quarta-feira, 30 de março de 2011

Folclórico, mas bom de bola



O atacante Sassá, do Ipitanga, é um dos destaques do Campeonato Baiano. Chama a atenção por ser folclórico, mas também por ser bom de bola e é preciso que essa característica seja mais valorizada para não prejudicá-lo e  causar o desperdício de um grande talento. Pelo segundo ano consecutivo, o garoto vem liderando a artilharia do Campeonato Baiano. No ano passado, foi o artilheiro com 13 gols e neste ano já fez oito e ainda tem 22 anos. O feito ainda deve ser mais enaltecido, pois ele defende o Ipitanga, que está lutando contra o rebaixamento desde o ano passado.

Quando vejo o personagem Sassá, com aquela risada exótica, o que enxergo de verdade é um menino que corre atrás do sonho de ser um grande jogador profissional. Você lembra do Jacozinho? Ele se destacou no futebol alagoano e ficou muito conhecido pelas suas brincadeiras e tiradas engraçadas. O que acabou ofuscando a sua qualidade como grande jogador que foi. Temo que Sassá passe pelo mesmo. Até por isso, hoje em dia, a maioria dos atletas de ponta tem profissionais da comunicação responsáveis por trabalhar as suas imagens. 

Vejo muita qualidade e torço por esse rapaz humilde, que nasceu em Caldeirão do Mulato, no povoado do município de Antônio Gonçalves, e que defendeu, assim como eu, a seleção da minha cidade, Senhor do Bonfim, no Intermunicipal. Será que ele não teria condições de jogar em um grande clube, como o Bahia ou o Vitória? O que é que você acha? 

Quando comecei a jogar futebol, na Catuense, todo mundo tirava sarro com o meu apelido, chamava de bobo. Há pouco tempo, o Vitória apostou em Neto Berola, que se destacava no Baiano pelo Itabuna, mas também era ironizado por muitos. O jogador mostrou qualidades, Luxemburgo gostou, levou para o Atlético, e hoje ele está muito bem no time mineiro. Vale a pena seguir o exemplo.

Bobô

terça-feira, 29 de março de 2011

A Copa 2 de Julho fortalece o trabalho de base na Bahia

Há exatamente quatro anos, vem ocorrendo, no nosso Estado, uma competição de futebol sub-17 denominada Copa 2 de Julho. O nome foi escolhido para comemorar esta data diante da importância ímpar para o Brasil, com significado especial para a Bahia, tendo em vista que, nesta data, no ano de 1823, os baianos concluíram a expulsão das tropas portuguesas do Brasil. Infelizmente, os integrantes dos clubes visitantes, pouco sabem ou nada sabem da nossa data magna.

Ademais, o Nordeste sempre foi carente de competições de futebol de base, obrigando aos clubes da nossa região investirem, mesmo com grandes sacrifícios para participarem de competições de bom nível. Normalmente no Sudeste e Sul do País. Os nossos dois grandes clubes, Bahia e Vitória, sempre se fazem presentes nas boas competições fora do Estado e por diversas vezes participaram de competições fora do País, na Europa, Ásia e América do Norte.

Dessa maneira, como ocorre no futebol profissional, Bahia e Vitória, cada vez mais se distanciam dos demais clubes baianos também no trabalho de formação de atletas. Face a essa carência de competições de divisão de base, nasceu a Copa 2 de Julho de Futebol Sub-17, que é a realização de um evento de nível nacional e internacional.

Esta Copa permite aos demais clubes baianos, considerados menores, ter a oportunidade de disputar uma competição de qualidade, enfrentando grandes clubes do Brasil e do exterior, proporcionando uma qualificação maior de trabalho. Todas os clubes profissionais da Bahia, tanto da 1ª como da 2ª divisão, que possuem trabalho dessa natureza, são convidados para esta competição, a exemplo do Fluminense de Feira, Astro, Feirense,Catuense, Atlético de Alagoinhas, Galícia, ABB, Salvador,. Atlântico, Ypiranga além, é claro, de Bahia e Vitória e as seleções dos municípios baianos parceiros no evento.

Esta competição vem crescendo a cada ano, nessas quatro edições participaram clubes como: Flamengo/RJ, Vasco/RJ, Botafogo/RJ, Fluminense/RJ, São Cristóvão/RJ, Palmeiras/SP, São Paulo/SP, Portuguesa dos Desportos/SP, Pão de açúcar/SP, Internacional/RS, Grêmio/RS, Figurense/SC, Cruzeiro/MG, Atlético/MG, Goiás, Náutico/PE, Fortaleza/CE, América/RN, Corinthians/AL, Confiança/SE, Alético/PR, Coritiba/PR, entre outros, além da Seleção Brasileira da categoria. Participaram, também, clubes do exterior como o América e o Santos do México, Academia Canadá, Oriente Petrolero da Bolívia, Maracaibo da Venezuela, AFC-Stamford da Inglaterra e San Juaquim da Colômbia.

Nas edições de 2007 e 2008, cujas finais foram realizadas na cidade de Porto Seguro, a campeã foi a equipe do Internacional de Porto Alegre, que venceu o Cruzeiro de Belo Horizonte e o Atlético do Paraná, respectivamente. Já nos anos de 2009 e 2010 a vencedora foi a Seleção Brasileira da categoria, vencendo a Portuguesa de Desportos em 2009 e o São Paulo em 2010. As finais foram disputadas em Camaçari.

Estamos quase prontos para a edição 2011. Já temos a esta altura a confirmação de grandes clubes como: Flamengo, Vasco, São Paulo, Portuguesa de Desportos, Internacional, Cruzeiro, Figuerense, Avaí, Chivas do México, e o The Village dos USA, entre outros. Muitas cidades do nosso estado participam de 2 de Julho, sediando os jogos como: Camaçari, Dias D’Ávila, Pojuca, Araçás, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Candeias, Cachoeira, Conceição da Feira, Feira de Santana e Terra Nova. A Copa 2 de Julho, veio para ficar, já é considerada a melhor da categoria Sub-17 do Brasil, integrando o calendário da federação Bahiana de Futebol que é a grande parceira do evento.

Sinval Vieira
é radialista e comentarista esportivo, advogado e ex-dirigente de futebol. Trabalha na Rádio Transamérica e na Sudesb.

sábado, 26 de março de 2011

Concorra a duas camisas retrô do ídolo Bobô


Quer concorrer a uma linda camisa retrô do ídolo Bobô? É fácil. Basta deixar um comentário neste post,  completando uma história iniciada com a frase: “Eu preciso ganhar essa camisa porque ela me faz lembrar de...” . Os autores das duas histórias escolhidas pelo ídolo ganharão uma camisa (um ganhará a camisa tricolor e o outro, a branca), terão suas histórias publicadas no blog e a entrega das camisas também será publicada no blog.

Refresque a memória, deixe a emoção rolar solta, fale do seu amor pelo Bahia e conte quais lembranças essa camisa te traz. Junto com a história, não se esqueça de colocar seu nome completo e e-mail para contato. Os vencedores serão anunciados neste blog no dia 26/04/2011. Participe e divulgue o blog do ídolo para seus amigos no twitter, facebook, Orkut, e-mail...

As duas camisas vêm com o número 8, que marcou toda a carreira do ídolo, às costas, e o número 88, à frente, em referência ao título Brasileiro de 1988 conquistado pelo Bahia, a camisa traz ainda o autógrafo do craque. A Liga Retrô, empresa responsável pela criação, já fez camisas personalizadas de outros ídolos como Assis, do Fluminense, Modesto Bria, Carlinhos e Evaristo, do Flamengo, Pelé e Pepe, do Santos. Um grupo seleto do qual o ex-jogador de Bahia, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Internacional e Catuense faz parte.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dica cultural: Bobô indica livro 'O Mundo é bárbaro'

Eu recomendo o livro 'O Mundo é Bárbaro' porque o escritor, Luis Fernando Veríssimo, é um dos mais conceituados do País. É um gaúcho que eu admiro e que entende também muito de esporte, principalmente de futebol. A obra traz um olhar crítico sobre o cotidiano e o comportamento do homem no nosso tempo, além de ser bem atual, tratando até mesmo do desenvolvimento da China e da presidência de Obama, nos Estados Unidos, mostrando, de um modo geral, o que está acontecendo no mundo. O texto é conceituale atual e eu gosto muito desse tipo de literatura. Vale a pena ler. Espero que você goste. 

Bobô

sexta-feira, 18 de março de 2011

É necessário criar uma aposentadoria especial para ex-atletas

O atleta dedica grande parte da sua vida à sua modalidade esportiva. Seu suor e sua dedicação são convertidos em sorrisos e até lágrimas de felicidade dos seus fãs. Durante todo o período em que estão na ativa, os desportistas representam e honram seus municípios, estados, países e agremiações. No entanto, depois que a carreira se encerra a situação se complica para muitos. Como o tempo de atuação é curto, os atletas ficam sem direito a uma aposentadoria e precisam trabalhar em média de 15 a 20 anos em outras profissões para alcançar tal direito, mas muitos não possuem capacitação e, sequer, condições físicas para ingressar no mercado de trabalho em outras funções. Se o caso dos ex-jogadores de futebol é complicado imagine o dos ex-atletas de outras modalidades que nem ao menos assinam a carteira de trabalho profissional. Por tudo isso, é imprescindível que seja criada uma aposentadoria especial para ex-atletas no Brasil, com um tempo diferenciado de contribuição.

Na Bahia, com estes problemas da aposentadoria e um sindicato dos jogadores de futebol pouco atuante, os ex-atletas podem contar apenas com a Agap, que é ligada à Faap. A Agap recebe recursos da Faap e conta com as mensalidades de seus sócios para promover a integração dos ex-jogadores no mercado de trabaho, através de cursos de capacitação e profissionalizantes. Nas situações mais críticas, ela faz até doações.  O ideal, no entanto, era que não fossem necessárias.

Pensando nisso, o Governo Federal, em outubro de 2009, trouxe essa discussão para a Bahia em um evento sobre aposentadoria que abordou a questão específica dos atletas e dos músicos. O assunto, teve sua importância, desde então reconhecida. No entanto, tem que continuar sendo amplamente discutido pela sociedade em todos os estados porque os ex-atletas deram muitas alegrias para todo o povo e terminam desamparados ao final da carreira. A Câmara Federal precisa abraçar esta causa para que os ex-atletas tenham uma vida digna.

Não é um favor. É apenas reconhecimento por todos os serviços prestados. E você, o que acha disso?

Tricolor irá casar vestido com camisa autografada pelo ídolo Bobô

Bobô e o fã Diogo. Foto: Paulo Neves
Nesta sexta-feira (18/3), o torcedor tricolor Diogo Grisi, prestes a completar três décadas de vida e de se casar, entrou em um túnel do tempo e teve um dia muito especial. "Eu tenho uma admiração muito grande por Bobô. Tinha sete pra oito anos quando o Bahia foi campeão brasileiro (em 1989). Ele dividia um apartamento com Sandro (ex-atacante), na Rua Bahia, na Pituba. Eu morava perto e sempre que ele passava em um carro conversível eu ficava gritando: 'Bobô, Bobô'. E ele me caregava, falava comigo. Até hoje tenho os autógrafos que ele me deu naquela época", dizia Diogo, antes de rever o ídolo.

Por falar em autógrafo, foi esse o motivo do reencontro justamente no 'dia do fã'. Diogo, que hoje mora em Santo Antônio de Jesus, irá casar no início de abril e, por causa do seu fanatismo, irá entrar na igreja ao som do hino do Esporte Clube Bahia, com a camisa do tricolor por baixo da roupa de gala. Mas ainda faltava um importante detalhe. A assinatura do seu maior ídolo na camisa, para dar sorte. "Tinha que ser o autógrafo dele. Para mim, Bobô foi para agente em 1988 o que Romário foi para a Seleção em 1994 (na conquista da Copa do Mundo). Aquilo foi um divisor de águas até para a auto-estima dos tricolores e dos baianos", disse.

Durante o encontro, Diogo parecia não acreditar no que estava acontecendo. Bobô também estava emocionado e lembrou dos passeios com o parceiro Sandro, no carro conversível, pela Rua Bahia. Para completar, Diogo ganhou uma camisa retrô do ídolo, recém lançada pela Liga Retrô.Um presente muito especial para o casamento.

Além de casar vestido com o manto tricolor, Diogo teve uma outra ideia. "Minha noiva, Maria Fernanda, queria que eu jogasse um whisky para os convidados, porque disse que agora os noivos estão fazendo isso. Mas não tinha a minha cara, enão eu resolvi jogar uma camisa do Bahia, autografada por Bobô porque eu sou fanático e minha família toda também é", explicou Diogo.

E qual a reação da noiva? "Ela achou a ideia original e está me apoiando bastante", disse. A seu favor conta o fato de que Maria Fernanda também é tricolor. Ele garante, entretanto, que não foi coincidência. "Era condição eliminatória, sem dúvida. Ela já torcia para o Bahia e tem um padrinho que também é fanático". Ao final do encontro, Diogo se dizia "em órbita" e não cansava de agradecer. Que ele e Maria Fernanda tenham muita sorte no casamento.

Bobô autografando as camisas de Diogo. Foto: Paulo Neves

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com . No twitter @leandrosilva81

quinta-feira, 17 de março de 2011

Força, Japão

Gostaria de manifestar a minha solidariedade a todo o povo japonês que vem sofrendo muito com as tragédias que estão atingindo o país nos últimos dias. É impossível ficar indiferente diante de tamanho sofrimento.

O momento é muito difícil. Tenho certeza, entretanto, que os japoneses terão muita força para reconstruir o país, mais uma vez. Neste momento, todo o mundo está orando pelo Japão, independente de suas etnias e crenças. Estamos enviando pensamentos positivos para que o caminho para a reconstrução seja menos árduos e para que a dor da perda seja diminuída.

Força, nação japonesa.

Bobô

quinta-feira, 3 de março de 2011

Em 2009 Caetano Veloso assistiu a jogo em Pituaçu ao lado de Bobô

Bobô é fã declarado de Caetano Veloso. Caetano fez uma homenagem ao ídolo do clube do qual é torcedor declarado, o Esporte Clube Bahia, em uma de suas composições, "Reconvexo", consagrada na interpretação de sua irmã Maria Bethânia. Pois bem. E o encontro público mais recente entre os dois chamou a atenção da imprensa que foi cobrir ao jogo entre Bahia e Poções, pelo Campeonato Baiano de 2009, no recém reinaugurado estádio de Pituaçu.

Estavam juntos, dando entrevistas, posando para fotos, ou cumprimentando e conversando com os presentes, dois torcedores declarados e ilustres do Esporte Clube Bahia e mais do que isso: dois dos maiores ícones da baianidade. Cada um no seu ramo de atuação, Caetano e Bobô fizeram e fazem o Brasil se render aos seus talentos.

Com a bola nos pés, Bobô ajudou a levar um clube do Nordeste ao maior título do País e chegou até à Seleção Brasileira. Com um microfone e com um violão, Caetano conquistou uma legião de fãs de todas as gerações, protestando, fazendo o povo brasileiro pensar e também se encantar com suas letras e suas interpretações.

Em seu blog, Obra em progresso, Caetano comentou a sua visita ao estádio para ver o seu tricolor.
O Pituaço, que é como a torcida do Bahia chama o estádio de Pituaçu, é bonito pra caramba. E ver a Bamor é experiência única. A Bahia é o único lugar onde se vê futebol com samba-reggae. E as palmas sincopadas que a galera bate? Só a elegância sutil de Bobô - que rima perfeitamente com a risada de Andy Warhol: gente do passado, lembra de “O rock errou”?, e das rimas de Rita em “Esse tal de Roque Enrou”?, também: conhecem rima toante, poesia espanhola, J.C. de Mello Neto? - a elegância de Bobô, eu dizia, por si só, já valeria uma ida ao novo estádio (que o governo de Jaques Wagner entrega à cidade com naturalidade suficiente). Mas o povo de Salvador naquele lugar, sob aquela luz e reagindo com aquele suingue, é luxo só. Tive enormes saudades de Tom. Ele teria adorado. O jogo, o Bahia contra o Poções (time da cidade de mesmo nome, próxima a Conquista, me dizem), foi bom. Começou morno e parecia que ia continuar assim. Mas eu acho que os jogadores do Bahia perceberam que os poçõenses não estavam a fim de levar uma goleada igual à que tinham levado do Vitória (acho que 6 a 0) e reuniram forças e animação para fazer um gol em cada tempo. Os interioranos marcavam homem a homem - e não desistiram de lutar mesmo depois de alvejados. Mas o Bahia conseguiu fazer jogadas bonitas. Mas estas (como é tão freqüente no futebol) não foram as que produziram os gols. Os gols foram surpresas excitantes e algo desconectadas da lógica do jogo. Pensei muito no livro Veneno Remédio, de Zé Miguel Wisnik. E saí feliz.

Saiba o que é pubalgia e como tratar


Pubalgia significa dor na região do púbis, uma área localizada na bacia, onde se originam os músculos adutores. Também é conhecido como virilha ou região inguinal. É mais comum nos homens e principalmente nos adultos. E isso ocorre devido à maior atividade física dos indíviduos do sexo masculino, principalmente o futebol.
Deve-se ter cuidado para não confundir a pubalgia com a prostatite (inflamaçao da próstata) infecção urinária e principalmente hérnia inguinal. O exame clínico feito por um médico, associado a exames complementares como raixo-x da bacia, ultrassonografia ou até mesmo ressonância consegue definir a verdadeira origem da dor.

Os principais sintomas da pubalgia são: dor no púbis, principalmente ao levantar-se, tossir ou chutar, aumento da dor com a corrida e diminuição da abertura das pernas. Em nosso meio esportivo a principal causa de dor no púbis é o treinamento mal executado, principalmente pela falta de alongamento antes e após as atividades físicas, terreno de jogo duro, uso de chuteiras inadequadas e até o não uso das mesmas. O principal fator, entretanto, ainda é a falta de prevenção através de exercícios específicos e o fortalecimento muscular. Essa prevenção deve ser feita pelo médico e fisioterapeuta do clube no momento do exame inicial do atleta, descobrindo desequilíbrios musculares e ósseos que possam vir a desencadear a pubalgia.

Infelizmente, a diversidade de biotipo dos nossos atletas de futebol, associado às condições ruins dos nossos campos, principalmente no futebol amador faz com que os atletas que conseguem se profissionalizar  já cheguem nas equipes profissionais com a pubalgia instalada, crônica e de difícil tratamento. Além disso, existe um vício dos nosso atletas em não se submeterem ao tratamento de prevenção porque estão sem sintomas naquele momento, deixando de lado o maior aliado para evitar o surgimento da lesão no púbis, a fisioterapia preventiva.

O tratamento da pubalgia depende de alguns aspectos, mas o principal deles é o sintoma do atleta. Se ele encontra-se na fase aguda de dor intensa, o repouso associado ao uso de antiinflamatórios e fisioterapia é a melhor escolha. Com a melhora da dor inicia-se então o trabalho de reequilíbrio muscular, alongamento e retorno leve às atividades. O uso de infiltrações com corticóides só deve ser feito no atleta como exceção. Ou seja, se o mesmo encontra-se com dor intensa que não obteve melhora com fisioterapia e medicamento. Mesmo assim deve-se pesar muito os riscos e benefícios e sempre procurar evitá-la.

O tratamento cirúrgico é a última opção em casos de pubalgia e deve ser feito quando há uma calcificação importante ao redor do púbis, com dificuldade do atleta em caminhar e até mesmo abrir os membros inferiores e já tenha-se esgotado todos os recursos não cirúrgicos. A cirurgia não é garantia de cura total dos sintomas, mas quando empregada deve ser seguida depois de intensa atividade fisioterápica para prevenir o retorno dos sintomas.

Portanto, podemos concluir que a pubalgia é uma doença perfeitamente prevenível. Depende apenas da prática de medidas simples, baratas e que podem ser feitas dentro do próprio clube, através de uma boa avaliação inicial dos atletas e de programas específicos de prevenção. Para os atletas amadores, que não dispõem dessas facilidades, o conselho é sempre jogar com chuteiras, evitar campos muito duros ou esburacados, fazer alongamentos e fortalecimento muscular e repouso de atividades esportivas assim que os sintomas iniciarem.

Doutor Marcos Lopes
Ortopedista e vice-presidente médico do Esporte Clube Bahia

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pedro Amorim e Bobô - craques de Senhor do Bonfim e suas semelhanças

Confira ótimo texto do Blog História do Futebol sobre dois grandes craques da cidade baiana de Senhor do Bonfim, Pedro Amorim e Bobô:

Pedro Amorim:
Pedro Amorim Duarte, filho de um rico comerciante e fazendeiro da cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia, só queria jogar futebol. Dono da bola nas peladas da Praça Nova do Congresso, era o artilheiro mais aplaudido pelos adultos e dividia seus sonhos entre ser profissional de futebol e médico. Por isso, não mentia a seu pai quando dizia que, um dia, se formaria em médico.

Transferido para Salvador, onde estudou no internato do Liceu Salesiano e no Colégio Ipiranga, logo ganhou uma vaga na seleção de novos. Depois aceitou jogar no Esporte Clube Bahia. Nos treinos, seus dribles desmoralizantes no zagueiro Gaia, foram retribuídos com um desleal pontapé. Pedro Amorim desmaiou e foi proibido pelo irmão de jogar futebol. Mas a paixão pela bola foi mais forte e, um ano depois de estrear no Bahia foi emprestado ao Botafogo de Salvador, onde começar a jogar na ponta direita. E foi nessa nova posição e nesse novo clube que despertou interesse do Fluminense do Rio de Janeiro.

O Fluminense vinha de um tri campeonato – 1936/37/38. Pedro Amorim sentiu dificuldades de se entrosar com seus novos companheiros, craques consagrados na seleção brasileira. Quando começou a mostrar seu verdadeiro futebol, sofreu uma entrada violenta do zagueiro Rubens do Madureira e ficou de fora da equipe por um bom tempo. No final do ano de 1941 retornou ao posto de titular e foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez.

Em 1946 foi um ano de ouro para Pedro Amorim. Foi super campeão carioca ao lado de Ademir Menezes, campeão brasileiro pela seleção carioca e, se formou em medicina. Formou em ataques considerados como excepcionais. Na seleção carioca – Pedro Amorim. Zizinho. Heleno. Ademir e Vévé. Na seleção brasileira – Pedro Amorim. Romeu. Leonidas. Tim e Patesco. Pedro Amorim faleceu no dia 25 de setembro de 1989 quando ele já se encontrava clinicando no sertão da Bahia.

Marcou 188 gols em 310 jogos pelo Fluminense e 55 gols pelo Bahia pela seleção brasileira 4 jogos e 2 gols.

Bobô:
Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, (Senhor do Bonfim, 26 de novembro de 1962), é um ex-futebolista brasileiro, atacante que despontou no Bahia, mas que também jogou no São Paulo, Flamengo, Fluminense e Corinthians.

Eleito um dos maiores ídolos do Bahia de todos os tempos, Bobô foi o líder da equipe comandada por Evaristo de Macedo, que surpreendeu a todos e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988.Bobô começou sua carreira na Catuense e, em seguida, foi contratado pelo Bahia, clube que defendendeu entre 1984 a 1989.

Em 1989, portanto, após a conquista do Brasileirão pelo Bahia, Bobô teve seu passe negociado com o São Paulo pela soma de U$ 1 milhão, valor exorbitante para os padrões da época. Depois foi emprestado ao Flamengo.

Depois foi negociado com o Fluminense. No tricolor carioca, voltou a viver um bom momento em sua carreira, quando compôs um eficiente ataque ao lado de Ézio.Depois disso, o jogador ainda teve rápidas passagens por Corinthians e Internacional. Todavia, em 1996, com apenas 34 anos de idade, Bobô vestiu a camisa do Bahia mais uma vez, a fim de encerrar sua carreira no clube onde virara ídolo.

No Fluminense, Bobô jogou 25 jogos e marcou 14 gols e sagrou-se campeão da Taça Guanabara de 1992 pela seleção 3 jogos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Parabéns aos campeões brasileiros

O gol do título
A Bahia estava em um dos seus maiores momentos de festa 22 anos atrás. Os heróis da minha infância nos davam a imensa alegria de poder comemorar o título de campeão brasileiro conquistado pelo Esporte Clube Bahia. O triunfo de uma região inteira, que até hoje emociona.
No dia 19 de fevereiro de 1989, o Bahia segurou o ímpeto do Internacional, em pleno Beira-Rio, segurando um empate sem gols que garantiu o título brasileiro de 1988, depois de uma virada histórica, na Fonte Nova, com dois gols de Bobô.

O time campeão
Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Gil, Paulo Rodrigues, Marquinhos, Paulo Robson, João Marcelo, Claudir,Tarantini, Sidmar, Pereira, Osmar, Dico Maradona, Sandro, Edinho Jacaré, Newmar, Sales, Renato e o grande mestre Evaristo escreveram para sempre os seus nomes na gloriosa história do Esquadrão. Muito obrigado a todos vocês por tudo.

LEANDRO SILVA é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e mantém o blog www.leandrosilva81.blogspot.com

Bobô escreveu prefácio de livro sobre o título brasileiro de 1988


Capitão do Bahia na conquista do segundo título brasileiro que completa hoje 22 anos, o ex-meio-campista Bobô escreveu o prefácio do livro A União de uma Nação, escrito pelo jornalista Leandro Silva, que conta a história do título brasileiro de 1988, conquistado pelo Esporte Clube Bahia, em fevereiro de 1989.

Bobô, que também é um dos principais personagens desta história, passou parte de sua emoção pela conquista no prefácio, mas também nos depoimentos ao longo do livro, que foi fruto de uma rigorosa pesquisa de quase dois anos.

A obra trata sobre a preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988, incluindo a formação do time; o título baiano; a análise da equipe feita por ídolos de outras épocas e por profissionais da imprensa; as brincadeiras entre os jogadores; o relato de cada um dos 29 jogos da campanha além de depoimentos de outros personagens como Evaristo de Macedo, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré.

O livro ainda traz informações adicionais como a participação do Bahia na Libertadores e dos jogadores tricolores na Seleção Brasileira.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nove jogadores da Copa 2 de Julho pré-convocados para o Sul-americano sub-17

Foto: Paulo Neves

No ano passado, a Seleção Brasileira disputou a Copa 2 de Julho de futebol sub-17 com uma equipe sub-16, visando o Sul-americano que será disputado neste ano. Mesmo com a mudança no comando técnico, com a saída de Nilton Barbosa e a entrada de Emerson Ávila, o objetivo foi alcançado já que nove jogadores daquele grupo campeão da competição baiana foram pré-convocados para representar o País no Sul-americano sub-17, que acontecerá em março, no Equador.

Os remanescentes do grupo que ainda brigam para ficar na convocação final são: o goleiro Guido, do Santos, ex-Vitória; o zagueiro Josué, do Vitória; o lateral Emerson, do Santos; os meio-campistas Rodrigo e Marlon Bica, do Internacional, Guilherme, do Vasco;e os atacantes Adryan, do Flamengo, Lucas Piazon, do São Paulo, e Léo, do Cruzeiro.

O filho do tetracampeão mundial Bebeto, Mattheus, que disputou a Copa 2 de Julho, ficou fora da lista. Alguns destaques são o atacante Adryan, que fez uma ótima Copa São Paulo com o Flamengo, e o volante colorado Rodrigo, que ganhou o prêmio de melhor jogador da Copa 2 de Julho de 2010.

Os pré-convocados:
Goleiros:
Charles (Cruzeiro), Guido (Santos) e Uilson (Atlético-MG)
Laterais: Wallace (Fluminense), Emerson (Santos), Geferson (Internacional) e Claudio Winck (Internacional)
Zagueiros: Josué (Vitória), Matheus (Coritiba), Mateus (Grêmio) e Marquinhos (Corinthians)
Meio-campistas: Marlon Bica (Internacional), Misael (Grêmio), Rodrigo Dourado (Internacional), Allan (São Paulo), Hernani (Atlético-PR), Andrigo (Internacional), Fernando Amorim (Internacional), Guilherme (Vasco), Daniel Corrêa (Cruzeiro) e Alex (Internacional)
Atacantes: Lucas Piazon (São Paulo), Léo (Cruzeiro), Pedro Paulo (Cruzeiro), Adryan (Flamengo) e Diego (Santos).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Evaristo de Macedo homenageado com camisa retrô personalizada

Matéria do Globoesporte.com 

"Ídolos em seus times, autores de inúmeros gols em rivais, os ex-atacantes Assis, do Fluminense, e Evaristo de Macedo, do Flamengo, se encontraram no lançamento de camisas comemorativas em suas homenagens, em um shopping da Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira. 

"Fico sensibilizado de receber esta homenagem, mesmo depois de ter abandonado a carreira de jogador há tanto tempo. É uma maneira de aquele grande time e aqueles títulos não ficarem esquecidos", afirmou o rubro-negro Evaristo, tricampeão carioca entre 1953 e 1955. 

Os idealizadores da homenagem, sócios de uma loja especializada em camisas no estilo retrô, foram o tricolor Leonardo Klanet e o flamenguista Marcelo Roisman. 

- Tive três ídolos como torcedor: Renato Gaúcho, Assis e Washington. Fazer essa homenagem é uma forma de ligá-los novamente ao clube, à torcida e até à família deles mesmos. O neto do Evaristo, por exemplo, não viu o avô jogar, mas vai vestir uma camisa do Flamengo na época do avô - explicou Klabet. 

A escolha dos dois jogadores foi feita através de uma pesquisa com as torcidas de ambos os clubes.

- Nós identificamos que o Evaristo e o Assis tinham uma capacidade de retorno muito grande. O Evaristo, em uma faixa etária um pouco superior, e o Assis entre torcedores mais jovens. Além disso, parte da renda é revertida para os próprios jogadores. 

Além de Assis e Evaristo, outros craques do passado já foram homenageados como Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, e Bobô, ídolo do Bahia campeão brasileiro de 1988."

Para ver a camisa retrô de Bobô acesse o site: http://www.ligaretro.com.br/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Em eleição de Placar em 1999 Bobô foi escolhido como melhor da história do Bahia

Em 1999, a revista placar realizou eleições com a crítica especializada e com internautas para escolher os maiores craques da história dos principais clubes do futebol brasileiro. E Bobô venceu a eleição popular, com a preferência de 67% dos internautas votantes. Roberto Rebouças foi o preferido da crítica.
Confira o texto publicado na revista Placar, em junho de 1999, edição 1152.

Bobô - O intelectual da bola
Se Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, já era bastante conhecido no futebol baiano, a consagração nacional só veio no Campeonato Brasileiro de 1989, ano da maior conquista da história do Bahia. Bobô foi o cérebro do time que conquistou o Brasileiro daquele ano, derrotando o Inter de Porto Alegre na Final. Técnico e com excelente visão de jogo, superava a lentidão com toques sutis e muita malandragem. Ganhou três Estaduais (1986, 1987 e 1988) e chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira. Apaixonado por livros, ficou famoso pelo papo-cabeça. Depois de jogar no São Paulo, no Fluminense e no Corinthians, voltou ao Bahia em 1995.

Júri popular
votos %
Bobô 918 67%
Beijoca 124 9%
Charles 107 7,8%
Douglas 51 3,7%
Baiaco 50 3,6%
Outros 121 8,9%

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bobô escolhido para time dos sonhos do Bahia em eleição do Correio

O jornal Correio realizou uma eleição para definir os times dos sonhos da história de Bahia e Vitória e Bobô foi eleito para participar da equipe tricolor. Foi escolhido por 8 dos 14 votantes (Antônio Carlos Júnior, Binha de São Caetano, Douglas, Marcelo Sant´Ana, Marcos Lopes, Nestor Mendes Júnior, Ricardo Chaves e Virgílio Elísio). Confira, na íntegra, o texto do jornalista Marcelo Sant‘Ana sobre o craque, publicado na edição do dia 1/2. 

"Bobô ganhou uma bíblia de presente de Ricky no final do 1º turno do Baiano de 85. Os dois eram os principais jogadores do estadual e concorrentes pela artilharia. Homens de fé, demônios no campo. O título do Vitória e o sucesso da Catuense fizeram o Bahia se mexer. Na manhã de 30/12, 2º andar do edifício Saga, na Rua Carlos Gomes, Bobô entra na vida do Bahia. 

Raimundo Nonato Tavares da Silva nasceu dia 26/11/1962, em Senhor do Bonfim, norte do estado. O apelido veio por causa de Rita, a caçula de Dona Tieta e seu Florisvaldo. A irmã só o chamava assim. 

Começou no salão e se destacou ao ser vice do Intermunicipal por Senhor do Bonfim, em 1979. O técnico Rabelinho tentou levá-lo ao Leônico ou ao Vitória. O amigo Estevão, embora rubro-negro, achou ruim; o Bahia tinha melhor estrutura. No meio termo, a Catuense, que despontava. O presidente Antonio Pena o hospedou dentro de casa. 

Contou com a ajuda de Beijoca para ganhar espaço no time de Abel Braga. Faltou sorte ao romper o ligamento do joelho esquerdo, em 1982, e parar por nove meses. Improvisou até sacos de areia e cimento na fisioterapia. 

Todo esforço e fé viraram recompensa em 1985 ao ser a sensação do estadual. A fama de artilheiro, porém, prejudicou o início do ex-ponta da Catuense de Aymoré Moreira. Ouvia só vaias e cobranças. Até o primeiro gol, dia 17/2, por exemplo, não valeu. Faltou luz durante Bahia x Galícia aos 11 minutos do 2º tempo e a partida terminou anulada. 

Mudou de status quando o técnico Fantoni o escalou de ponta de lança e fez dupla incrível Cláudio Adão. Em 86, dois momentos geniais. Fez três gols no 5x0 no Vitória pela final do Baiano - desde 1958 um rival não fazia cinco gols no clássico -, e ganhou placa na Fonte Nova após gol no Operário-MS.
Tinha bom passe, chute e era um jogador cerebral, embora sem noção dos limites. Em Valinhos, tomou 15 injeções no hotel Fonte Sônia para pegar o Guarani. Jogou 15 minutos na despedida do Brasileiro, nas quartas. 

Brilhou definitivamente no título do Brasileiro de 1988. Marcou três dos últimos quatro gols do Bahia, contra Fluminense e Internacional. Foi ainda campeão Brasileiro no São Paulo, em 89; e da Copa do Brasil no Flamengo, em 90. Jogou no Flu indicado por Telê e no Inter por Falcão. Passou pelo Corinthians antes de voltar à Catuense e parar no Bahia. Já tinha inspirado até Caetano Veloso".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Equilíbrio no início do Baiano

Apenas três rodadas se passaram. Ainda é cedo para chegar a conclusões definitivas, mas os clubes começam a mostrar o que se pode esperar deles até o final do Campeonato Baiano. Para começar, dá para dizer que as equipes foram bem distribuídas nos grupos, já que a soma de pontos dos participantes das duas chaves chega aos mesmos 25 pontos. Em 18 duelos foram sete vitórias para cada lado e quatro empates. 

Há um sinal de equilíbrio também entre as duas principais forças do Estado. Até o final do tempo regulamentar do jogo entre Ipitanga e Bahia pela terceira rodada tricolores e rubro-negros estavam com a mesma pontuação e apenas um gol de saldo de vantagem para o Vitória, mas o gol de Sassá, nos acréscimos, deixou o Bahia dois pontos atrás do Vitória. 

No grupo 2, contudo, os pontos estão mais distribuídos que no 1, tanto que a distância do líder, Vitória, para o lanterna, Serrano, é de apenas três pontos. Enquanto no grupo 1, o Bahia de Feira tem sete pontos à frente do lanterna Juazeiro, que perdeu os três jogos. 

O momento era totalmente favorável ao Bahia antes de começar a competição, mas o Leão mostra que irá lutar pelo penta. O atacante Rildo, que veio da Ferroviária, de São Paulo, me deixou uma boa impressão, e acredito que será muito útil para o rubro-negro. O setor defensivo, entretanto, deve ser o ponto mais forte da equipe rubro-negra, com as presenças de bons jogadores como Alison, Eduardo e Uelliton. Até o momento, é o segundo time que menos sofreu gol na competição, apenas um golaço e outro por falha de Viáfara. 

Enquanto isso, ainda acredito no time do Bahia e continuo entendendo que o clube armou um bom elenco. A grande expectativa em torno da equipe, por parte da torcida, entretanto, está se transformando em apreensão. O que pode tirar a tranqüilidade necessária para que as atuações passem a ser satisfatórias. O preparo físico ainda está precário e alguns jogadores importantes não estrearam, como Zezinho, Ramon, Luisão e Marcos. 

O Bahia de Feira, entretanto, é o time que mais marcou pontos até agora (7). E já havia deixado uma ótima impressão por ter conquistado o título do Torneio Início, disputado uma semana antes do começo do Baiano. O time que já foi semifinalista em 2010 manteve alguns destaques da boa campanha, como João Neto, Jacson e Bruninho e ainda fez boas contratações como o dublê de meia e lateral-esquerdo Roberto, do tricolor da capital. 

Interessante é que os dois clubes do interior que conseguiram derrotar os grandes da capital na primeira rodada, não conseguiram mais vencer ninguém nas rodadas seguintes. O Colo-Colo, que derrotou o Leão, segue invicto, depois de dois empates, enquanto o Serrano parou nos três primeiros pontos. 


LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Custo com divisão de base é investimento

Rafael, Fábio, Madson e todos os outros talentos da equipe sub-18 do Bahia que nos deram a alegria de ver o Estado representado, pela primeira vez, na final da Copa São Paulo de futebol sub-18, competição mais importante da categoria no País, reacendem uma importante discussão sobre a necessidade de maior investimento nas divisões de base como um dos caminhos para o fortalecimento dos clubes baianos. 

E é com alegria que parabenizo o Bahia pela ótima campanha. Não dá para esquecer, entretanto, que o sucesso veio muito mais pela capacidade de descobrir talentos do que por uma política de clube voltada para a formação de atletas. Um orçamento próprio, por exemplo, é fator mais do que necessário. Externo aqui os meus parabéns para todos os garotos, para a comissão técnica e para Newton Mota que, não por coincidência, estava à frente da base do Vitória em 1993, quando o rubro-negro chegou à semifinal. 

Na base, muito mais importante que títulos é formar jogadores. A boa participação na competição, entretanto, mostra que um bom trabalho está sendo feito. Agora se faz necessário saber colher os frutos como o Vitória fez em 1993, quando chegou até a semifinal da Copinha e, no mesmo ano, foi finalista do Brasileirão de profissionais, contando com jogadores daquela campanha, como Dida; Vampeta, Paulo Isidoro e Alex Alves. 

Bem trabalhados, alguns desses garotos poderão ter um futuro promissor, como: Rafael, que é um atacante muito forte e tem muita presença de área; o lateral-direito Madson, que fez muita falta na decisão e joga em uma das posições de maior carência na equipe principal; além do meia habilidoso Fábio, que não tem um biótipo avantajado, mas joga de maneira vertical, com muita objetividade. 

Mas no clube um dos maiores problemas é a transição para a equipe principal e a falta de paciência. É absolutamente necessário que a comissão técnica e a torcida tenham calma e a devida noção de que eles não vão subir para resolver os problemas do clube, mas para ganhar experiência e contribuir com qualidade, jogando ao lado de atletas mais experientes. 

É preciso reverter a lógica de encarar os custos com as divisões de base como gastos e ver como investimento. Muitos clubes do País pensam dessa forma, como o Santos, que já revelou no século XXI jogadores como Robinho, Diego, Neymar e Paulo Henrique Ganso, ganhando títulos, inclusive, com estes jogadores como destaques. O Internacional e o São Paulo são outros exemplos positivos. 

Ter ótimos olheiros e participar de competições interestaduais é de fundamental importância, mas também é essencial investir em qualificação dos profissionais que trabalham com os garotos, e também trabalhar a nutrição, fisiologia e psicologia. Este acompanhamento psicológico deve prosseguir quando o jogador ascende à equipe principal. 

Investir na descoberta de novos talentos também é o caminho para o resgate dos clubes do interior do Estado. A Catuense, onde comecei a minha carreira, por exemplo, realizava um bom trabalho na descoberta e formação de jogadores, como Sandro, Vandick, Naldinho e Luís Henrique. Alguns chegaram até a Seleção Brasileira. Esta é a alternativa mais viável para não ter que recorrer a jogadores sem mercado nos outros times do País, fortalecendo o elenco e ainda lucrando com futuras negociações. Em breve, aprofundarei a questão dos clubes do interior. 

Bobô

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os pilares para o fortalecimento do nosso futebol

O conteúdo do editorial do jornal A Tarde da última sexta-feira (7/1), intitulado “Futebol de várzea”, é uma síntese dos sentimentos de todos nós que vivemos e nos importamos com o futebol do nosso Estado. O texto fala sobre a necessidade de “profissionalização”, de fato. Eu diria que ainda mais importante é a democratização. Entre os maiores legados da Copa do Mundo na Bahia, ao lado do fortalecimento do turismo, e das melhorias na infra-estrutura e na mobilidade urbana da capital e da região metropolitana, que proporcionarão uma maior qualidade de vida para os cidadãos, está a necessidade de mudança do modelo de gestão dos nossos clubes de futebol.

O esporte está em alta no País, com as realizações, a partir deste ano, dos Jogos Mundiais Militares, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada, e é importante que os clubes da Bahia aproveitem este momento de grandes investimentos. Gestão profissional, planejamento e democratização têm que ser os pilares deste resgate do futebol baiano. A paixão dos baianos pelos seus clubes sempre existiu e precisa ser melhor explorada. É necessário que o torcedor sinta que está fazendo parte do clube, participando indiretamente das decisões, escolhendo seu presidente.

Permita-me retornar ao ano de 1989, quando, logo após o segundo título brasileiro do Bahia, declarei que o Estado não veria uma conquista como aquela por, pelo menos, 30 anos. Não disse isso por torcer contra. Muito pelo contrário. O que eu quis dizer é que era preciso prestar atenção para a gestão. Fomos campeões pela qualidade dos jogadores, dedicação, ousadia e pela presença expressiva da nossa torcida em todos os jogos, mas o modelo de gestão já apresentava problemas. Pouca coisa mudou de lá para cá e o mais grave é que estamos em um momento diferente em que as receitas de bilheterias não são mais suficientes para cobrir as despesas.

Concordo que a Federação Baiana de Futebol tem sua parcela de responsabilidade e precisa ser mais rigorosa com relação à qualidade dos gramados dos estádios utilizados no Campeonato Baiano, porque isso interfere no nível técnico da competição. Os clubes, entretanto, são os maiores responsáveis pelo momento do nosso futebol. Os jornais de grande circulação continuam noticiando regularmente o atraso de salários, o pouco investimento na formação de atletas, a recusa em mudar os estatutos, e a ausência de eleições diretas, que inibem a ampliação do número de sócios. Pode até haver uma federação fraca, com clubes fortes, mas o contrário é inviável.

Cabe a todos nós, torcedores, atletas, dirigentes e amantes do futebol baiano realizarmos essa discussão de maneira muito clara para toda a sociedade. E é importante ressaltar que esses problemas não se restringem ao futebol, mas a todos os esportes aqui no Estado. É importante fortalecer as federações com democracia e alternância de poder. O Governo do Estado vem fazendo a sua parte com a reconstrução do estádio de Pituaçu, um dos mais modernos do País, a construção da Arena Fonte Nova, o patrocínio, alguns anos com o “Sua Nota é um Show”, e agora por meio da Embasa. Além da realização, por parte da Sudesb, em parceria com a Uneb, e participação da FBF, de um curso de gestão esportiva, para preparar os nossos dirigentes.

Desde a minha declaração em 1989, quase 22 anos já se passaram. Os clubes baianos têm, portanto, este desafio de se modernizarem, de fato, para chegar a um novo título de tamanha importância dentro dos próximos oito anos para que me desmintam. Torço para que consigam.

Bobô

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bobô é homenageado por ex-jogadores de futebol

Ex-atletas do futebol baiano, como Hugo, Dico Maradona, Emo, Nelson Cazumbá, Zé Augusto, entre outros, que fazem parte da AGAP (Associação de Garantia ao Atleta profissional do Estado da Bahia), homenagearam Bobô, com uma placa comemorativa, pelos serviços prestados "pelo que tem feito pela AGAP e pelo que fez pelo futebol da Bahia", explicou Nelson Cazumbá, que jogou em times como Bahia e Leônico. A homenagem aconteceu na manhã desta terça-feira (11/1), na sede da Sudesb.

"O motivo da nossa homenagem é um reconhecimento pelo trabalho dele à frente da Sudesb. Pela valorização dos ex-atletas. De vez em quando, ele pega até uns babas com a gente", disse Emo, que chegou a jogar com Bobô no Bahia.

"Eu tenho muito prazer de compartilhar alguns momentos com vocês. É sempre um ambiente muito saudável. A gente busca ajudar a associação, mas o maior trabalho é de vocês, que estão de parabéns pelo momento que a AGAP está vivendo. E espero que continuem conseguindo agregar mais pessoas como vocês", agradeceu Bobô.

Superintendente da AGAP, e ex-jogador do Vitória, Hugo falou sobre a associação. "A finalidade da AGAP não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Tanto para os ex-jogadores, quanto para os atletas em formação. O nosso foco é disponibilizar cursos supletivos, profissionalizantes e até superiores para que o ex-jogador consiga se inserir no mercado de trabalho, após o término da carreira", disse Hugo.

O presidente Sergio Luiz Ferreira explica ainda que a AGAP é associada à FAAP (Federação das Associações de Atletas Profissionais), entidade nacional que repassa recursos para a associação baiana, que proporciona, ainda, auxílio saúde e medicamentos para os associados que estejam doentes. A anuidade para os associados é de 55 reais.

Para maiores informações, basta acessar o site http://www.agapba.com.br/ ou enviando e-mail para agap.ba@faapatletas.com.br.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Craque está na seleção do Bahia de todos os tempos do Jornal A Tarde


O jornal A Tarde publicou no primeiro dia do ano uma edição especial em comemoração aos 80 anos do Esporte Clube Bahia. Nesta, foi publicada uma eleição para escolher os 11 titulares do "Bahia de todos os tempos", com os melhores jogadores que já vestiram a camisa do clube, por posição. E Bobô foi eleito para fazer parte dessa equipe dos sonhos.

O time ficou escalado com: Nadinho (goleiro de 1959), Zanata (lateral-direito na década de 1980), Roberto Rebouças (zagueiro na década de 1970), Pereira (zagueiro de 1988) e Romero (lateral-esquerdo nos anos 1970); Baiaco (volante, década de 1970), Paulo Rodrigues (volante, 1988), Bobô (meia, 1988) e Douglas (meia, anos 1970); Marito (atacante, 1959) e Beijoca (atacante, década de 1970).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bobô indica filme para leitores do Bahia Notícias

O site Bahia Notícias sempre traz indicações de filmes de ídolos de diversas áreas. Desta vez, Bobô foi o convidado a dar a sua dica. Segue o texto:

"O ex-jogador Bobô, craque que levou o Esporte Clube Bahia ao título de campeão brasileiro de 1988, além da "elegância sutil" cantada por Caetano Veloso, tem verdadeiro amor pelo cinema e pelos filmes de ação. Ele indicou um filme nacional de bastante sucesso.

O filme destacado por Bobô é Tropa de Elite (2007), do diretor José Padilha. Vencedor do prêmio Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim 2008, este filme faz parte de uma geração de obras que ajuda a recolocar a cinematografia nacional entre as melhores do mundo. Bobô prefere o Tropa 1 que o também festejado Tropa de Elite 2."

Confira a matéria no site