sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ídolo do Bahia segue em busca do gol 500

O globoesporte.com traz excelente texto sobre a caçada do ídolo do Bahia, Marcelo Ramos, um dos maiores artilheiros do clube, pelo gol 500 da carreira. Hoje, ele está atuando pelo Itumbiara e diz, na matéria, que a busca por essa marca é o que te motiva a continuar em campo. 

Depois de Túlio Maravilha, Marcelo, com 38 anos, é o maior artilheiro em atividade no futebol brasileiro. Segundo ele, a contagem já está em 459 gols marcados, sendo 128 com a camisa do Bahia, clube que o revelou na década de 1990 e que contou com o seu futebol novamente em 2008, no Brasileiro da Série B. 

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com .No twitter @leandrosilva81

Estreia nesta sexta-feira o filme sobre o Bahia

Contando com depoimentos de Bobô, estreia nesta sexta-feira (30/9), o filme Bahêa Minha Vida, uma obra que resume um pouco do imenso sentimento que une as mais diversas pessoas em torno de um clube: o Esporte Clube Bahia. Todo torcedor tricolor deveria ver essa verdadeira obra de arte, que faz rir, chorar e vibrar na medida certa. O filme de Márcio Cavalcante é tão universal que deve agradar até a quem não torce para o Esquadrão. Estes, entretanto, certamente terminarão o filme com uma simpatia muito grande por este clube apaixonante por natureza.

O filme tem momentos grandiosos, como a hora em que o inesquecível Lourinho cai em prantos por ver o ídolo Bobô na antiga Fonte Nova. A cena do reencontro entre os heróis do título de 1959 é um outro achado. Mais do que emocionante, é muito engraçada. Caberia facilmente em um filme de comédia, sem nem a necessidade de ter qualquer relação com o futebol ou o Bahia. A trilha sonora também faz emocionar. Vale a pena correr para as filas dos cinemas para valorizar este produto genuinamente baiano e tricolor. 


LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Matéria do Sportv aborda situação do zagueiro Breno e outros casos de depressão no futebol

O Sportv fez excelente matéria sobre a situação do zagueiro brasileiro Breno, do Bayern de Munique, que está preso, na Alemanha, acusado de ter provocado um incêndio em sua própria residência. Segundo o jornal alemão Berliner Morgenposto, o beque estava passando por tratamento pisiquiátrico, antes do acontecido, e apresentava um quadro de depressão, com tendência ao suicídio, além de passar por uma crise conjugal.

Aproveitando o gancho, a matéria relembra outros casos de depressão como o do goleiro Enke, que fazia parte da seleção alemã, quando se suicidou, jogando-se em uma linha de trem. Além do brasileiro Roger, do Coritiba, que estava no Botafogo de Ribeirão Preto e foi encontrado enforcado. Ainda cita a situação de Adriano, o Imperador, atacante do Corinthians, que ameaçou encerrar a carreira. Vale a pena ver o vídeo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rafael Gladiador e Madson, do Bahia, convocados para o Pan

Duas grandes promessas para o futuro do Bahia foram convocadas para representar a seleção brasileira nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no Mexico: o atacante Rafael Gladiador e o lateral-direito Madson. Os dois estiveram entre os melhores da Copa São Paulo sub-18 deste ano, disputada em janeiro, e que teve o tricolor como finalista, e foram agora chamados por Ney Franco.

O Bahia já foi representado no Pan anteriormente por Alberto Leguelé, em 1975, e Marcelo Nicácio, em 2003. O Brasil, que será representado pela selecão sub-20, estreia no dia 19 de outubro, contra a Argentina.Cuba e Costa Rica são os outros adversários do grupo.

Goleiros:
Cesar - Flamengo
Douglas Pires - Cruzeiro
Zagueiros:
Bruno Uvini - São Paulo
Frauches - Flamengo
Romario - Internacional
Laterais:
Madson - Bahia
Henrique Miranda - São Paulo
Meio-campistas:
Lucas Zen - Botafogo
Djair - Coritiba
Misael - Grêmio
Lucas Patinho - Fluminense
Cidinho - Botafogo
Felipe Anderson - Santos
Atacantes:
Rafael Gladiador - Bahia
Felipe Amorim - Goiás
Henrique - São Paulo
Leandro - Grêmio
Sebá - Cruzeiro

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A ausência de um clube baiano na segunda fase da Série D reflete problemas do futebol na Bahia e na região Nordeste

Quando o Bahia de Feira desbancou o Vitória e conquistou o Campeonato Baiano, eu achei que, neste ano, o Estado poderia ter um representante subindo para a Série C do Brasileiro. No entanto, não foi o que aconteceu e tanto Bahia de Feira quanto Vitória da Conquista não conseguiram nem passar da primeira fase, em um grupo que teve o Coruripe, de Alagoas, e o Treze, da Paraíba, como classificados. Isso mostra que os clubes baianos, bem como os outros da região Nordeste, ainda estão atrasados, principalmente na questão de abertura do clube para os sócios e alternância de poder. E isso se reflete em campo. 

Times de dono parecem coisas do passado, mas ainda é o que mais se vê no Nordeste do Brasil. Enquanto isso, a Série A tem apenas dois clubes da região (Bahia e Ceará), com riscos de queda, a Série B tem seis (Náutico, Sport, Vitória, Asa, Icasa e Salgueiro) e equipes muito tradicionais como o Fortaleza e o Santa Cruz estão nas séries ainda mais inferiores. 

No caso da Série D deste ano, o Bahia de Feira tinha um time muito bom e bem treinado durante o Campeonato Baiano, tanto que ganhou o título, mas faltou poder econômico para segurar o elenco vencedor e perdeu quatro dos seus principais jogadores. O meia Bruninho foi para o Cruzeiro e o goleiro Jair, o meio-campista Diones e o atacante João Neto foram para o Bahia. E as reposições não deram o resultado esperado. Já o Vitória da Conquista começou muito mal e só reagiu quando já estava eliminado. Ainda venceu o Bahia de Feira e contribuiu para a eliminação do time feirense.

É preciso que os clubes baianos e nordestinos se modernizem, com administrações que tragam ideias novas e, ao mesmo tempo, não demonstrem apego ao cargo. Que os sócios tenham direito de escolher seus dirigentes e que a permanência de determinados grupos no poder estejam condicionadas ao mérito e à competência de suas gestões e não mais à falta de opção. Quando isso acontecer, planejamento será palavara-chave no vocabulário dos nossos dirigentes e os clubes da nossa região terão mais chances de competir com os das outras.

Bobô

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Holyfield: um herói

O ex-pugilista baiano Reginaldo Holyfield, uma figura muito querida por todos os conterrâneos, por causa do seu jeito alegre, brincalhão, ganhou ainda mais simpatia nesta quinta por causa do seu ato de bravura e coragem, de invadir a casa da irmã em chamas, para salvar os sobrinhos. Ele não mediu esforços. Não pensou nas queimaduras. Apenas agiu. Seguiu o coração. Que atitude humana!

Exceção feita à Tribuna da Bahia, que ressaltou o ato heroico de Holyfield, estranhei o fao de ter visto a cobertura da imprensa (pelo menos onde eu vi) baseada mais no nível das queimaduras sofridas pelo ex-boxeador do que pela nobreza da sua atitude, digna de medalha. Tenho certeza que a irmã dele, mãe das crianças que estavam na casa incendidada, será eternamente grata por ver alguém se arriscar de tal forma para proteger seus filhos. Quem é pai, como eu, entende muito bem o que isso significa.

Torço pela pronta recuperação dele e tenho certeza que Holyfield sairá dessa situação ainda mais vitorioso do que na época dos ringues.

Bobô

domingo, 28 de agosto de 2011

Massacres de Manchester

Sempre deveriam passar grandes jogos na TV quando você está de repouso em casa por causa de uma gripe. E hoje eu dei muita sorte. A gripe piorou logo no dia da rodada dos clássicos do Campeonato Brasileiro, que acontecerão mais tarde, mas acho até difícil que superem os confrontos da manhã deste domingo pelo Campeonato Inglês. Quando acordei, já me preparei para assistir aos jogos do Manchester City, contra o Tottenham, e do Manchester United, contra o Arsenal. Imaginei que seriam dois jogões equilibrados, embora as equipes de Manchester fossem superiores. Não foi o que aconteceu. Mas valeu a pena ver duas atuações fantásticas e verdadeiros massacres. Primeiro, o City goleou o Tottenham por 2 a 1, e parecia ser o grande destaque da rodada. No entanto, o United humilhou o Arsenal, vencendo por 8 a 2.

O Manchester City me surpreendeu positivamente. Ainda não tinha assistido a uma partida inteira do time neste temporada e as tabelas e trocas de posições entre David Silva, Aguero e o estreante Nasri fora empolgantes. A atuação de Dzeko também foi memorável. Lembrando a época em que brincava de fazer gol pelo Wolfsburg, da Alemanha, o centroavante fez três gols de exímio finalizador e mais um gol, o quarto, este sim um golaço, de fora da área. Aguero marcou o outro gol do City, enquanto Kaboul marcou o único do Tottenham.

No jogo seguinte, o Manchester United precisou de 22 minutos para abrir o placar, com Welbeck. Depois aconteceu um lance chave para a partida. O Arsenal teve um pênalti a seu favor, Van Persie cobrou e o goleiro De Gea, que já vinha sendo questionado pelas primeiras atuações como substituto de Van der Sar defendeu. Logo em seguida, Ashley Young fez um golaço, chutando colocado de fora da área, ampliando para 2 a 0. Depois, Rooney, em cobrança de falta ensaiada, fez o terceiro. No final do primeiro tempo, Walcott diminuiu para o Arsenal.

A vantagem,entretanto, voltou a ser ampliada na segunda etapa, quando Rooney voltou a cobrar falta depois com a bola rolada e acertou no outro canto do goleiro, ampliando. Na sequencia, Nani deu uma cavadinha, emcobriu o arqueiro e ampliou para 5 a 1. Depois, foi a vez de Park marcar o sexto. Foi quando o Arsenal voltou a dar sinais de vida com o gol de Van Persie.

O placar de 6 a 2 já era humilhante, mas dois dos protagonistas do jogo ainda não tinham saciado a fome de gols. Primeiro, Rooney, bateu pênalti e fez o terceiro na partida. Por fim, Ashley Young marcou o segundo dele e o oitavo do Manchester e o placar ficou definido com um 8 a 2.

Os dois times de Manchester dividem a liderança do Campeonato Inglês, com nove pontos e 100% de aproveitamento. Pelo que andam fazendo e pelos jogadores que têm no elenco, mostram que o troféu tem boas chances de continuar em Manchester. Resta saber se com o United ou com o City.
Tottenham: Friedel, Corluka, Dawson, Kaboul e Assou Ekotto; Modric (Livermore), Kranjcar (Huddlestone), Aaron Lennon (Defoe) e Bale; Van der Vaart; Peter Crouch.
Manchester City: Hart, Zabaleta (Micah Richards), Lescott, Kompany e Clichy; Yaya Touré, Barry, David Silva, Nasri; Aguero (Savic) e Dzeko.

Manchester United: De Gea, Smalling, Jones, Evans e Evra; Cleverley, Anderson (Ji Sung Park), Nani (Ryan Giggs) e Ashley Young; Wayne Rooney e Wellbeck (Javier Hernandez).
Arsenal: Szczesny, Jenkinson, Djourou, Koscielny e Traore; Ramsey, Coquelin (Oxlade-Charmberlain), Rosicky, Walcott (Lansburry); Ashavin e Van Persie (Chamakh). 

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conheça os grupos da Liga dos Campeões da Europa

Nesta quinta-feira, foram sorteados os grupos da primeira fase da Liga dos Campeões da Europa. O Grupo A é o mais equilibrado, pois reuniu equipes das quatro ligas mais importantes do continente: Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha. Saiba como ficaram os grupos e conheça mais as equipes:

Grupo A
É o mais equilibrado. Bayern de Munique, Manchester City e Napoli deverão lutar, ponto a ponto, pelas duas vagas, mas não se pode esquecer do Villarreal, da Espanha.
Bayern de Munique
O Bayern ainda mantém a base da equipe vice-campeã da Liga em 2009/2010. Os destaques Robben, Ribery, Schweinsteiger, Lahm e Thomas Muller continuam, agora bem reforçados por Neuer, Rafinha e Boateng. O brasileiro Luiz Gustavo, que chegou no ano passado é um dos grandes nomes da equipe.
Time-base: Neuer, Rafinha, Jerome Boateng, Tymoschuk e Lahm; Luiz Gustavo, Schweinsteiger, Ribery, Robben; Thomas Muller e Mario Gomez. 
Manchester City
O Manchester City, enfim, conseguiu chegar à Liga dos Campeões, nesta fase milionária. Aguero, principalmente, e Nasri são grandes reforços. Se Tevez ficar e o técnico Mancini conseguir uma forma de jogar com os dois argentinos juntos, o time fica muito forte.
Time-base: Joe Hart, Micah Richards, Kompany, Lescott e Clichy; Yaya Touré, Nigel de Jong, Nasri e David Silva; Aguero e Dzeko. 
Napoli:
O Napoli não deu sorte no sorteio. Caiu em um grupo muito difícil, mas vai dar trabalho e lutar por uma das vagas graças, principalmente, ao trio ofensivo formado por Hamsik, Lavezzi e Cavani. Inler, ex-Udinese, foi a grande contratação da temporada.
Time-base: De Sanctis, Paolo Cannavaro, Campagnaro e Grava; Maggio, Gargano, Inler e Andrea Dossena; Hamsik; Lavezzi e Cavani
Villarreal:
Teria mais chances de classificação em outros grupos. É o azarão da chave, mas não deve fazer feio. Nilmar e Giuseppe Rossi continuam sendo os grandes destaques, além do goleiro Diego Lopez. O zagueiro colombiano Cristian Zapata, ex-Udinese, foi uma ótima contratação.
Time-base: Diego Lopez, Cristian Zapata, Marchena e Oriol; Bruno, Marcos Senna, Borja Valero e Cani; Camuñas, Giuseppe Rossi e Nilmar.

Grupo B
Seria um grupo mais equilibrado com a presença do Fenerbahçe, que foi substituído pelo Trabzonspor, grande candidato a lanterna da chave. A Internazionale de Milão é a grande favorita ao primeiro lugar enquanto CSKA Moscou e Lille devem brigar pela segunda vaga.
Internazionale:
A Internazionale vem mais fraca do que nas últimas temporadas, por causa da perda de seu principal atacante, Samuel Eto´o. Se contratar um jogador como Tevez ou Forlan passa novamente a ter uma equipe muito forte.
Time-base: Julio César, Maicon, Lúcio, Ranocchia e Zanetti; Thiago Motta, Cambiasso, Sneijder e Dejan Stankovic; Pandev e Pazzini.
CSKA Moscou:
O CSKA mantém uma base antiga, com destaques como Akinfeev e Vagner Love. O japonês Honda precisa superar alguns problemas de relacionamento com o treinador para jogar tudo que sabe e tornar a equipe mais forte.
Time-base: Akinfeev, Nababkin, Ignashevich, V.Berezutski e A.Berezutski; Aldonin, Honda, Tosic e Dzagoev; Vagner Love e Doumbia
Lille:
O campeão francês perdeu um de seus principais jogadores, Gervinho, mas o artilheiro do campeonato francês da temporada passada, Moussa Sow, segue ao lado de Hazard e ganha a companhia de Payet. Na defesa, o clube perdeu, ainda, Rami, que foi para o Valencia.   
Time-base: Landreau, Debuchy, Basa, Chedjou e Beria; Balmont, Mavuba e Pedretti; Payet, Moussa Sow e  Hazard. 
Trabzonspor:
Depois de ser eliminado ao perder para o Benfica, ganhou a vaga direta na fase de grupos com a eliminação do Fenerbahçe, campeão turco. Não deve complicar a vida dos outros concorrentes da chave.
Time-base: Zengin; Serkan, Giray, Glowacki e Celutska; Colman, Didier Zokora, Alanzinho e Mierzejewski; Paulo Henrique e Halil Altintop

Grupo C
Manchester United, atual vice-campeão, e Benfica não deverão ter dificuldades para superar Basel e Otelul. O Manchester é o favorito ao primeiro lugar da chave.
Manchester United
Atual vice-campeão, o Manchester perdeu a experiência e a qualidade de Van der Sar e Scholes, aposentados, mas conta com a qualidade e a juventude de jogadores como Cleverley, Nani, Ashley Young e Hernandez, além de Wayne Rooney, que recuperou o bom futebol na temporada passada.
Time-base: De Gea, Rafael, Rio Ferdinand, Vidic e Evra; Cleverley, Anderson, Nani e Ashley Young; Hernandez e Rooney.
Benfica
O time do Benfica ainda conta com grandes jogadores como Oscar Cardozo, Saviola, Aimar e Maxi Pereira. Deve ficar com uma das vagas do grupo.
Time-base: Artur, Maxi Pereira, Luisão, Garay e Capdevilla (Emerson); Javi Garcia, Gaitan e Aimar; Nolito, Saviola e Oscar Cardozo.
Basel
Favorito para ficar com a vaga na Liga Europa, o Basel tem jogadores experientes como Streller e Alexander Frei.
Time-base: Sommer,Ajeti, Abraham, Radoslav Kovac e Dragovic; Cabral, Huggel, Chipperfield e Yapi Yapo;Streller e Frei
Otelul Galati
Grande candidato à lanterna do grupo.

Time-base: Branet, Rapa, Zoran Ljubinković, Benga e Sarghi;  Paraschiv, Filip, Iorga, Ibeh; Daniel Chavez e Punoševac
 
Grupo D
O Real Madrid é o grande favorito ao primeiro lugar do grupo. Lyon e Ajax devem disputar a segunda colocação, com favoritismo para os franceses. O Dinamo Zagreb não deve ameaçar os concorrentes.
Real Madrid
O Real Madrid, semifinalista na temporada passada, manteve grande parte do time, sem perdas significativas e ainda ganhou reforços como Sahin e Fabio Coentrão. É um dos favoritos ao título da competição.
Time-base: Casillas, Sergio Ramos, Ricardo Carvalho, Pepe e Fabio Coentrão; Xabi Alonso, Khedira, Özil e Di Maria; Cristiano Ronaldo e Higuain.
Lyon
O Lyon de hoje lembra muito pouco aquela equipe quase imbatível em soo francês e que fazia boas campanhas na Liga dos Campeões, principalmente na fase de grupos, que contava com Juninho Pernambucano. Ainda assim, o time francês tem condições de passar de fase. O time ainda conta com o futebol dos brasileiros Cris, Michel Bastos e Ederson.

Time-base: Lloris, Reveillere, Lovren, Cris e Cissokho; Kim Kallstrom, Pjanic, Gourcouff e Michel Bastos; Gomis e Lisandro Lopez
Ajax
O Ajax perdeu Luis Suarez e o goleiro Stekelenburg e grande parte da sua força. O lateral Van der Wiel é um dos nomes interessantes da equipe.

Time-base: Vermeer, Van der Wiel, Ooijer, Vertonghen e Anita; Enoh,  Lodeiro, Eriksen,  Theo Janssen; Sulejmani e El Hamdaoui
Dinamo Zagreb
O time do brasileiro Sammir é a grande zebra da chave. 
Time-base: Kelava, Luis Ibañez, Tonel, Vrsalijko e Vida; Jerko Leko, Badelj, Kovacic e Sammir; Rukavina e Krstanovic.

Grupo E
O Chelsea é o favorito ao primeiro lugar da chave, enquanto Valencia e Bayer Leverkusen deverão brigar pela segunda colocação. O Genk, da Bélgica, deve apenas fazer figuração.
Chelsea:
O Chelsea não tem mais a mesma força de antes. É um time bastante previsível por muitas vezes, mas continua tendo grandes jogadores como Drogba, Fernando Torres e Lampard. Precisa encontrar novas formas de jogar e conciliar interesses de jogadores co muito nome.
Time-base: Cech, Bosingwa, Alex (David Luiz), John Terry e Ashley Cole; Ramires, Lampard, Juan Mata, Malouda; Drogba e Fernando Torres.
Valencia
O time espanhol deve travar um duelo interessante com o Bayer Leverkusen pela seguda vaga da chave. O goleiro Diego Alves foi uma ótima contratação, que fortalece a equipe para a temporada. Assim com a chegada de Sergio Canales, que busca mais espaço depois da saída do Real Madrid. Se embalar, Jonas levará perigo aos adversários.

Time-base: Diego Alves, Miguel, Maduro, Rami e Dealbert; Albelda, Banega, Sergio Canales e Pablo Hernandez; Jonas e Soldado.
Bayer Leverkusen
O Bayer perdeu uma peça muito importante que era o chileno Arturo Vidal, mas agora conta com um dos grandes nomes da nova geração alemã, o atacante Schurrle, que foi muito bem na temporada passada no Mainz.
Time-base: Adler, Gonzalo Castro, Reinhartz, Friedrich e Kadlec; Bender, Ballack, Simon Rolfes e Renato Augusto; Schurrle e Kiessling.
Genk
Deve apenas participar, sem representar ameaça para as outras equipes da chave.
Time-base: Koteles, Vanden Borren, Joneleit, José Nadson e Ngcongca; Hubert, Tozser, Nwanganga e Pudil; Buffel e Vossen

Grupo F
É um grupo bem equilibrado. O Borussia Dortmund, atual campeão alemão, é o principal favorito, mas a briga deve ser boa com, principalmente, Arsenal e Olympique de Marseille. O Olympiakos, da Grécia, é a zebra, mas pode aprontar.
Borussia Dortmund
O atual campeão alemão deveria ser a equipe mais fraca do grupo, pois saiu do pote 4. No entanto, parece ser o grande favorito a uma das vagas, embora saiba que terá dificuldades contra Arsenal e Olympique. O time perdeu Nuri Sahin, mas manteve destaques como Mario Götze, Kagawa e Lucas Barrios. 
Time-base: Weindenfeller, Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender, Gundogan, Goskreutz e Mario Götze; Kagawa e Lucas Barrios.
Arsenal
O time inglês teve dificuldades para chegar à fase de grupos, as conseguiu superar a grande equipe da Udinese. Pegou uma chave equilibrada, mas tem condições de seguir em frente, mesmo após as saídas de Fábregas e Nasri.
Time-base: Szczesny, Sagna, Koscielny, Vermaelen e Carl Jenkinson; Song, Wilshere, Rosicky; Gervinho,  Walcott e Van Persie
Olympique de Marseille
O time francês caiu em um grupo complicado. A briga deve ser boa e tem chances de seguir. Andre Ayew é um dos destaques.

Time-base: Mandanda, Azpilicueta, Nkoulou, Diawara e Fanni; Alou Diarra, Lucho Gonzales, Kabore, Valbuena; Andre Ayew e Gignac.
Olympiakos
O time grego é a zebra da chave. Tem alguns nomes conhecidos como Mellberg, Riera, Yeste, Ibagaza e Pantelic.
Time-base: Constanzo, Marcano, Mellberg, Modestó, Torosidis; Moises Hurtado, Fuster, Yeste e Riera; Ibagaza e Pantelic

Grupo G
Se repetir o desempenho da temporada passada, o Porto é o favorito para o primeiro lugar da chave. O Shakhtar seria o favorito para ficar com a outra vaga, enquanto o Zenit correria por fora. O Apoel deve apenas assistir à disputa dos outros.
Porto
Sem Falcao Garcia, e com Hulk assumindo, cada vez mas, o papel de protagonista, o Porto tentará repetir o grande futebol que levou ao título da Liga Europa. É favorito para passar de fase.

Time-base: Hélton, Sapunaru, Otamendi, Rolando e Fucile; Souza, João Moutinho e Guarin; Varela, Hulk e Kléber
Shakhtar Donetsk
O Shakhtar fez uma ótima campanha na Liga dos Campeões passada e tenta agora repetir a dose ou alçar voos mais altos, mantendo a base.O time conta com muitos talentos brasileiros do meio para a frente, como Jadson, Fernandinho, Willian, Dentinho, Eduardo da Silva, Douglas Costa, Alex Teixeira, Alan Patrick, Luiz Adriano, além do boliviano Marcelo Moreno que já defendeu a seleção brasileira de base e já jogou no Vitória e no Cruzeiro.
Time-base: Pyatov, Shevchuk, Hübschman, Chygrynskiy e Rat;  Srna, Jadson, Fernandinho e Willian; Dentinho e Eduardo da Silva
Zenit
Tem que jogar muita bola e torcer para Porto e Shakhtar não repetirem o desempenho da temporada 2010/2011. Tem nomes conhecidos com Bruno Alves, Criscito, Danny Miguel e Rosina.
Time-base: Malafeev, Anyukov, Bruno Alves, Lombaerts e Criscito; Denisov, Zyryanov, Danny Miguel e Rosina; Kerzhakov e Bukharov
Apoel
Deve apenas cumprir tabela.
Time-base: Chiotis, Poursaitides, Nuno Morais, William Boaventura e Paulo Jorge; Charalambides, Hélio Pinto, Manduca e Marcinho; Esteban Solari e Aílton.

Grupo H
A chave reúne Barcelona e Milan. Bastava que um dos outros dois concorrentes tivesse alguma qualidade para transformar o grupo em um dos mais equilibrados, mas os adversários dos gigantes serão o Bate e  Viktoria Plzen
Barcelona
Atual campeão, o Barcelona entra na atual temporada tão favorito quanto na passada. O time não perdeu nenhum titular e ainda ganhou reforços como Fábregas e Alexis Sanchez, além do crescimento de Thiago Alcântara durante a pré-temporada.
Time-base: Valdés, Daniel Alves, Puyol, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro e David Villa.
Milan
O atual campeão italiano deverá lutar com o Barcelona pelo primeiro lugar da chave, embora seja zebra nessa disputa. O time contratou pouco, mas se reforçou bem com as chegadas de Mexés e Taiwo. Robinho deverá seguir sendo um jogador muito útil para o time que irá depender, mais uma vez, dos gols de Ibrahimovic.
Time-base:Abiatti, Zambrotta, Nesta, Thiago Silva e Taiwo; Van Bommel, Kevin Prince Boateng, Seedorf; Cassano, Pato e Ibrahimovic.
Viktoria Plzen
Figurante, é favorito para ficar com a vaga na Liga Europa
Time-base: Marek Cech, Limbersky, Sevinsky, Bystron e Cisovsky; Pilar, Horvath, Petrzela, Jiracek; Duris e Bakos.
Bate
Grande azarão do grupo. Pode tentar superar o Plzen na luta por uma vaga na Liga Europa.
Time-base: Gutor, Simic, Yurevich, Filipenko e Shitov; Likhtarovic, Patotsi, Kontsevan, Rudik e Renan Bressan; Rodionov.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Neymar e a Vila Belmiro

Posso estar enganado, mas Neymar, na minha opinião, não tem conseguido atuar tão bem fora de casa quanto quando joga na Vila Belmiro. No estádio santista, o atacante tem brincado de jogar bola. Ele atua se divertindo, claramente, e encantando a torcida. No entanto, não joga com tanta desenvoltura quando sai de casa.

Na Seleção, a diferença das atuações de Neymar, com relação àquelas com a camisa do Santos, é ainda maior. No time paulista, Neymar é realidade e principal astro, mas na Seleção ainda é promessa. Ainda precisa fazer muito para consolidar seu espaço. No jogo contra o Bahia, em Pituaçu, o atacante comprovou isso. Fez boas jogadas, um gol de pênalti, mas não conseguiu ser consistente durante todo o jogo. 

Bobô

O Bahia ainda precisa jogar tão bem dentro de casa como joga como visitante

O Bahia já encontrou uma forma interessante de jogar fora de casa, neste Brasileiro, encarando de igual pra igual até as melhores equipes. Em Pituaçu, por outro lado, ainda tem dificuldades para superar até os mais fracos. É preciso identificar o que vem causando essa diferença de postura a depender do local do jogo.

Além disso, será uma tarefa para René Simões conseguir criar um padrão único de jogo para não haver essa queda de rendimento quando o Bahia joga em casa, porque os pontos conquistados longe de Salvador são muito importantes, mas o tricolor precisa se garantir com bons resultados como mandante. O importante é se fazer respeitar e se impor em casa, para conquistar os pontos que façam o time subir na classificação. Contra o Santos, o Bahia jogou muito bem, mas não conseguiu vencer.

Bobô

A Seleção Brasileira sente a falta de um camisa 9

A Seleção Brasileira não encanta desde o Mundial do ano passado na África do Sul, segue com derrotas em amistosos e eliminação nas quartas-de-final da Copa América, e sente falta de um camisa 9, que sempre fez a diferença em favor dela. Basta lembrar que nos dois títulos mundiais mais recentes, a equipe contava com um atacante fora de série, embora em 1994 tenha usado a 11. Romário e Ronaldo não faziam apenas gols. Jogavam muito e colocavam medo nos adversários, com o senso de improvisação, o raciocínio rápido, a visão de jogo, explosão e habilidade.

Luis Fabiano poderia ser o centroavante da Seleção, mas possui características muito diferentes das de craques como Romário e Ronaldo. Adriano também não é esse jogador, embora tenha grandes qualidades. Hoje vemos muitos atacantes talentosos, de velocidade, que jogam fora da área, ou outros com presença de área e finalizadores. A dificuldade está em encontrar estes nomes que consigam aliar todas essas características, como Romário e Ronaldo bem faziam.

Uma Seleção sempre conta com um grupo talentoso, mas que precisa de, pelo menos, um ou dois (o 9 e o 10) acima da média. Hoje, é um desafio para o treinador encontrar uma forma de jogar sem esse legítimo centroavante. Uma alternativa seria a volta de Ronaldinho Gaúcho, que vem jogando muita bola, e Kaká, para chamarem a responsabilidade e passarem tranquilidade para jovens como Leandro Damião buscarem seu espaço.

Bobô

domingo, 14 de agosto de 2011

Bobô é destaque na capa do jornal A Tarde deste domingo

A capa do jornal A Tarde deste domingo (14/8) destaca o ídolo Bobô, relembrando a final de 1988 e dando dicas para o jogo entre Bahia e Internacional deste domingo. Segue o texto de Ricardo Palmeira:

"Já faz tempo que ele trocou os uniformes de jogo pelos ternos de administrador público. Contudo, por dentro da austera imagem de Superintendente dos Desportos do Estado da Bahia, a alma e o coração tricolor permanecem intactos. E basta Bahia e Internacional voltarem a se enfrentar para a figura deste ídolo ser lembrada de novo. 

Hoje, às 18h30, pelo Brasileirão, o tricolor recebe o Colorado em Pituaçu. Jogo este que automaticamente remete à final do campeonato de 1988.Falar naquela final é falar de Bobô. Hoje à noite, o ex-jogador será apenas mais um torcedor acompanhando o Esquadrão, e mesmo assim, com a moral de quem foi o herói na conquista do título mais importante da história do Bahia, dá dicas de como superar o forte Internacional.

“É preciso jogar com muita consciência. Não adianta querer ganhar só no grito da torcida. O Inter é um time qualificado, que sabe aliar técnica e força. Espero que o Bahia saiba usar a sua melhor arma, o contra-ataque. É uma válvula de escape que pode funcionar, pois o Bahia é um time muito rápido”, diz.

Para Bobô, apesar de ainda não ser possível falar em um novo título brasileiro, o Esquadrão de 2011 tem tudo, hoje, para dar uma alegria semelhante à de 1988 e bater novamente o Internacional. “O Bahia é favorito. Não só pela fase difícil que atravessa o Inter, mas também por jogar em casa e ter um time muito bom”, afirma o craque, que só tenta se esquivar de uma resposta quando é perguntado sobre quem pode ser o Bobô desta noite. 

“Já fui jogador e sei o quanto pesa ter uma grande responsabilidade. Não quero transmiti-la à ninguém. Mas se tivesse que apostar em alguém para decidir o jogo de hoje, apostaria em Jobson, Ávine ou Carlos Alberto. São três grandes jogadores. O Jobson mesmo tem potencial para jogar na Seleção”, avalia. “Agora, para mim, o maior e mais regular craque do Bahia é a torcida. Essa nunca falha. É estádio lotado todo jogo”, emenda.

Coração tricolor
Basta falar da torcida para o coração de Bobô se emocionar. Os quatro títulos (três baianos e um brasileiro) obtidos em cinco anos (1986-89 e 1995-97) como profissional do clube são mais do que suficientes para que ele seja reverenciado onde quer que vá.

“Comecei a amar o Bahia no primeiro dia que pisei na Fonte Nova com a camisa do time. É um clube apaixonante”, diz. “O Brasileiro de 1988, nem que eu quisesse, conseguiria esquecer. Aonde eu vou, aparece um torcedor para me lembrar dele”, complementa.

E é justamente baseado neste calor humano que Bobô manda aquele que considera o seu recado mais importante. “A torcida do Bahia é impressionante. Quem veste esta camisa tem de ter a dimensão da grandeza que ela representa. Nós, em 1988, sabíamos disso e por isso vencemos aquela final. Agora, esta nova geração tem este compromisso: continuar dignificando o clube e dar uma resposta de gratidão à torcida”, finaliza".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lourinho deixa saudade

Lamento muito o falecimento de Lourival Lima dos Santos. Para nós, o Lourinho, uma pessoa tão querida, que teve uma grande convivência conosco quando eu era atleta e que tem uma grande história de vida, dedicada em grande parte ao Bahia. Assim como o querido Alemão (roupeiro durante muitos anos do clube), ele encarnou toda a mística de ser tricolor.

Além disso, Lourinho compartilhou conosco importantes conquistas. Nos meus grandes títulos e momentos no Bahia ele sempre esteve presente. E ele sempre teve toda aquela irreverência, aquele jeito peculiar de ser. Assim como Alemão, ele faz muita falta para o clube, deixando muita saudade em mim e em todas as pessoas que reconheceram as suas qualidades.

Lembro que, no Brasileiro de 1986, nós entramos em campo contra o Palmeiras, na Fonte Nova e Lourinho entrou junto conosco, todo tricolor, com aquela bata típica e com uma folha de arruda, mas tinha galho também e ele foi para o vestiário receber os jogadores do Palmeiras, com cipoadas. Eles ficaram atordoados, mas depois que se recuperaram deram um monte de tapas nele. Eles passaram o jogo todo perguntando se aquilo fazia passar mal, principalmente o atacante Mirandinha, e a gente aproveitava e dizia que fazia mal mesmo que eles precisavam fazer uma limpeza logo depois.

Lembranças como essa nos fazem sentir ainda mais saudade dele.

Bobô

sexta-feira, 15 de julho de 2011

São Paulo conquista o título da quinta edição da Copa 2 de Julho

Foto: Paulo Neves Ascom Sudesb
Uma das máximas do futebol diz que uma final, para ser boa, precisa ser emocionante. E na decisão da quinta edição da Copa 2 de Julho, que aconteceu nesta quinta-feira (14/7), em Lauro de Freitas, não faltou emoção. No primeiro tempo, até deu a impressão de que ela iria se ausentar e que o São Paulo iria conquistar o troféu sem problemas, afinal já vencia por 2 a 0. No segundo tempo, o placar já apontava 3 a 0, mas o Santos diminuiu para 3 a 2, faltando ainda 12 minutos e, a partir daí, a partida foi dramática até o apito final, quando, enfim, os garotos do tricolor paulista puderam respirar aliviados e comemorar.

O lateral-direito do São Paulo, Lucas Farias, conquistou a Copa 2 de Julho pelo segundo ano seguido, pois deu a volta olímpica em 2010 junto com os companheiros da seleção brasileira, contra os colegas do São Paulo, que bateram na trave no ano passado, mas chegaram ao título na segunda participação do clube no torneio.

“Ser bicampeão de qualquer campeonato é muito bom. E o principal disso é o trabalho de amadurecimento para que possamos ser profissionais. E agora ficamos ainda mais animados por vermos tantos jogadores da base na equipe principal (Lucas, Casemiro, Wellington, Luiz Eduardo, Bruno Uvini, Jean) porque o clube já tinha uma base muito boa, mas os jogadores não eram muito aproveitados no profissional. Agora, a gente cai na realidade de que logo em breve podemos estar lá”, disse Lucas, que se espelha no baiano Daniel Alves dentro de campo.

A competição, que é uma das maiores da categoria no País, é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia – Sudesb, com o apoio da Federação Baiana de Futebol e dos municípios participantes e busca promover a inclusão social, através do esporte, com a geração de talento e do primeiro emprego para muitos garotos, além de proporcionar à população baiana a oportunidade de acompanhar partidas de alto nível técnico.

Foto Paulo Neves Ascom Sudesb
O jogo – O Santos chegou à final com moral, por ter vencido todas as oito partidas anteriores. Além disso, grande parte do grupo de jogadores que atuou na Bahia venceu o tricolor do Morumbi duas vezes nos estaduais sub-15 e sub-17. Por outro lado, o São Paulo havia vencido sete jogos e empatado apenas um, contra a ABB. 

Quando a bola rolou, não deu nem para analisar o jogo antes que a primeira bola encontrasse a rede. Depois de cobrança de escanteio, o zagueiro Carlos abriu o placar para o São Paulo, com apenas 1 minuto e meio. E o tricolor paulista continuou melhor. Pedro Henrique deu uma grande arrancada, mas foi desarmado com um carrinho, na bola, de Dias.

O Santos reagiu com um bonito chute de longe defendido por Jairo. Para tentar buscar o resultado, o Peixe abriu mão do zagueiro Venício, que foi substituído pelo atacante Victor Andrade, avançando a equipe logo aos 30 minutos do primeiro tempo.

E o time alvinegro continuou evoluindo, principalmente com as jogadas do habilidoso Neilton, que parece seguir o estilo “Ousadia e alegria”, tão propagado por Neymar. “Eu me espelho nele porque ele é um ótimo exemplo. É um jogador muito habilidoso”, disse. Ele usa até o penteado inspirado no atual camisa 11 da Seleção Brasileira e veste a camisa 10, que já foi de Pelé, Ganso, Diego, Giovanni, entre outros. Motivo de sobra para ser logo visado nas partidas. “Já ficam de olho. Na maioria dos jogos aqui, peguei marcação individual, mas, graças a Deus, soube sair bem delas”, contou o jogador.

O São Paulo, então, aos 36 minutos, jogou uma ducha de água gelada nas pretensões do Santos, ao ampliar, depois que Guido fez uma grande defesa, em chute de longe, mas cedeu o escanteio. Na sequencia da jogada, o arqueiro deu rebote e Romário, oportunista como o nome sugere, empurrou para as redes. 

O Santos não estava acostumado na Copa 2 de Julho a ter que virar o placar e só tinha levado dois gols em toda a competição. O time, entretanto, não desistia, mas sofreu novamente um duro golpe, quando Paulo Marcelo fez o 13º gol no torneio, após receber um cruzamento da esquerda e fazer o terceiro do São Paulo, aos 12 minutos.

Fatura liquidada? O Santos quis mostrar que não, quando, aos 22 minutos, descontou com um bonito gol de Bruno Lamas, em cobrança de falta de dois toques, chutando firme de fora da área. Seis minutos depois, Victor Andrade colocou fogo no jogo, quando diminuiu para 3 a 2.

Neilton levantou a torcida favorável ao Peixe, quando deu um lindo chapéu no marcador. O Santos ainda perdeu uma chance clara de empatar e o São Paulo, de ampliar. O jogo ficou dramático, mas o tricolor paulista conseguiu comemorar quando o árbitro encerrou o duelo.

Revelação - O objetivo primordial da Copa 2 de Julho, como das outras competições realizadas pelo Governo do Estado, por meio da Sudesb, é a revelação de novos talentos e a geração do primeiro emprego para os garotos que se destacam nestes torneios. Um bom exemplo é Leonardo Souza, da seleção municipal de São Francisco do Conde, que se destacou na campanha da equipe, que chegou entre as oito melhores, ganhou o prêmio de revelação da Copa deste ano, e já se transferiu para o Vitória. “A Copa foi muito importante porque eles já vinham de olho em mim há algum tempo e a boa atuação agora fez com que eles se decidissem por me levar para lá. Aí apenas esperaram a Copa acabar”, disse Leonardo.

Ele não foi o único a ser premiado individualmente. O baiano Guido, revelado pelo Vitória, repetiu o feito de 2010, quando atuou pela seleção brasileira, e recebeu o prêmio de melhor goleiro da competição. Já o volante Allan, do São Paulo, recebeu o troféu de melhor jogador. “Essa Copa é muito organizada e serve para preparar a nossa equipe. Deixa o grupo mais fechado. É a segunda vez que participo e fiquei muito feliz”, disse Allan. 

Paulo Marcelo, também do São Paulo, recebeu o troféu de artilheiro da competição, por ter feito 13 gols. Ele assumiu a artilharia isolada ao fazer um gol na decisão, pois estava empatado com Kahuan, do Avaí, enquanto Lourival, do Bahia, fez 10. “Foi muito importante esse prêmio para mim  porque ainda faço 16 anos no dia 20. Tive essa chance de jogar já no sub-17 e, graças a Deus, todo o grupo e a diretoria confiaram em mim. Agradeço a todos pela confiança e, se Deus quiser, será o primeiro de muitos títulos e artilharias”, disse.
Foto Paulo Neves Ascom Sudesb
Ficha Técnica:
São Paulo 3x2 Santos
Gols:
Carlos, Romário e Paulo Marcelo (São Paulo) Bruno Lamas e Victor Andrade (Santos)
São Paulo: 12 Jairo, 10 Lucas Farias, 3 Phelipe, 4 Carlos e 6 Arthur; 5 Allan, 8 Matheus Reis, 7 Nelson (13 Almir Gullit); 11 Pedro Henrique (2 Danilo), 18 Romário (9 Lucas Douglas) e 19 Paulo Marcelo (17 Aílton).
Santos: 1 Guido, 4 Caíque, 2 Venício (16 Victor Andrade), 13 Dias e 3 Dutra (15 Leonardo); 5 Pedro Henrique Maratta, 8 Otávio, 10 Neilton (20 Diego); 11 Kauê (17 Crispim), 7 Vitor Hugo e 9 Bruno Lamas.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com . No twitter @leandrosilva81

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bobô marcou presença em lançamento de livro sobre o Bahia

Foto: Paulo Neves
O ídolo da torcida do Bahia, Bobô, marcou presença na noite de quarta-feira (13/7), no lançamento de mais um livro importante sobre o Esporte Clube Bahia, o "Bahia: 80 Anos Contados por Suas Camisas", e fez a festa dos torcedores presentes que o requisitavam para fotos, autógrafos,ou mesmo para bater um papo. O carinho vinha até mesmo das crianças, que não viram o ex-jogador em campo, com a camisa do Bahia, mas sabem da importância que ele tem para o clube.

Foto: Paulo Neves

Contente com o convite feito pelos autores para que recebesse um exemplar autografado, Bobô esteva ao lado de outros ídolos do clube como o ex-centroavante Beijoca,  o ex-meio-campista Elizeu, e os ex-goleiros Jean e Emerson. Esta obra, que valoriza ainda mais a história do tricolor, é o resultado do trabalho de seis escritores: Alexandre Teixeira, Arilde Júnior, Duda Sampaio, Eduardo Guimarães, Ronei Dias e Ruy Guimarães. O livro procura contar a história do clube por meio das suas camisas, desde 1931.  

Outros livros sobre o Bahia:
Bahia: Esporte Clube da Felicidade - de Nestor Mendes Júnior
A União de uma Nação - A história da conquista do Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia - de Leandro Silva
Bora Bahêeea! - de Bob Fernandes
Raudinei aos 46 - de Luis Antônio Gomes
Bahia: uma história de lutas e glórias - de Normando Reis
Foto: Paulo Neves
LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com . No twitter @leandrosilva81

terça-feira, 12 de julho de 2011

Bobô estará em lançamento de livro sobre o Bahia

Nesta quarta-feira, às 19 horas, na livraria Cultura do Salvador Shopping, acontecerá o lançamento de mais um livro importante sobre o Esporte Clube Bahia, o "Bahia: 80 Anos Contados por Suas Camisas", e Bobô, ídolo do clube confirmou presença, depois de ser convidado pelos autores para receber um exemplar autografado. Esta obra, que valoriza ainda mais a história do tricolor, é o resultado do trabalho de seis escritores: Alexandre Teixeira, Arilde Júnior, Duda Sampaio, Eduardo Guimarães, Ronei Dias e Ruy Guimarães. O livro procura contar a história do clube pr meio das suas camisas, desde 1931. 

Outros livros sobre o Bahia:
Bahia: Esporte Clube da Felicidade - de Nestor Mendes Júnior
A União de uma Nação - A história da conquista do Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia - de Leandro Silva
Bora Bahêeea! - de Bob Fernandes
Raudinei aos 46 - de Luis Antônio Gomes
Bahia: uma história de lutas e glórias - de Normando Reis

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
www.leandrosilva81.blogspot.com . No twitter @leandrosilva81

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Copa 2 de Julho de futebol sub-17 reúne grandes clubes na Bahia a partir deste sábado (2/7)

Foto: Paulo Neves Ascom Sudesb
Neste sábado (2/7), a população baiana comemora a independência da Bahia e os amantes do esporte do Estado têm um outro motivo para festejar: o início da quinta edição da Copa 2 de Julho de futebol sub-17, uma das maiores competições da categoria no País. Serão 48 equipes em busca do troféu, que será decidido no dia 14/7. A abertura oficial acontecerá no estádio Gerino de Souza Filho, em Lauro de Freitas, às 15 horas, antes do início da rodada dupla, com as partidas entre a seleção local e The Villages, dos Estados Unidos (16h), e o vice-campeão de 2010, São Paulo, e o Galícia (18h).

A Copa 2 de Julho é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Sudesb, com o apoio da Federação Baiana de Futebol e dos municípios participantes, e busca promover a inclusão social, através do esporte, com a geração de talento e do primeiro emprego para muitos garotos, além de proporcionar à população baiana a oportunidade de acompanhar partidas de alto nível técnico. A competição começou em 2007.

A competição contará com a presença das equipes de base de grandes clubes do País, incluindo sete representantes da Série A do futebol brasileiro: São Paulo, Santos, Cruzeiro, Bahia, Figueirense, Avaí e Ceará. Outras forças do futebol nordestino e nacional, como Vitória, Sport e ABC, também marcam presença na Copa.

Outra atração da competição é a participação de três equipes estrangeiras: o tradicional Chivas Guadalajara, do México, The Villages, dos Estados Unidos, e Destroyer´s, da Bolívia. A presença de clubes de fora do País amplia o intercâmbio proporcionado pela competição, que reúne ainda outros clubes baianos, além das seleções municipais.

As 48 equipes participantes irão buscar um título que apenas o Internacional, de Porto Alegre, em 2007 e 2008, e a Seleção Brasileira, em 2009 e 2010, conquistaram. Já participaram da competição jogadores como Wellington Silva, transferido para o Arsenal, da Inglaterra, João Pedro, do Palermo, da Itália, Roberto Firmino, hoje no Hoffenheim, da Alemanha, Juan, do Internacional, Saimon, do Grêmio, além de Zezinho, Dodô e Rafael Gladiador, do Bahia, e Romário, Léo e Mineiro, do Vitória.

As chaves - O Grupo B já reserva um grande confronto para a segunda rodada, no domingo (3/7), quando Vitória e Santos, que possuem duas das melhores bases do País, se enfrentam. Antes o Vitória estreia contra o Aracaju, enquanto o Peixe pega a seleção municipal de Camaçari. A chave ainda conta com a seleção de Dias D´Ávila e o Salvador.

O Bahia irá fazer uma prévia, na categoria sub-17, no domingo (3/7), do próximo confronto na Série A de profissionais, contra o Avaí. Antes, na primeira rodada, o tricolor baiano pega o JV Lideral, que venceu uma seletiva no Maranhão para participar da Copa, e o time catarinense enfrenta a seleção de Pojuca. A seleção de Mata de São João e a equipe da Fefa completam o Grupo C.

Vice-campeão em 2010, o São Paulo está no Grupo E, junto com The Villages, dos Estados Unidos, Galícia, ABB, Simões Filho e a seleção de Lauro de Freitas. Finalista da primeira edição da Copa, o Cruzeiro tenta repetir o feito agora e está no Grupo F, junto com ABC, Ypiranga, seleção de São Francisco do Conde, Irecê e Madre de Deus.

Já o Grupo A conta com o atual campeão baiano de profissionais, Bahia de Feira, além de outros três clubes da cidade, Fluminense, Feirense e Astro, além da seleção de Conceição da Feira e Figueirense. No D, o Chivas, do México, o Sport e o Corinthians, de Alagoas estão em um grupo equilibrado, junto com Cruzeiro, de Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus e a seleção de Itaparica.

O Grupo H tem uma atração especial para o torcedor baiano que é a presença do ex-atacante Sérgio Alves, que defendeu o Bahia, em 2002, agora como treinador da equipe do Ceará. A chave ainda conta com Destroyer´s, da Bolívia, Jacuipense, Atlântico, seleção de Cachoeira e seleção de Terra Nova. E o Grupo G conta com Sendas, Portuguesa Santista, Catuense, Juazeiro, seleção de Esplanada e seleção de Araçás,

Jogos do dia 2 de Julho:
9h30 - Ceará x Jacuipense – Cachoeira – Grupo H
10h - Sport Recife x Santo Antônio de Jesus - Santo Antônio de Jesus – Grupo D
11h - Seleção de Cachoeira x Destroyer´s da Bolívia - Cachoeira – Grupo H
15h - Bahia x JV Lideral/MA - São Sebastião do Passe – Grupo C
15h - Bahia de Feira x Figueirense - Joia da Princesa em Feira de Santana – Grupo A
15h - Cruzeiro/MG x Madre de Deus - São Francisco do Conde – Grupo F
15h - Fluminense x Astro - Vila Olímpica em Feira de Santana – Grupo A
15h - Chivas Guadalajara do México x Seleção de Itaparica – Itaparica – Grupo D
15h - Ypiranga x ABC - Madre de Deus – Grupo F
15h - Seleção de Conceição da Feira x Feirense - Conceição da Feira – Grupo A
15h - Seleção de Pojuca x Avaí – Pojuca – Grupo C
15h - Seleção de Mata de São João x Fefa - Mata de São João – Grupo C
15h - Corinthians de Alagoas x Cruzeiro de Cruz das Almas - Cruz das Almas – Grupo D
15h - Simões Filho x ABB - Simões Filho – Grupo E
15h - Seleção de Esplanada x Portuguesa Santista – Esplanada – Grupo G
15h - Catuense x Juazeiro – Alagoinhas – Grupo G
15h - Seleção de Araçás x Sendas/RJ – Araçás – Grupo G
15h - Seleção de Terra Nova x Atlântico - Terra Nova – Grupo H
15h30 - Vitória x Aracaju - Dias D´Ávila – Grupo B
16h - Seleção de Camaçari x Santos – Camaçari – Grupo B
16h - Seleção de Lauro de Freitas x The Villages/EUA - Lauro de Freitas – Grupo E
16h30 - Seleção de São Francisco do Conde x Irecê – Grupo F
17h - Seleção de Dias D´Ávila x Salvador - Dias D´Ávila – Grupo B
18h- São Paulo x Galícia - Lauro de Freitas – Grupo E

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ouros da casa

Hoje o Bahia conta com vários jogadores conhecidos e de qualidade reconhecida, alguns inclusive já passaram pela Seleção Brasileira, o que serviu para o time ganhar uma consistência maior. Muito se fala, portanto, nos jogadores consagrados, a exemplo de Carlos Alberto e Ricardinho, mas dois jogadores que vieram da base merecem o reconhecimento: Ávine e Marcone.

O lateral Ávine deixou de ser inconsistente, irregular e passou a ter mais objetividade, preservando as qualidades que já eram notadas desde quando chegou ao clube, como a habilidade e a velocidade. Marcone, embora não apareça tanto para a torcida, por causa da posição, tem fundamentos que só os meias possuem. É um dos poucos volantes do Brasil que tem a capacidade frequente de finalização com a bola rolando.

É importante que esses dois atletas sejam sempre reconhecidos pelo clube e pela torcida. E é preciso esse espaço que foi dado pelo Bahia aos dois seja também dado às novas revelações, como o atacante Rafael, o meia-atacante Maranhão, e o lateral Madson, que podem ser muito úteis para o grupo principal e trarão para o clube um ganho financeiro além de técnico também. Por tudo isso, o Bahia precisa ter um olhar de muito cuidado com todos eles.

Bobô   

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Base tricolor conquista título na Itália

Este ano, definitivamente, é um dos mais positivos para a afirmação do Bahia como uma das grandes potências no futebol de base no País. Primeiro foi finalista da Copa São Paulo sub-18, a mais importante no Brasil, depois, foi o título da Copa Nike sub-15, mais importante da categoria. Para completar, nesta sexta-feira, a equipe sub-21 venceu a seleção japonesa sub-20, por 3 a 2, e conquistou o título do torneio Angelo Dossena, um dos mais importantes e tradicionais do mundo.

Só o fato de participar da competição já era motivo de orgulho para o tricolor, que não se contentou e passou por todos os adversários, inclusive o Milan, um a um, até a decisão contra os japoneses. No caminho, o Bahia venceu o Atalanta, duas vezes, e o Albinofelle.

Valeu a pena levar a competição a sério e recrutar os ofensivos Maranhão, Gabriel e Rafael, que estavam servindo aos profissionais na Série A. Eles foram fundamentais para a conquista e voltam com ainda mais experiência para a sequência do Brasileiro. O atacante Rafael Gladiador, artilheiro na campanha da equipe finalista da Copa São Paulo, só não fez gol na estreia, contra o Milan, quando o tricolor venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel.

Lateral-direito no início da Série A, Gabriel jogou no ataque na competição, que aconteceu na Itália, e também fez quatro gols, assim como Rafael. Só não fez gol na semifinal contra o Atalanta. O volante Lenine, que fez um dos gols do título, marcou três vezes na competição. O meia-atacante Fábio, duas vezes, e Robinho, foram os outros goleadores do Bahia no torneio.

Na decisão, Lenine, Gabriel e Rafael fizeram os gols tricolores. O time do Bahia jogou a decisão com: Renan, Madson, Eduardo, Laércio e Jussandro; Robinho, Lenine (Filipe) e Fábio (Mansur); Maranhão, Gabriel e Rafael.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Bahia é campeão da Copa Nike

No final de semana, a torcida tricolor mostrou toda a sua euforia, espalhando as cores do Bahia por toda a cidade, por causa do triunfo, longe de Salvador, contra o Fluminense, primeiro no Brasileiro. E a alegria aumentou com o título da Manchester United Premier Cup, mais conhecida como Copa Nike de futebol sub-15. Ótima notícia para o futuro do clube porque esta é a principal competição da categoria no País e classifica o campeão para a fase mundial, com outros campeões.

A base tricolor, outrora tão criticada, está cada vez mais forte. Na partida decisiva, o Bahia derrotou o Santos, por 1 a 0, com gol de Gabriel Ramos. Durante o campeonato, o Bahia perdeu apenas duas das sete partidas. Ambas para o Fluminense. O Bahia venceu o Botafogo, por 1 a 0, o Atlético Mineiro, por 2 a 0, o Coritiba, por 2 a 0, o Desportivo Brasil e o Santos, por 1 a 0. Participaram ainda da competição: Corinthians, Palmeiras, Internacional, Atlético Mineiro, Vasco, São Caetano, Botafogo de Ribeirão Preto, XV de Novembro-SP, Pão de Açucar e Sendas.

O time que venceu o Santos foi escalado pelo técnico Daniel Ribeiro com: Felipe; Cleisson, Igor, Lázaro e Teco; Lucas, Sávio, Mateus Santos e Gabriel Ramos; Jacó e Allan. Completaram o grupo: o goleiro Caíque, os volantes Adriel e Gilmar, os meias Mateus Costa e Luan.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog
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