terça-feira, 22 de novembro de 2011

Camisa usada por Bobô na conquista do Campeonato Brasileiro exposta em loja no Iguatemi

Foto:Paulo Neves
Uma camisa histórica tem chamado a atenção de quem passa pela loja Sport.com, do Shopping Iguatemi. Com o número 8 às costas e o escudo do Bahia à frente, está exposto na vitrine o uniforme vestido pelo craque Bobô na primeira partida da decisão do Campeonato Brasileiro de 1988, quando o próprio ídolo fez os dois gols que garantiram o triunfo sobre o Internacional, por 2 a 1, antes da conquista do título, logo em seguida no Beira-Rio.

Foto: Paulo Neves
Abaixo da camisa, na vitrine, um pôster da equipe campeã e os dizeres: “Esse uniforme possui o suor do eterno craque Bobô na conquista do Campeonato Brasileiro”. “Lembro que logo depois da partida, eu estava dando entrevista para a rádio em que Marco Aurélio trabalhava. Era uma audiência incrível e ele aproveitou para me pedir a camisa, no ar. Fico feliz que ele guarde até hoje. Mostra que ele valoriza e isso é muito bonito”, diz Bobô. 
“Na nossa concepção, Bobô é o jogador mais importante da história do Esporte Clube Bahia. Ele está entre os melhores jogadores que já passaram pelo clube, mas é o mais importante porque foi quem praticamente decidiu o título brasileiro de 1988. Já ofereceram 5 mil reais para comprar a camisa, mas ela não tem preço. Ainda está sem lavar, continua da forma como ele me presenteou. E a gente sempre expõe e dá uma grande movimentada. É uma maneira de reconhecer a importância dele para o esporte baiano”, diz o proprietário da loja, o radialista Marco Aurélio.  

Augusto César, gerente  - Foto:Paulo Neves
“A camisa está na vitrine, dessa vez, desde a sexta-feira (4/11), e você nem imagina a zoada que o pessoal faz. Essa nossa iniciativa aconteceu porque o torcedor do Bahia é muito fanático e tem muito respeito por Bobô. O torcedor do Bahia é diferente. Sou Vitória, mas tenho que me render: é muito amor”, diz o gerente da loja, Augusto César.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com . No twitter @leandrosilva81

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Empresa lança segunda camisa retrô do ídolo Bobô

Foto de Paulo Neves

O fã do ex-jogador Bobô que já podia adquirir a camisa retrô personalizada do ídolo no modelo branco, agora poderá ter o modelo tricolor. Assim como a camisa branca, essa também vem com o número 8, que marcou toda a carreira do atleta baiano, às costas, e o número 88, à frente, em referência ao título Brasileiro de 1988 conquistado pelo Bahia, a camisa traz ainda o autógrafo do craque.

A Liga Retrô, empresa responsável pela criação, já fez camisas personalizadas de outros ídolos como Assis, do Fluminense, Modesto Bria, Carlinhos e Evaristo, do Flamengo, Pelé e Pepe, do Santos. Um grupo seleto do qual o ex-jogador de Bahia, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Internacional e Catuense, faz parte.

Para comprar ou para maiores informações acesse o site www.ligaretro.com.br

Fã pode adquirir camisa retrô personalizada de Bobô

O fã do ex-jogador Bobô já pode adquirir uma camisa retrô personalizada do seu ídolo. Com o número 8, que marcou toda a carreira do atleta baiano, às costas, e o número 88, à frente, em referência ao título Brasileiro de 1988 conquistado pelo Bahia, a camisa traz ainda o autógrafo do craque.
A Liga Retrô, empresa responsável pela criação, já fez camisas personalizadas de outros ídolos como Assis, do Fluminense, Modesto Bria, Carlinhos e Evaristo, do Flamengo, Pelé e Pepe, do Santos. Um grupo seleto do qual o ex-jogador de Bahia, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Internacional e Catuense, faz parte.

Para comprar ou para maiores informações acesse o site www.ligaretro.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Lamentando a perda de um grande amigo: Ézio

Super Ézio nos tempos de Fluminense
Lamento muito o falecimento do ex-atacante Ézio, que jogou comigo no Fluminense. Além de ter sido um grande jogador, era um grande amigo. Mantínhamos contato até recentemente e trocávamos, inclusive, informações sobre futebol. Ele tinha apenas 45 anos de idade e lamento muito essa perda precoce de um grande ser humano.

Ézio e Bobô juntos no time do Flu em 1991
Ele foi um grande ídolo do Fluminense na década de 1990. Graças ao narrador Januário de Oliveira, passou a ser conhecido como Super Ézio e era muito identificado com a torcida tricolor, que, tenho certeza, que também está lamentando muito essa perda. Chegamos juntos ao clube em 1991 e formamos uma  dupla ofensiva bem lembrada pelos cariocas.

Vai deixar saudade. Que a família tenha todo conforto nesse momento. 
 Bobô
Veja abaixo um vídeo de um jogo Fluminense x Palmeiras, quando Bobô marcou um dos gols e Ézio, outro.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Futebol baiano passa por momento muito importante

O futebol baiano está passando por um momento muito importante. Desde 2003, quando o Bahia foi rebaixado para a Série B, o Estado não conta com seus dois maiores representantes juntos na Primeira Divisão. No ano passado, quando o tricolor conseguiu o acesso, o rubro-negro decepcionou e caiu. Agora, neste final de semana, a dupla deu passos importantes para que o maior clássico do Norte-Nordeste possa acontecer na Série A de 2012. Se o Vitória subir e o Bahia permanecer o futebol baiano estará muito mais fortalecido, lembrando que cinco anos atrás os rivais estavam juntos na Série C.

No Bahia, a irregularidade ainda preocupa, mas nos 25 minutos finais contra o São Paulo, quando conseguiu sair de um placar adverso de 3 a 1, para um triunfo por 4 a 3, o time deu uma demonstração de garra impressionante. Atropelou, voltou a ser o Bahia do passado, que fazia a torcida só ir embora da Fonte Nova quando a partida acaba, pois tinha fé de que o time reverteria as situações adversas. Poderia ser sempre assim. Mas o resultado dá esperança para a permanência e que tenha um próximo ano mais produtivo, errando menos nas contratações.

Já no lado do Vitória, no jogo de sexta-feira, quando goleou o Salgueiro, por 5 a 1, finalmente a torcida jogou ao lado do time. Até então, os torcedores estavam um tanto descrentes e afastados do Barradão, mas nesta partida deram uma demonstração de apoio e os jogadores responderam muito bem. O rubro-negro entrou no G-4 e agora só depende dele para subir. Uma grande vantagem é que o momento do time é muito melhor do que os dos adversários diretos, que já tiveram muitos pontos à frente.

Bobô

sábado, 5 de novembro de 2011

Virada histórica

Tem fatos ou situações que vivenciamos, que nem imaginamos que ficará para a história, mas fica. A gente só percebe depois de muitos anos quando aquelas lembranças permanecem nítidas. Outros, entretanto, são instantaneamente identificados como históricos. E a virada incrível do Bahia sobre o São Paulo, por 4 a 3, após estar perdendo por 3 a 1, é um desses fatos que, por mais que se tente, jamais sairá da mente de quem acompanha o futebol baiano. 

Inúmeros fatores colaboraram para que esse triunfo tricolor fosse, talvez, o feito esportivo mais comemorado na Bahia, no ano de 2011. O primeiro fator, de sobrevivência, diz respeito à situação do clube no Campeonato. O Bahia chegou aos 39 pontos e pode ficar em uma boa situação na tabela caso os principais adversários diretos na briga pela permanência na Série A não vençam. O Atlético Mineiro já venceu e permanece empatado em pontos.

O segundo fator foi a superação. Estar perdendo, por 3 a 1, de uma equipe forte como a do São Paulo, e conseguir virar para 4 a 3, é, por si só, motivo para muita comemoração. As mudanças de conceito deram o tom da virada. Joel, chamado, em coro, de burro, pela torcida, colocou em campo três jogadores que deram enorme contribuição para o triunfo. Primeiro Júnior, que deu o passe para o gol de Souza. Depois, Lulinha, que marcou o segundo gol baiano. Por último, Nikão, que, após já ter cruzado para o gol de Lulinha, arriscou mais um cruzamento que acabou em gol contra de Luís Eduardo.O terceiro gol baiano saiu de cruzamento de Souza para cabeçada certeira de Fahel.

E a quebra de conceitos não parou por aí. O que explica o fato de um time que tinha marcado apenas um gol em 435 minutos ter conseguido marcar quatro em apenas 45 da segunda etapa? A análise das atuações individuais comproa a grande partida feita pelo tricolor. Magno, que fez a estreia na equipe profissional do Bahia, jogou muito bem, mas já tinha saído no momento mais importante do jogo, quando brilhou Nikão.

O camisa 60 foi outro que conseguiu quebrar conceitos. Ele deixou o Vitória com a fama de amarelar nas partidas mais difíceis. Parecia muito pouco provável, então, que conseguisse se destacar em uma partida em que o seu time já levava 3 a 1, com direito a olé, da equipe do São Paulo. E ele se destacou neste momento crítico da competição.

O torcedor do São Paulo ainda vai lembrar dos golaços de Wellington e Lucas e do gol de Cícero, que praticamente confirmava o triunfo da equipe paulista, mas jamais vai esquecer da virada do tricolor baiano. Em noite de quebras de conceito, o que não se quebrou foi o tabu e o Bahia segue levando a melhor quando enfrenta o time do Morumbi em Salvador.

Bahia: Marcelo Lomba, Marcos, Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Fabinho, Diones (Nikão) e Magno (Lulinha); Gabriel (Júnior) e Souza.
São Paulo: Dênis, Piris, João Felipe (Rodrigo Caio) (Denilson), Rhodolfo e Luiz Eduardo; Wellington, Carlinhos Paraíba e Cícero; Lucas e Dagoberto (Marlos); Luis Fabiano.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81

domingo, 23 de outubro de 2011

Espetáculo no clássico de Manchester

O clássico de Manchester parecia uma ótima pedida para o domingo pela manhã. E foi. Não pelo que se esperava, que era um jogo equilibrado entre as duas primeiras colocadas do Campeonato Inglês que estavam separadas apenas por dois pontos, mas pelo que se transformou, com um massacre do City sobre o United, por 6 a 1. Uma aula de futebol.

A partida começou truncada. As equipes se estudavam e concentravam a força na marcação. O Manchester United, time da casa, era um pouco superior e parecia que o jogo seria decidido nos detalhes. Até que, após uma rápida troca de passes, ao melhor estilo City, Balotelli colocou a bola no cantinho, sem chances para De Gea e abriu o placar, aos 22 minutos.

No segundo tempo, logo aos 2 minutos, o zagueiro Evans do United foi expulso e fez com que o City ficasse ainda mais superior. E, novamente, Mario Balotelli marcou, aos 15 minutos. Aos 24 minutos, Aguero marcou o terceiro. A fatura parecia liquidada, mas o técnico Mancini colocou em campo um atacante com fome de gols: Dzeko. Faltando nove minutos, Fletcher fez um golaço e diminuiu o placar. No finalzinho, entretanto, o City atropelou, como se tivesse enfrentando um time pequeno, com dois gols de Dzeko e um de David Silva.

Após a goleada história de 6 a 1, o City abre cinco pontos de vantagem na ponta, com 25 pontos de 27 disputados. Ainda acabou com a invencibilidade do rival na competição. Agora, além do City apenas o Newcastle, quarto colocando, segue sem perder.

Manchester United: De Gea, Smalling, Rio Ferdinand, Evans e Evra; Fletcher, Anderson (Phil Jones), Nani (Chicharito Hernandez) e Ashley Young; Rooney e Wellbeck.
Manchester City: Joe Hart, Micah Richards, Kompany, Lescott e Clichy; Yaya Touré, Gareth Barry, Milner (Kolarov) e David Silva; Balotelli (Dzeko) e Aguero (Nasri).

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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Concorra a um DVD com gols e grandes momentos da carreira de Bobô

Reprodução: Paulo Neves
Quer concorrer a um DVD com gols e grandes momentos da carreira de Bobô? É fácil. Basta ter uma das duas camisas retrô oficiais do ídolo (a tricolor ou a branca) e deixar um comentário neste post, contando uma história sobre o gol dele que você considera mais inesquecível. Os autores das três melhores histórias serão contemplados com este DVD especial. 

Conte toda a emoção que o seu gol escolhido te causou. O que fez ele ficar marcado para sempre na sua memória. Junto com a história, não se esqueça de colocar seu nome completo e e-mail para contato. Os vencedores serão anunciados neste blog. Participe e divulgue o blog do ídolo para seus amigos no twitter, facebook, Orkut, e-mail...

Lembre-se que para concorrer, você precisa ter uma das duas camisas retrô, pois precisará apresentá-la no momento da entrega do DVD. As duas camisas vêm com o número 8, que marcou toda a carreira do ídolo, às costas, e o número 88, à frente, em referência ao título Brasileiro de 1988 conquistado pelo Bahia, a camisa traz ainda o autógrafo do craque. A Liga Retrô, empresa responsável pela criação, já fez camisas personalizadas de outros ídolos como Assis, do Fluminense, Modesto Bria, Carlinhos e Evaristo, do Flamengo, Pelé e Pepe, do Santos. Um grupo seleto do qual o ex-jogador de Bahia, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Internacional e Catuense faz parte.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Confira matéria sobre a Fifa e a Copa do Mundo de 2014

Confira matéria interessante, de Jamil Chade, sobre a Fifa e a Copa do Mundo de 2014, publicada no Estadão:

As projeções indicam ainda que mais de 10 milhões de pessoas disputarão os 3 milhões de ingressos que a Fifa colocará à venda para 2014. Se não bastasse, os acordos comerciais fechados pela CBF e Fifa para a Copa de 2014 já batem todos os recordes, acumulando quase R$ 3 bilhões.

Informações obtidas pelo Estado apontam que os contratos de marketing e de tevê fechados pela Fifa para o Mundial já são três vezes superiores aos da Copa de 2006, na Alemanha. Cartolas da entidade revelaram à reportagem que tem dificuldades em lidar com a quantidade de empresas que querem se associar ao projeto.

A Copa deve ser a mais rica da história da Fifa, com receita de US$ 3,8 bilhões. Só em marketing e ingressos, a receita será de US$ 1,6 bilhão.

Na África do Sul, um dos principais problemas da Fifa foi a venda de entradas. Os estrangeiros não apareceram nos números que se esperavam e os sul-africanos compraram apenas de última hora. No final, 98% das entradas foram vendidas de forma suada, rendendo US$ 717 milhões.

Mas o principal filão - a venda de entrada para convidados especiais e a preços altos - foi um grande fiasco. A empresa Match, que comprou os direitos de revender 380 mil pacotes VIP, pagou à Fifa US$ 120 milhões pelo direito de 2010 e de 2014. Nesta quinta, o próprio diretor da companhia, Jaime Byrom, admitiu que sofreu "duras perdas" e que espera que no Brasil a empresa compense os prejuízos com amplos lucros.

A Match admite que já fechou contratos com operadores em todos os principais mercados do mundo e, no dia 31 de outubro, vai levar seus 120 agentes espalhados pelo mundo para anunciar o início da venda ao público. Mas já comemora: a três anos do evento, já vendeu mais que em 2010 e espera para 2014 lucros três vezes mais ao que haviam projetado. "O interesse é total", disse Byrom. "Nunca vimos algo assim", confessou.

Novo quadro. Em 2010, a empresa acredita que a crise financeira não ajudou na venda de entradas. "Se considerarmos esse processo como uma partida, podemos dizer que terminados o primeiro tempo com uma forte perda. Mas temos toda a indicação de que o Brasil será um segundo tempo para feliz para nós'', disse.
Para 2014, a empresa que tem como um dos acionistas um sobrinho de Joseph Blatter, já prevê vários novos produtos. O torcedor VIP vai poder escolher entre seguir sua seleção, acompanhar todos os jogos num estádio ou mesmo fechar um pacote para ver todas as partidas das fases finais em São Paulo, Belo Horizonte e Rio.
POPULARES Não serão apenas os ingressos VIP que prometem lucros para a Fifa. A entidade prevê uma busca intensa no Brasil por entradas para a Copa e admite que confusões e empurra-empurra ocorrerão nos pontos de venda. Entre 3 milhões e 3,3 milhões de ingressos serão vendidos, a partir de agosto de 2013.
Pelo menos 10 milhões de pessoas devem fazer seus pedidos e a Fifa já prevê que seu site seja derrubado quando começar a vender. Na Copa da Alemanha, em 2006, a busca por ingressos foi sete vezes superior à oferta.
"Sabemos que há um fanatismo grande no Brasil pelo futebol, mas vamos decepcionar muita gente, que ficará sem entradas'', disse Thierry Weil, diretor de Marketing da Fifa.

Na primeira fase de vendas, as pessoas irão se inscrever e um sorteio ocorrerá para definir quem tem o direito de comprar o ingresso. Para ele, os brasileiros não farão como os sul-africanos, que deixaram para a última hora para comprar.

A Fifa prometeu reservar um grande contingente de entradas para brasileiros e que esses ingressos não serão colocados à venda no exterior. Na Alemanha, 65% dos torcedores eram alemães.

Por enquanto, a Fifa se recusa a falar sobre os preços das entradas enquanto a Lei Geral da Copa não for aprovada. Mas garante que será "justa'' com todas as camadas sociais no Brasil. "Nosso objetivo é de atender a todas as camadas sociais no Brasil, inclusive a de renda baixa com preços justos, levando em consideração que se trata de um Mundial'', disse o cartola.

Para chegar a todos os brasileiros, a Fifa ainda montará um esquema de guerra, com mais de 800 pontos de venda pelo País para evitar confusões e um investimento de R$ 100 milhões.

Mas a entidade admite que a paixão brasileira pelo futebol fará mesmo que as filas se formem em cada um dos pontos. Nenhum ingresso será vendido nos estádios.

Bancos ainda serão usados para receber formulários de pessoas que queiram comprar as entradas. Nas grandes cidades, a aposta da Fifa é de que os interessados usem a Internet. Outros métodos usados serão o estabelecimento de call centers e de vendas pelo celular. Para a Copa das Confederações de 2013, os ingressos começarão a ser vendidos no final de 2012.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Borges pode ser o sétimo baiano artilheiro do Brasileiro

Charles foi artilheiro em 1990
O santista Borges está liderando a artilharia da Série A, com 20 gols marcados. O Campeonato Brasileiro já teve outros artilheiros baianos, desde a sua primeira edição, quando Léo Briglia, do Bahia, foi o goleador no título brasileiro de 1959. Charles, em 1990, foi outro que conseguiu ser o goleador com a camisa de um clube do Estado, novamente o tricolor. Magno Alves é o artilheiro baiano mais recente, pois conseguiu no ano 2000, na Copa João Havelange, pelo Fluminense.


Baianos que já foram artilheiros do Brasileiro:
Léo Briglia - Bahia - 1959 - 8 gols
Nunes - Flamengo - 1981 - 16 gols
Charles - Bahia - 1990 - 11 gols
Bebeto - Vasco - 1992 - 18 gols
Renaldo - Atlético Mineiro - 1996 - 16 gols
Magno Alves - Fluminense - 2000 - 20 gols

Léo Briglia foi artilheiro em 1959
LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81

Baiano precisa de mais quatro gols para superar maior artilheiro do Brasileiro com pontos corridos com 20 clubes

O atacante baiano Borges, do Santos, marcou seu vigésimo gol nesta Série A, neste domingo, no clássico contra o Palmeiras, vencido com este tento solitário. Agora, faltando dez rodadas, ele precisa de apenas mais quatro gols para se tornar o maior artilheiro da Série A do Brasileiro desde 2006, quando o Campeoanto passou a ser disputado por 20 clubes com a fórmula de pontos corridos. Neste período, quem mais marcou foi Jonas, no ano passado, defendendo o Grêmio, com 23 gols.

Artilheiros do Brasileiro desde 2006
2006 - Souza - Goiás (atualmente no Bahia) - 17 gols
2007 - Josiel - Paraná - 20 gols
2008 - Washington - Fluminense - Keirrison - Coritiba (atualmente no Cruzeiro) - e Kléber Pereira - Santos - 21 gols
2009 - Adriano - Flamengo (atualmente no Corinthians) - Diego Tardelli - Atlético Mineiro (atualmente no Anzhi) - 19 gols
2010 - Jonas - Grêmio (atualmente no Valência) - 23 gols

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O único titular sobrevivente do acesso

Ele era um dos mais discretos, mas também regulares, dos titulares do Bahia na conquista do acesso para a Série A em 2010. Chegou 2011, seguidas expulsões e uma má fase técnica acabaram fazendo com que ele ficasse esquecido no elenco, mas Joel Santana chegou, perdeu duas partidas seguidas e tirou o piauiense Hélder da cartola para equilibrar o meio-de-campo tricolor. Desde então, foram três vitórias e uma derrota (quando atuou como lateral-esquerdo). De esquecido, o camisa 8 passou a ser o único dos titulares do acesso a permanecer como titular agora na Série A, já que Ávine, ainda se recupera de uma artroscopia.

Enquanto o ex-capitão Nen não estreou ainda neste Brasileiro, Marcone e Jancarlos, outros remanescentes dos titulares de 2010, já foram donos de suas posições durante esta Série A, mas foram superados por Fabinho e Marcos, respectivamente. Enquanto isso, o goleiro Fernando e o zagueiro Alison estão disputando novamente a Série B, pelo Vitória. O volante Fábio Bahia e o atacante Adriano Michael Jackson foram para a China, enquanto o meia Morais voltou para o Corinthians, e o atacante Jael está no Flamengo.

Confira onde estão alguns dos jogadores do grupo do acesso:
Fernando - Vitória
René - Barueri
Omar - continua no Bahia
Jancarlos - continua no Bahia
Alison - Vitória
Nen - continua no Bahia
Ávine - continua no Bahia
Diego Côrrea - São Caetano
Fábio Bahia - futebol chinês
Marcone - continua no Bahia
Hélder - continua no Bahia
Bruno Octávio - Corinthians
Morais - Corinthians
Ananias - Portuguesa
Rogerinho - Vissel Kobe - Japão
Vânder - Flamengo
Felipe - Guarani
Adriano Michael Jackson - futebol chinês
Jael - Flamengo
Everton Avatar - Coritiba

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ídolo do Bahia segue em busca do gol 500

O globoesporte.com traz excelente texto sobre a caçada do ídolo do Bahia, Marcelo Ramos, um dos maiores artilheiros do clube, pelo gol 500 da carreira. Hoje, ele está atuando pelo Itumbiara e diz, na matéria, que a busca por essa marca é o que te motiva a continuar em campo. 

Depois de Túlio Maravilha, Marcelo, com 38 anos, é o maior artilheiro em atividade no futebol brasileiro. Segundo ele, a contagem já está em 459 gols marcados, sendo 128 com a camisa do Bahia, clube que o revelou na década de 1990 e que contou com o seu futebol novamente em 2008, no Brasileiro da Série B. 

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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Estreia nesta sexta-feira o filme sobre o Bahia

Contando com depoimentos de Bobô, estreia nesta sexta-feira (30/9), o filme Bahêa Minha Vida, uma obra que resume um pouco do imenso sentimento que une as mais diversas pessoas em torno de um clube: o Esporte Clube Bahia. Todo torcedor tricolor deveria ver essa verdadeira obra de arte, que faz rir, chorar e vibrar na medida certa. O filme de Márcio Cavalcante é tão universal que deve agradar até a quem não torce para o Esquadrão. Estes, entretanto, certamente terminarão o filme com uma simpatia muito grande por este clube apaixonante por natureza.

O filme tem momentos grandiosos, como a hora em que o inesquecível Lourinho cai em prantos por ver o ídolo Bobô na antiga Fonte Nova. A cena do reencontro entre os heróis do título de 1959 é um outro achado. Mais do que emocionante, é muito engraçada. Caberia facilmente em um filme de comédia, sem nem a necessidade de ter qualquer relação com o futebol ou o Bahia. A trilha sonora também faz emocionar. Vale a pena correr para as filas dos cinemas para valorizar este produto genuinamente baiano e tricolor. 


LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Matéria do Sportv aborda situação do zagueiro Breno e outros casos de depressão no futebol

O Sportv fez excelente matéria sobre a situação do zagueiro brasileiro Breno, do Bayern de Munique, que está preso, na Alemanha, acusado de ter provocado um incêndio em sua própria residência. Segundo o jornal alemão Berliner Morgenposto, o beque estava passando por tratamento pisiquiátrico, antes do acontecido, e apresentava um quadro de depressão, com tendência ao suicídio, além de passar por uma crise conjugal.

Aproveitando o gancho, a matéria relembra outros casos de depressão como o do goleiro Enke, que fazia parte da seleção alemã, quando se suicidou, jogando-se em uma linha de trem. Além do brasileiro Roger, do Coritiba, que estava no Botafogo de Ribeirão Preto e foi encontrado enforcado. Ainda cita a situação de Adriano, o Imperador, atacante do Corinthians, que ameaçou encerrar a carreira. Vale a pena ver o vídeo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rafael Gladiador e Madson, do Bahia, convocados para o Pan

Duas grandes promessas para o futuro do Bahia foram convocadas para representar a seleção brasileira nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no Mexico: o atacante Rafael Gladiador e o lateral-direito Madson. Os dois estiveram entre os melhores da Copa São Paulo sub-18 deste ano, disputada em janeiro, e que teve o tricolor como finalista, e foram agora chamados por Ney Franco.

O Bahia já foi representado no Pan anteriormente por Alberto Leguelé, em 1975, e Marcelo Nicácio, em 2003. O Brasil, que será representado pela selecão sub-20, estreia no dia 19 de outubro, contra a Argentina.Cuba e Costa Rica são os outros adversários do grupo.

Goleiros:
Cesar - Flamengo
Douglas Pires - Cruzeiro
Zagueiros:
Bruno Uvini - São Paulo
Frauches - Flamengo
Romario - Internacional
Laterais:
Madson - Bahia
Henrique Miranda - São Paulo
Meio-campistas:
Lucas Zen - Botafogo
Djair - Coritiba
Misael - Grêmio
Lucas Patinho - Fluminense
Cidinho - Botafogo
Felipe Anderson - Santos
Atacantes:
Rafael Gladiador - Bahia
Felipe Amorim - Goiás
Henrique - São Paulo
Leandro - Grêmio
Sebá - Cruzeiro

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A ausência de um clube baiano na segunda fase da Série D reflete problemas do futebol na Bahia e na região Nordeste

Quando o Bahia de Feira desbancou o Vitória e conquistou o Campeonato Baiano, eu achei que, neste ano, o Estado poderia ter um representante subindo para a Série C do Brasileiro. No entanto, não foi o que aconteceu e tanto Bahia de Feira quanto Vitória da Conquista não conseguiram nem passar da primeira fase, em um grupo que teve o Coruripe, de Alagoas, e o Treze, da Paraíba, como classificados. Isso mostra que os clubes baianos, bem como os outros da região Nordeste, ainda estão atrasados, principalmente na questão de abertura do clube para os sócios e alternância de poder. E isso se reflete em campo. 

Times de dono parecem coisas do passado, mas ainda é o que mais se vê no Nordeste do Brasil. Enquanto isso, a Série A tem apenas dois clubes da região (Bahia e Ceará), com riscos de queda, a Série B tem seis (Náutico, Sport, Vitória, Asa, Icasa e Salgueiro) e equipes muito tradicionais como o Fortaleza e o Santa Cruz estão nas séries ainda mais inferiores. 

No caso da Série D deste ano, o Bahia de Feira tinha um time muito bom e bem treinado durante o Campeonato Baiano, tanto que ganhou o título, mas faltou poder econômico para segurar o elenco vencedor e perdeu quatro dos seus principais jogadores. O meia Bruninho foi para o Cruzeiro e o goleiro Jair, o meio-campista Diones e o atacante João Neto foram para o Bahia. E as reposições não deram o resultado esperado. Já o Vitória da Conquista começou muito mal e só reagiu quando já estava eliminado. Ainda venceu o Bahia de Feira e contribuiu para a eliminação do time feirense.

É preciso que os clubes baianos e nordestinos se modernizem, com administrações que tragam ideias novas e, ao mesmo tempo, não demonstrem apego ao cargo. Que os sócios tenham direito de escolher seus dirigentes e que a permanência de determinados grupos no poder estejam condicionadas ao mérito e à competência de suas gestões e não mais à falta de opção. Quando isso acontecer, planejamento será palavara-chave no vocabulário dos nossos dirigentes e os clubes da nossa região terão mais chances de competir com os das outras.

Bobô

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Holyfield: um herói

O ex-pugilista baiano Reginaldo Holyfield, uma figura muito querida por todos os conterrâneos, por causa do seu jeito alegre, brincalhão, ganhou ainda mais simpatia nesta quinta por causa do seu ato de bravura e coragem, de invadir a casa da irmã em chamas, para salvar os sobrinhos. Ele não mediu esforços. Não pensou nas queimaduras. Apenas agiu. Seguiu o coração. Que atitude humana!

Exceção feita à Tribuna da Bahia, que ressaltou o ato heroico de Holyfield, estranhei o fao de ter visto a cobertura da imprensa (pelo menos onde eu vi) baseada mais no nível das queimaduras sofridas pelo ex-boxeador do que pela nobreza da sua atitude, digna de medalha. Tenho certeza que a irmã dele, mãe das crianças que estavam na casa incendidada, será eternamente grata por ver alguém se arriscar de tal forma para proteger seus filhos. Quem é pai, como eu, entende muito bem o que isso significa.

Torço pela pronta recuperação dele e tenho certeza que Holyfield sairá dessa situação ainda mais vitorioso do que na época dos ringues.

Bobô

domingo, 28 de agosto de 2011

Massacres de Manchester

Sempre deveriam passar grandes jogos na TV quando você está de repouso em casa por causa de uma gripe. E hoje eu dei muita sorte. A gripe piorou logo no dia da rodada dos clássicos do Campeonato Brasileiro, que acontecerão mais tarde, mas acho até difícil que superem os confrontos da manhã deste domingo pelo Campeonato Inglês. Quando acordei, já me preparei para assistir aos jogos do Manchester City, contra o Tottenham, e do Manchester United, contra o Arsenal. Imaginei que seriam dois jogões equilibrados, embora as equipes de Manchester fossem superiores. Não foi o que aconteceu. Mas valeu a pena ver duas atuações fantásticas e verdadeiros massacres. Primeiro, o City goleou o Tottenham por 2 a 1, e parecia ser o grande destaque da rodada. No entanto, o United humilhou o Arsenal, vencendo por 8 a 2.

O Manchester City me surpreendeu positivamente. Ainda não tinha assistido a uma partida inteira do time neste temporada e as tabelas e trocas de posições entre David Silva, Aguero e o estreante Nasri fora empolgantes. A atuação de Dzeko também foi memorável. Lembrando a época em que brincava de fazer gol pelo Wolfsburg, da Alemanha, o centroavante fez três gols de exímio finalizador e mais um gol, o quarto, este sim um golaço, de fora da área. Aguero marcou o outro gol do City, enquanto Kaboul marcou o único do Tottenham.

No jogo seguinte, o Manchester United precisou de 22 minutos para abrir o placar, com Welbeck. Depois aconteceu um lance chave para a partida. O Arsenal teve um pênalti a seu favor, Van Persie cobrou e o goleiro De Gea, que já vinha sendo questionado pelas primeiras atuações como substituto de Van der Sar defendeu. Logo em seguida, Ashley Young fez um golaço, chutando colocado de fora da área, ampliando para 2 a 0. Depois, Rooney, em cobrança de falta ensaiada, fez o terceiro. No final do primeiro tempo, Walcott diminuiu para o Arsenal.

A vantagem,entretanto, voltou a ser ampliada na segunda etapa, quando Rooney voltou a cobrar falta depois com a bola rolada e acertou no outro canto do goleiro, ampliando. Na sequencia, Nani deu uma cavadinha, emcobriu o arqueiro e ampliou para 5 a 1. Depois, foi a vez de Park marcar o sexto. Foi quando o Arsenal voltou a dar sinais de vida com o gol de Van Persie.

O placar de 6 a 2 já era humilhante, mas dois dos protagonistas do jogo ainda não tinham saciado a fome de gols. Primeiro, Rooney, bateu pênalti e fez o terceiro na partida. Por fim, Ashley Young marcou o segundo dele e o oitavo do Manchester e o placar ficou definido com um 8 a 2.

Os dois times de Manchester dividem a liderança do Campeonato Inglês, com nove pontos e 100% de aproveitamento. Pelo que andam fazendo e pelos jogadores que têm no elenco, mostram que o troféu tem boas chances de continuar em Manchester. Resta saber se com o United ou com o City.
Tottenham: Friedel, Corluka, Dawson, Kaboul e Assou Ekotto; Modric (Livermore), Kranjcar (Huddlestone), Aaron Lennon (Defoe) e Bale; Van der Vaart; Peter Crouch.
Manchester City: Hart, Zabaleta (Micah Richards), Lescott, Kompany e Clichy; Yaya Touré, Barry, David Silva, Nasri; Aguero (Savic) e Dzeko.

Manchester United: De Gea, Smalling, Jones, Evans e Evra; Cleverley, Anderson (Ji Sung Park), Nani (Ryan Giggs) e Ashley Young; Wayne Rooney e Wellbeck (Javier Hernandez).
Arsenal: Szczesny, Jenkinson, Djourou, Koscielny e Traore; Ramsey, Coquelin (Oxlade-Charmberlain), Rosicky, Walcott (Lansburry); Ashavin e Van Persie (Chamakh). 

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conheça os grupos da Liga dos Campeões da Europa

Nesta quinta-feira, foram sorteados os grupos da primeira fase da Liga dos Campeões da Europa. O Grupo A é o mais equilibrado, pois reuniu equipes das quatro ligas mais importantes do continente: Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha. Saiba como ficaram os grupos e conheça mais as equipes:

Grupo A
É o mais equilibrado. Bayern de Munique, Manchester City e Napoli deverão lutar, ponto a ponto, pelas duas vagas, mas não se pode esquecer do Villarreal, da Espanha.
Bayern de Munique
O Bayern ainda mantém a base da equipe vice-campeã da Liga em 2009/2010. Os destaques Robben, Ribery, Schweinsteiger, Lahm e Thomas Muller continuam, agora bem reforçados por Neuer, Rafinha e Boateng. O brasileiro Luiz Gustavo, que chegou no ano passado é um dos grandes nomes da equipe.
Time-base: Neuer, Rafinha, Jerome Boateng, Tymoschuk e Lahm; Luiz Gustavo, Schweinsteiger, Ribery, Robben; Thomas Muller e Mario Gomez. 
Manchester City
O Manchester City, enfim, conseguiu chegar à Liga dos Campeões, nesta fase milionária. Aguero, principalmente, e Nasri são grandes reforços. Se Tevez ficar e o técnico Mancini conseguir uma forma de jogar com os dois argentinos juntos, o time fica muito forte.
Time-base: Joe Hart, Micah Richards, Kompany, Lescott e Clichy; Yaya Touré, Nigel de Jong, Nasri e David Silva; Aguero e Dzeko. 
Napoli:
O Napoli não deu sorte no sorteio. Caiu em um grupo muito difícil, mas vai dar trabalho e lutar por uma das vagas graças, principalmente, ao trio ofensivo formado por Hamsik, Lavezzi e Cavani. Inler, ex-Udinese, foi a grande contratação da temporada.
Time-base: De Sanctis, Paolo Cannavaro, Campagnaro e Grava; Maggio, Gargano, Inler e Andrea Dossena; Hamsik; Lavezzi e Cavani
Villarreal:
Teria mais chances de classificação em outros grupos. É o azarão da chave, mas não deve fazer feio. Nilmar e Giuseppe Rossi continuam sendo os grandes destaques, além do goleiro Diego Lopez. O zagueiro colombiano Cristian Zapata, ex-Udinese, foi uma ótima contratação.
Time-base: Diego Lopez, Cristian Zapata, Marchena e Oriol; Bruno, Marcos Senna, Borja Valero e Cani; Camuñas, Giuseppe Rossi e Nilmar.

Grupo B
Seria um grupo mais equilibrado com a presença do Fenerbahçe, que foi substituído pelo Trabzonspor, grande candidato a lanterna da chave. A Internazionale de Milão é a grande favorita ao primeiro lugar enquanto CSKA Moscou e Lille devem brigar pela segunda vaga.
Internazionale:
A Internazionale vem mais fraca do que nas últimas temporadas, por causa da perda de seu principal atacante, Samuel Eto´o. Se contratar um jogador como Tevez ou Forlan passa novamente a ter uma equipe muito forte.
Time-base: Julio César, Maicon, Lúcio, Ranocchia e Zanetti; Thiago Motta, Cambiasso, Sneijder e Dejan Stankovic; Pandev e Pazzini.
CSKA Moscou:
O CSKA mantém uma base antiga, com destaques como Akinfeev e Vagner Love. O japonês Honda precisa superar alguns problemas de relacionamento com o treinador para jogar tudo que sabe e tornar a equipe mais forte.
Time-base: Akinfeev, Nababkin, Ignashevich, V.Berezutski e A.Berezutski; Aldonin, Honda, Tosic e Dzagoev; Vagner Love e Doumbia
Lille:
O campeão francês perdeu um de seus principais jogadores, Gervinho, mas o artilheiro do campeonato francês da temporada passada, Moussa Sow, segue ao lado de Hazard e ganha a companhia de Payet. Na defesa, o clube perdeu, ainda, Rami, que foi para o Valencia.   
Time-base: Landreau, Debuchy, Basa, Chedjou e Beria; Balmont, Mavuba e Pedretti; Payet, Moussa Sow e  Hazard. 
Trabzonspor:
Depois de ser eliminado ao perder para o Benfica, ganhou a vaga direta na fase de grupos com a eliminação do Fenerbahçe, campeão turco. Não deve complicar a vida dos outros concorrentes da chave.
Time-base: Zengin; Serkan, Giray, Glowacki e Celutska; Colman, Didier Zokora, Alanzinho e Mierzejewski; Paulo Henrique e Halil Altintop

Grupo C
Manchester United, atual vice-campeão, e Benfica não deverão ter dificuldades para superar Basel e Otelul. O Manchester é o favorito ao primeiro lugar da chave.
Manchester United
Atual vice-campeão, o Manchester perdeu a experiência e a qualidade de Van der Sar e Scholes, aposentados, mas conta com a qualidade e a juventude de jogadores como Cleverley, Nani, Ashley Young e Hernandez, além de Wayne Rooney, que recuperou o bom futebol na temporada passada.
Time-base: De Gea, Rafael, Rio Ferdinand, Vidic e Evra; Cleverley, Anderson, Nani e Ashley Young; Hernandez e Rooney.
Benfica
O time do Benfica ainda conta com grandes jogadores como Oscar Cardozo, Saviola, Aimar e Maxi Pereira. Deve ficar com uma das vagas do grupo.
Time-base: Artur, Maxi Pereira, Luisão, Garay e Capdevilla (Emerson); Javi Garcia, Gaitan e Aimar; Nolito, Saviola e Oscar Cardozo.
Basel
Favorito para ficar com a vaga na Liga Europa, o Basel tem jogadores experientes como Streller e Alexander Frei.
Time-base: Sommer,Ajeti, Abraham, Radoslav Kovac e Dragovic; Cabral, Huggel, Chipperfield e Yapi Yapo;Streller e Frei
Otelul Galati
Grande candidato à lanterna do grupo.

Time-base: Branet, Rapa, Zoran Ljubinković, Benga e Sarghi;  Paraschiv, Filip, Iorga, Ibeh; Daniel Chavez e Punoševac
 
Grupo D
O Real Madrid é o grande favorito ao primeiro lugar do grupo. Lyon e Ajax devem disputar a segunda colocação, com favoritismo para os franceses. O Dinamo Zagreb não deve ameaçar os concorrentes.
Real Madrid
O Real Madrid, semifinalista na temporada passada, manteve grande parte do time, sem perdas significativas e ainda ganhou reforços como Sahin e Fabio Coentrão. É um dos favoritos ao título da competição.
Time-base: Casillas, Sergio Ramos, Ricardo Carvalho, Pepe e Fabio Coentrão; Xabi Alonso, Khedira, Özil e Di Maria; Cristiano Ronaldo e Higuain.
Lyon
O Lyon de hoje lembra muito pouco aquela equipe quase imbatível em soo francês e que fazia boas campanhas na Liga dos Campeões, principalmente na fase de grupos, que contava com Juninho Pernambucano. Ainda assim, o time francês tem condições de passar de fase. O time ainda conta com o futebol dos brasileiros Cris, Michel Bastos e Ederson.

Time-base: Lloris, Reveillere, Lovren, Cris e Cissokho; Kim Kallstrom, Pjanic, Gourcouff e Michel Bastos; Gomis e Lisandro Lopez
Ajax
O Ajax perdeu Luis Suarez e o goleiro Stekelenburg e grande parte da sua força. O lateral Van der Wiel é um dos nomes interessantes da equipe.

Time-base: Vermeer, Van der Wiel, Ooijer, Vertonghen e Anita; Enoh,  Lodeiro, Eriksen,  Theo Janssen; Sulejmani e El Hamdaoui
Dinamo Zagreb
O time do brasileiro Sammir é a grande zebra da chave. 
Time-base: Kelava, Luis Ibañez, Tonel, Vrsalijko e Vida; Jerko Leko, Badelj, Kovacic e Sammir; Rukavina e Krstanovic.

Grupo E
O Chelsea é o favorito ao primeiro lugar da chave, enquanto Valencia e Bayer Leverkusen deverão brigar pela segunda colocação. O Genk, da Bélgica, deve apenas fazer figuração.
Chelsea:
O Chelsea não tem mais a mesma força de antes. É um time bastante previsível por muitas vezes, mas continua tendo grandes jogadores como Drogba, Fernando Torres e Lampard. Precisa encontrar novas formas de jogar e conciliar interesses de jogadores co muito nome.
Time-base: Cech, Bosingwa, Alex (David Luiz), John Terry e Ashley Cole; Ramires, Lampard, Juan Mata, Malouda; Drogba e Fernando Torres.
Valencia
O time espanhol deve travar um duelo interessante com o Bayer Leverkusen pela seguda vaga da chave. O goleiro Diego Alves foi uma ótima contratação, que fortalece a equipe para a temporada. Assim com a chegada de Sergio Canales, que busca mais espaço depois da saída do Real Madrid. Se embalar, Jonas levará perigo aos adversários.

Time-base: Diego Alves, Miguel, Maduro, Rami e Dealbert; Albelda, Banega, Sergio Canales e Pablo Hernandez; Jonas e Soldado.
Bayer Leverkusen
O Bayer perdeu uma peça muito importante que era o chileno Arturo Vidal, mas agora conta com um dos grandes nomes da nova geração alemã, o atacante Schurrle, que foi muito bem na temporada passada no Mainz.
Time-base: Adler, Gonzalo Castro, Reinhartz, Friedrich e Kadlec; Bender, Ballack, Simon Rolfes e Renato Augusto; Schurrle e Kiessling.
Genk
Deve apenas participar, sem representar ameaça para as outras equipes da chave.
Time-base: Koteles, Vanden Borren, Joneleit, José Nadson e Ngcongca; Hubert, Tozser, Nwanganga e Pudil; Buffel e Vossen

Grupo F
É um grupo bem equilibrado. O Borussia Dortmund, atual campeão alemão, é o principal favorito, mas a briga deve ser boa com, principalmente, Arsenal e Olympique de Marseille. O Olympiakos, da Grécia, é a zebra, mas pode aprontar.
Borussia Dortmund
O atual campeão alemão deveria ser a equipe mais fraca do grupo, pois saiu do pote 4. No entanto, parece ser o grande favorito a uma das vagas, embora saiba que terá dificuldades contra Arsenal e Olympique. O time perdeu Nuri Sahin, mas manteve destaques como Mario Götze, Kagawa e Lucas Barrios. 
Time-base: Weindenfeller, Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender, Gundogan, Goskreutz e Mario Götze; Kagawa e Lucas Barrios.
Arsenal
O time inglês teve dificuldades para chegar à fase de grupos, as conseguiu superar a grande equipe da Udinese. Pegou uma chave equilibrada, mas tem condições de seguir em frente, mesmo após as saídas de Fábregas e Nasri.
Time-base: Szczesny, Sagna, Koscielny, Vermaelen e Carl Jenkinson; Song, Wilshere, Rosicky; Gervinho,  Walcott e Van Persie
Olympique de Marseille
O time francês caiu em um grupo complicado. A briga deve ser boa e tem chances de seguir. Andre Ayew é um dos destaques.

Time-base: Mandanda, Azpilicueta, Nkoulou, Diawara e Fanni; Alou Diarra, Lucho Gonzales, Kabore, Valbuena; Andre Ayew e Gignac.
Olympiakos
O time grego é a zebra da chave. Tem alguns nomes conhecidos como Mellberg, Riera, Yeste, Ibagaza e Pantelic.
Time-base: Constanzo, Marcano, Mellberg, Modestó, Torosidis; Moises Hurtado, Fuster, Yeste e Riera; Ibagaza e Pantelic

Grupo G
Se repetir o desempenho da temporada passada, o Porto é o favorito para o primeiro lugar da chave. O Shakhtar seria o favorito para ficar com a outra vaga, enquanto o Zenit correria por fora. O Apoel deve apenas assistir à disputa dos outros.
Porto
Sem Falcao Garcia, e com Hulk assumindo, cada vez mas, o papel de protagonista, o Porto tentará repetir o grande futebol que levou ao título da Liga Europa. É favorito para passar de fase.

Time-base: Hélton, Sapunaru, Otamendi, Rolando e Fucile; Souza, João Moutinho e Guarin; Varela, Hulk e Kléber
Shakhtar Donetsk
O Shakhtar fez uma ótima campanha na Liga dos Campeões passada e tenta agora repetir a dose ou alçar voos mais altos, mantendo a base.O time conta com muitos talentos brasileiros do meio para a frente, como Jadson, Fernandinho, Willian, Dentinho, Eduardo da Silva, Douglas Costa, Alex Teixeira, Alan Patrick, Luiz Adriano, além do boliviano Marcelo Moreno que já defendeu a seleção brasileira de base e já jogou no Vitória e no Cruzeiro.
Time-base: Pyatov, Shevchuk, Hübschman, Chygrynskiy e Rat;  Srna, Jadson, Fernandinho e Willian; Dentinho e Eduardo da Silva
Zenit
Tem que jogar muita bola e torcer para Porto e Shakhtar não repetirem o desempenho da temporada 2010/2011. Tem nomes conhecidos com Bruno Alves, Criscito, Danny Miguel e Rosina.
Time-base: Malafeev, Anyukov, Bruno Alves, Lombaerts e Criscito; Denisov, Zyryanov, Danny Miguel e Rosina; Kerzhakov e Bukharov
Apoel
Deve apenas cumprir tabela.
Time-base: Chiotis, Poursaitides, Nuno Morais, William Boaventura e Paulo Jorge; Charalambides, Hélio Pinto, Manduca e Marcinho; Esteban Solari e Aílton.

Grupo H
A chave reúne Barcelona e Milan. Bastava que um dos outros dois concorrentes tivesse alguma qualidade para transformar o grupo em um dos mais equilibrados, mas os adversários dos gigantes serão o Bate e  Viktoria Plzen
Barcelona
Atual campeão, o Barcelona entra na atual temporada tão favorito quanto na passada. O time não perdeu nenhum titular e ainda ganhou reforços como Fábregas e Alexis Sanchez, além do crescimento de Thiago Alcântara durante a pré-temporada.
Time-base: Valdés, Daniel Alves, Puyol, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro e David Villa.
Milan
O atual campeão italiano deverá lutar com o Barcelona pelo primeiro lugar da chave, embora seja zebra nessa disputa. O time contratou pouco, mas se reforçou bem com as chegadas de Mexés e Taiwo. Robinho deverá seguir sendo um jogador muito útil para o time que irá depender, mais uma vez, dos gols de Ibrahimovic.
Time-base:Abiatti, Zambrotta, Nesta, Thiago Silva e Taiwo; Van Bommel, Kevin Prince Boateng, Seedorf; Cassano, Pato e Ibrahimovic.
Viktoria Plzen
Figurante, é favorito para ficar com a vaga na Liga Europa
Time-base: Marek Cech, Limbersky, Sevinsky, Bystron e Cisovsky; Pilar, Horvath, Petrzela, Jiracek; Duris e Bakos.
Bate
Grande azarão do grupo. Pode tentar superar o Plzen na luta por uma vaga na Liga Europa.
Time-base: Gutor, Simic, Yurevich, Filipenko e Shitov; Likhtarovic, Patotsi, Kontsevan, Rudik e Renan Bressan; Rodionov.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Neymar e a Vila Belmiro

Posso estar enganado, mas Neymar, na minha opinião, não tem conseguido atuar tão bem fora de casa quanto quando joga na Vila Belmiro. No estádio santista, o atacante tem brincado de jogar bola. Ele atua se divertindo, claramente, e encantando a torcida. No entanto, não joga com tanta desenvoltura quando sai de casa.

Na Seleção, a diferença das atuações de Neymar, com relação àquelas com a camisa do Santos, é ainda maior. No time paulista, Neymar é realidade e principal astro, mas na Seleção ainda é promessa. Ainda precisa fazer muito para consolidar seu espaço. No jogo contra o Bahia, em Pituaçu, o atacante comprovou isso. Fez boas jogadas, um gol de pênalti, mas não conseguiu ser consistente durante todo o jogo. 

Bobô

O Bahia ainda precisa jogar tão bem dentro de casa como joga como visitante

O Bahia já encontrou uma forma interessante de jogar fora de casa, neste Brasileiro, encarando de igual pra igual até as melhores equipes. Em Pituaçu, por outro lado, ainda tem dificuldades para superar até os mais fracos. É preciso identificar o que vem causando essa diferença de postura a depender do local do jogo.

Além disso, será uma tarefa para René Simões conseguir criar um padrão único de jogo para não haver essa queda de rendimento quando o Bahia joga em casa, porque os pontos conquistados longe de Salvador são muito importantes, mas o tricolor precisa se garantir com bons resultados como mandante. O importante é se fazer respeitar e se impor em casa, para conquistar os pontos que façam o time subir na classificação. Contra o Santos, o Bahia jogou muito bem, mas não conseguiu vencer.

Bobô

A Seleção Brasileira sente a falta de um camisa 9

A Seleção Brasileira não encanta desde o Mundial do ano passado na África do Sul, segue com derrotas em amistosos e eliminação nas quartas-de-final da Copa América, e sente falta de um camisa 9, que sempre fez a diferença em favor dela. Basta lembrar que nos dois títulos mundiais mais recentes, a equipe contava com um atacante fora de série, embora em 1994 tenha usado a 11. Romário e Ronaldo não faziam apenas gols. Jogavam muito e colocavam medo nos adversários, com o senso de improvisação, o raciocínio rápido, a visão de jogo, explosão e habilidade.

Luis Fabiano poderia ser o centroavante da Seleção, mas possui características muito diferentes das de craques como Romário e Ronaldo. Adriano também não é esse jogador, embora tenha grandes qualidades. Hoje vemos muitos atacantes talentosos, de velocidade, que jogam fora da área, ou outros com presença de área e finalizadores. A dificuldade está em encontrar estes nomes que consigam aliar todas essas características, como Romário e Ronaldo bem faziam.

Uma Seleção sempre conta com um grupo talentoso, mas que precisa de, pelo menos, um ou dois (o 9 e o 10) acima da média. Hoje, é um desafio para o treinador encontrar uma forma de jogar sem esse legítimo centroavante. Uma alternativa seria a volta de Ronaldinho Gaúcho, que vem jogando muita bola, e Kaká, para chamarem a responsabilidade e passarem tranquilidade para jovens como Leandro Damião buscarem seu espaço.

Bobô

domingo, 14 de agosto de 2011

Bobô é destaque na capa do jornal A Tarde deste domingo

A capa do jornal A Tarde deste domingo (14/8) destaca o ídolo Bobô, relembrando a final de 1988 e dando dicas para o jogo entre Bahia e Internacional deste domingo. Segue o texto de Ricardo Palmeira:

"Já faz tempo que ele trocou os uniformes de jogo pelos ternos de administrador público. Contudo, por dentro da austera imagem de Superintendente dos Desportos do Estado da Bahia, a alma e o coração tricolor permanecem intactos. E basta Bahia e Internacional voltarem a se enfrentar para a figura deste ídolo ser lembrada de novo. 

Hoje, às 18h30, pelo Brasileirão, o tricolor recebe o Colorado em Pituaçu. Jogo este que automaticamente remete à final do campeonato de 1988.Falar naquela final é falar de Bobô. Hoje à noite, o ex-jogador será apenas mais um torcedor acompanhando o Esquadrão, e mesmo assim, com a moral de quem foi o herói na conquista do título mais importante da história do Bahia, dá dicas de como superar o forte Internacional.

“É preciso jogar com muita consciência. Não adianta querer ganhar só no grito da torcida. O Inter é um time qualificado, que sabe aliar técnica e força. Espero que o Bahia saiba usar a sua melhor arma, o contra-ataque. É uma válvula de escape que pode funcionar, pois o Bahia é um time muito rápido”, diz.

Para Bobô, apesar de ainda não ser possível falar em um novo título brasileiro, o Esquadrão de 2011 tem tudo, hoje, para dar uma alegria semelhante à de 1988 e bater novamente o Internacional. “O Bahia é favorito. Não só pela fase difícil que atravessa o Inter, mas também por jogar em casa e ter um time muito bom”, afirma o craque, que só tenta se esquivar de uma resposta quando é perguntado sobre quem pode ser o Bobô desta noite. 

“Já fui jogador e sei o quanto pesa ter uma grande responsabilidade. Não quero transmiti-la à ninguém. Mas se tivesse que apostar em alguém para decidir o jogo de hoje, apostaria em Jobson, Ávine ou Carlos Alberto. São três grandes jogadores. O Jobson mesmo tem potencial para jogar na Seleção”, avalia. “Agora, para mim, o maior e mais regular craque do Bahia é a torcida. Essa nunca falha. É estádio lotado todo jogo”, emenda.

Coração tricolor
Basta falar da torcida para o coração de Bobô se emocionar. Os quatro títulos (três baianos e um brasileiro) obtidos em cinco anos (1986-89 e 1995-97) como profissional do clube são mais do que suficientes para que ele seja reverenciado onde quer que vá.

“Comecei a amar o Bahia no primeiro dia que pisei na Fonte Nova com a camisa do time. É um clube apaixonante”, diz. “O Brasileiro de 1988, nem que eu quisesse, conseguiria esquecer. Aonde eu vou, aparece um torcedor para me lembrar dele”, complementa.

E é justamente baseado neste calor humano que Bobô manda aquele que considera o seu recado mais importante. “A torcida do Bahia é impressionante. Quem veste esta camisa tem de ter a dimensão da grandeza que ela representa. Nós, em 1988, sabíamos disso e por isso vencemos aquela final. Agora, esta nova geração tem este compromisso: continuar dignificando o clube e dar uma resposta de gratidão à torcida”, finaliza".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lourinho deixa saudade

Lamento muito o falecimento de Lourival Lima dos Santos. Para nós, o Lourinho, uma pessoa tão querida, que teve uma grande convivência conosco quando eu era atleta e que tem uma grande história de vida, dedicada em grande parte ao Bahia. Assim como o querido Alemão (roupeiro durante muitos anos do clube), ele encarnou toda a mística de ser tricolor.

Além disso, Lourinho compartilhou conosco importantes conquistas. Nos meus grandes títulos e momentos no Bahia ele sempre esteve presente. E ele sempre teve toda aquela irreverência, aquele jeito peculiar de ser. Assim como Alemão, ele faz muita falta para o clube, deixando muita saudade em mim e em todas as pessoas que reconheceram as suas qualidades.

Lembro que, no Brasileiro de 1986, nós entramos em campo contra o Palmeiras, na Fonte Nova e Lourinho entrou junto conosco, todo tricolor, com aquela bata típica e com uma folha de arruda, mas tinha galho também e ele foi para o vestiário receber os jogadores do Palmeiras, com cipoadas. Eles ficaram atordoados, mas depois que se recuperaram deram um monte de tapas nele. Eles passaram o jogo todo perguntando se aquilo fazia passar mal, principalmente o atacante Mirandinha, e a gente aproveitava e dizia que fazia mal mesmo que eles precisavam fazer uma limpeza logo depois.

Lembranças como essa nos fazem sentir ainda mais saudade dele.

Bobô