alagoano e ficou muito conhecido pelas suas brincadeiras e tiradas engraçadas. O que acabou ofuscando a sua qualidade como grande jogador que foi. Temo que Sassá passe pelo mesmo. Até por isso, hoje em dia, a maioria dos atletas de ponta tem profissionais da comunicação responsáveis por trabalhar as suas imagens. 

Vejo muita qualidade e torço por esse rapaz humilde, que nasceu em Caldeirão do Mulato, no povoado do município de Antônio Gonçalves, e que defendeu, assim como eu, a seleção da minha cidade, Senhor do Bonfim, no Intermunicipal. Será que ele não teria condições de jogar em um grande clube, como o Bahia ou o Vitória? O que é que você acha? 

Quando comecei a jogar futebol, na Catuense, todo mundo tirava sarro com o meu apelido, chamava de bobo. Há pouco tempo, o Vitória apostou em Neto Berola, que se destacava no Baiano pelo Itabuna, mas também era ironizado por muitos. O jogador mostrou qualidades, Luxemburgo gostou, levou para o Atlético, e hoje ele está muito bem no time mineiro. Vale a pena seguir o exemplo.

Bobô

terça-feira, 29 de março de 2011

A Copa 2 de Julho fortalece o trabalho de base na Bahia

Há exatamente quatro anos, vem ocorrendo, no nosso Estado, uma competição de futebol sub-17 denominada Copa 2 de Julho. O nome foi escolhido para comemorar esta data diante da importância ímpar para o Brasil, com significado especial para a Bahia, tendo em vista que, nesta data, no ano de 1823, os baianos concluíram a expulsão das tropas portuguesas do Brasil. Infelizmente, os integrantes dos clubes visitantes, pouco sabem ou nada sabem da nossa data magna.

Ademais, o Nordeste sempre foi carente de competições de futebol de base, obrigando aos clubes da nossa região investirem, mesmo com grandes sacrifícios para participarem de competições de bom nível. Normalmente no Sudeste e Sul do País. Os nossos dois grandes clubes, Bahia e Vitória, sempre se fazem presentes nas boas competições fora do Estado e por diversas vezes participaram de competições fora do País, na Europa, Ásia e América do Norte.

Dessa maneira, como ocorre no futebol profissional, Bahia e Vitória, cada vez mais se distanciam dos demais clubes baianos também no trabalho de formação de atletas. Face a essa carência de competições de divisão de base, nasceu a Copa 2 de Julho de Futebol Sub-17, que é a realização de um evento de nível nacional e internacional.

Esta Copa permite aos demais clubes baianos, considerados menores, ter a oportunidade de disputar uma competição de qualidade, enfrentando grandes clubes do Brasil e do exterior, proporcionando uma qualificação maior de trabalho. Todas os clubes profissionais da Bahia, tanto da 1ª como da 2ª divisão, que possuem trabalho dessa natureza, são convidados para esta competição, a exemplo do Fluminense de Feira, Astro, Feirense,Catuense, Atlético de Alagoinhas, Galícia, ABB, Salvador,. Atlântico, Ypiranga além, é claro, de Bahia e Vitória e as seleções dos municípios baianos parceiros no evento.

Esta competição vem crescendo a cada ano, nessas quatro edições participaram clubes como: Flamengo/RJ, Vasco/RJ, Botafogo/RJ, Fluminense/RJ, São Cristóvão/RJ, Palmeiras/SP, São Paulo/SP, Portuguesa dos Desportos/SP, Pão de açúcar/SP, Internacional/RS, Grêmio/RS, Figurense/SC, Cruzeiro/MG, Atlético/MG, Goiás, Náutico/PE, Fortaleza/CE, América/RN, Corinthians/AL, Confiança/SE, Alético/PR, Coritiba/PR, entre outros, além da Seleção Brasileira da categoria. Participaram, também, clubes do exterior como o América e o Santos do México, Academia Canadá, Oriente Petrolero da Bolívia, Maracaibo da Venezuela, AFC-Stamford da Inglaterra e San Juaquim da Colômbia.

Nas edições de 2007 e 2008, cujas finais foram realizadas na cidade de Porto Seguro, a campeã foi a equipe do Internacional de Porto Alegre, que venceu o Cruzeiro de Belo Horizonte e o Atlético do Paraná, respectivamente. Já nos anos de 2009 e 2010 a vencedora foi a Seleção Brasileira da categoria, vencendo a Portuguesa de Desportos em 2009 e o São Paulo em 2010. As finais foram disputadas em Camaçari.

Estamos quase prontos para a edição 2011. Já temos a esta altura a confirmação de grandes clubes como: Flamengo, Vasco, São Paulo, Portuguesa de Desportos, Internacional, Cruzeiro, Figuerense, Avaí, Chivas do México, e o The Village dos USA, entre outros. Muitas cidades do nosso estado participam de 2 de Julho, sediando os jogos como: Camaçari, Dias D’Ávila, Pojuca, Araçás, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Candeias, Cachoeira, Conceição da Feira, Feira de Santana e Terra Nova. A Copa 2 de Julho, veio para ficar, já é considerada a melhor da categoria Sub-17 do Brasil, integrando o calendário da federação Bahiana de Futebol que é a grande parceira do evento.

Sinval Vieira
é radialista e comentarista esportivo, advogado e ex-dirigente de futebol. Trabalha na Rádio Transamérica e na Sudesb.

sábado, 26 de março de 2011

Concorra a duas camisas retrô do ídolo Bobô


Quer concorrer a uma linda camisa retrô do ídolo Bobô? É fácil. Basta deixar um comentário neste post,  completando uma história iniciada com a frase: “Eu preciso ganhar essa camisa porque ela me faz lembrar de...” . Os autores das duas histórias escolhidas pelo ídolo ganharão uma camisa (um ganhará a camisa tricolor e o outro, a branca), terão suas histórias publicadas no blog e a entrega das camisas também será publicada no blog.

Refresque a memória, deixe a emoção rolar solta, fale do seu amor pelo Bahia e conte quais lembranças essa camisa te traz. Junto com a história, não se esqueça de colocar seu nome completo e e-mail para contato. Os vencedores serão anunciados neste blog no dia 26/04/2011. Participe e divulgue o blog do ídolo para seus amigos no twitter, facebook, Orkut, e-mail...

As duas camisas vêm com o número 8, que marcou toda a carreira do ídolo, às costas, e o número 88, à frente, em referência ao título Brasileiro de 1988 conquistado pelo Bahia, a camisa traz ainda o autógrafo do craque. A Liga Retrô, empresa responsável pela criação, já fez camisas personalizadas de outros ídolos como Assis, do Fluminense, Modesto Bria, Carlinhos e Evaristo, do Flamengo, Pelé e Pepe, do Santos. Um grupo seleto do qual o ex-jogador de Bahia, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Internacional e Catuense faz parte.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dica cultural: Bobô indica livro 'O Mundo é bárbaro'

Eu recomendo o livro 'O Mundo é Bárbaro' porque o escritor, Luis Fernando Veríssimo, é um dos mais conceituados do País. É um gaúcho que eu admiro e que entende também muito de esporte, principalmente de futebol. A obra traz um olhar crítico sobre o cotidiano e o comportamento do homem no nosso tempo, além de ser bem atual, tratando até mesmo do desenvolvimento da China e da presidência de Obama, nos Estados Unidos, mostrando, de um modo geral, o que está acontecendo no mundo. O texto é conceituale atual e eu gosto muito desse tipo de literatura. Vale a pena ler. Espero que você goste. 

Bobô

sexta-feira, 18 de março de 2011

É necessário criar uma aposentadoria especial para ex-atletas

O atleta dedica grande parte da sua vida à sua modalidade esportiva. Seu suor e sua dedicação são convertidos em sorrisos e até lágrimas de felicidade dos seus fãs. Durante todo o período em que estão na ativa, os desportistas representam e honram seus municípios, estados, países e agremiações. No entanto, depois que a carreira se encerra a situação se complica para muitos. Como o tempo de atuação é curto, os atletas ficam sem direito a uma aposentadoria e precisam trabalhar em média de 15 a 20 anos em outras profissões para alcançar tal direito, mas muitos não possuem capacitação e, sequer, condições físicas para ingressar no mercado de trabalho em outras funções. Se o caso dos ex-jogadores de futebol é complicado imagine o dos ex-atletas de outras modalidades que nem ao menos assinam a carteira de trabalho profissional. Por tudo isso, é imprescindível que seja criada uma aposentadoria especial para ex-atletas no Brasil, com um tempo diferenciado de contribuição.

Na Bahia, com estes problemas da aposentadoria e um sindicato dos jogadores de futebol pouco atuante, os ex-atletas podem contar apenas com a Agap, que é ligada à Faap. A Agap recebe recursos da Faap e conta com as mensalidades de seus sócios para promover a integração dos ex-jogadores no mercado de trabaho, através de cursos de capacitação e profissionalizantes. Nas situações mais críticas, ela faz até doações.  O ideal, no entanto, era que não fossem necessárias.

Pensando nisso, o Governo Federal, em outubro de 2009, trouxe essa discussão para a Bahia em um evento sobre aposentadoria que abordou a questão específica dos atletas e dos músicos. O assunto, teve sua importância, desde então reconhecida. No entanto, tem que continuar sendo amplamente discutido pela sociedade em todos os estados porque os ex-atletas deram muitas alegrias para todo o povo e terminam desamparados ao final da carreira. A Câmara Federal precisa abraçar esta causa para que os ex-atletas tenham uma vida digna.

Não é um favor. É apenas reconhecimento por todos os serviços prestados. E você, o que acha disso?

Tricolor irá casar vestido com camisa autografada pelo ídolo Bobô

Bobô e o fã Diogo. Foto: Paulo Neves
Nesta sexta-feira (18/3), o torcedor tricolor Diogo Grisi, prestes a completar três décadas de vida e de se casar, entrou em um túnel do tempo e teve um dia muito especial. "Eu tenho uma admiração muito grande por Bobô. Tinha sete pra oito anos quando o Bahia foi campeão brasileiro (em 1989). Ele dividia um apartamento com Sandro (ex-atacante), na Rua Bahia, na Pituba. Eu morava perto e sempre que ele passava em um carro conversível eu ficava gritando: 'Bobô, Bobô'. E ele me caregava, falava comigo. Até hoje tenho os autógrafos que ele me deu naquela época", dizia Diogo, antes de rever o ídolo.

Por falar em autógrafo, foi esse o motivo do reencontro justamente no 'dia do fã'. Diogo, que hoje mora em Santo Antônio de Jesus, irá casar no início de abril e, por causa do seu fanatismo, irá entrar na igreja ao som do hino do Esporte Clube Bahia, com a camisa do tricolor por baixo da roupa de gala. Mas ainda faltava um importante detalhe. A assinatura do seu maior ídolo na camisa, para dar sorte. "Tinha que ser o autógrafo dele. Para mim, Bobô foi para agente em 1988 o que Romário foi para a Seleção em 1994 (na conquista da Copa do Mundo). Aquilo foi um divisor de águas até para a auto-estima dos tricolores e dos baianos", disse.

Durante o encontro, Diogo parecia não acreditar no que estava acontecendo. Bobô também estava emocionado e lembrou dos passeios com o parceiro Sandro, no carro conversível, pela Rua Bahia. Para completar, Diogo ganhou uma camisa retrô do ídolo, recém lançada pela Liga Retrô.Um presente muito especial para o casamento.

Além de casar vestido com o manto tricolor, Diogo teve uma outra ideia. "Minha noiva, Maria Fernanda, queria que eu jogasse um whisky para os convidados, porque disse que agora os noivos estão fazendo isso. Mas não tinha a minha cara, enão eu resolvi jogar uma camisa do Bahia, autografada por Bobô porque eu sou fanático e minha família toda também é", explicou Diogo.

E qual a reação da noiva? "Ela achou a ideia original e está me apoiando bastante", disse. A seu favor conta o fato de que Maria Fernanda também é tricolor. Ele garante, entretanto, que não foi coincidência. "Era condição eliminatória, sem dúvida. Ela já torcia para o Bahia e tem um padrinho que também é fanático". Ao final do encontro, Diogo se dizia "em órbita" e não cansava de agradecer. Que ele e Maria Fernanda tenham muita sorte no casamento.

Bobô autografando as camisas de Diogo. Foto: Paulo Neves

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com . No twitter @leandrosilva81

quinta-feira, 17 de março de 2011

Força, Japão

Gostaria de manifestar a minha solidariedade a todo o povo japonês que vem sofrendo muito com as tragédias que estão atingindo o país nos últimos dias. É impossível ficar indiferente diante de tamanho sofrimento.

O momento é muito difícil. Tenho certeza, entretanto, que os japoneses terão muita força para reconstruir o país, mais uma vez. Neste momento, todo o mundo está orando pelo Japão, independente de suas etnias e crenças. Estamos enviando pensamentos positivos para que o caminho para a reconstrução seja menos árduos e para que a dor da perda seja diminuída.

Força, nação japonesa.

Bobô