O Pituaço, que é como a torcida do Bahia chama o estádio de Pituaçu, é bonito pra caramba. E ver a Bamor é experiência única. A Bahia é o único lugar onde se vê futebol com samba-reggae. E as palmas sincopadas que a galera bate? Só a elegância sutil de Bobô - que rima perfeitamente com a risada de Andy Warhol: gente do passado, lembra de “O rock errou”?, e das rimas de Rita em “Esse tal de Roque Enrou”?, também: conhecem rima toante, poesia espanhola, J.C. de Mello Neto? - a elegância de Bobô, eu dizia, por si só, já valeria uma ida ao novo estádio (que o governo de Jaques Wagner entrega à cidade com naturalidade suficiente). Mas o povo de Salvador naquele lugar, sob aquela luz e reagindo com aquele suingue, é luxo só. Tive enormes saudades de Tom. Ele teria adorado. O jogo, o Bahia contra o Poções (time da cidade de mesmo nome, próxima a Conquista, me dizem), foi bom. Começou morno e parecia que ia continuar assim. Mas eu acho que os jogadores do Bahia perceberam que os poçõenses não estavam a fim de levar uma goleada igual à que tinham levado do Vitória (acho que 6 a 0) e reuniram forças e animação para fazer um gol em cada tempo. Os interioranos marcavam homem a homem - e não desistiram de lutar mesmo depois de alvejados. Mas o Bahia conseguiu fazer jogadas bonitas. Mas estas (como é tão freqüente no futebol) não foram as que produziram os gols. Os gols foram surpresas excitantes e algo desconectadas da lógica do jogo. Pensei muito no livro Veneno Remédio, de Zé Miguel Wisnik. E saí feliz.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Em 2009 Caetano Veloso assistiu a jogo em Pituaçu ao lado de Bobô
Saiba o que é pubalgia e como tratar
Os principais sintomas da pubalgia são: dor no púbis, principalmente ao levantar-se, tossir ou chutar, aumento da dor com a corrida e diminuição da abertura das pernas. Em nosso meio esportivo a principal causa de dor no púbis é o treinamento mal executado, principalmente pela falta de alongamento antes e após as atividades físicas, terreno de jogo duro, uso de chuteiras inadequadas e até o não uso das mesmas. O principal fator, entretanto, ainda é a falta de prevenção através de exercícios específicos e o fortalecimento muscular. Essa prevenção deve ser feita pelo médico e fisioterapeuta do clube no momento do exame inicial do atleta, descobrindo desequilíbrios musculares e ósseos que possam vir a desencadear a pubalgia.
Infelizmente, a diversidade de biotipo dos nossos atletas de futebol, associado às condições ruins dos nossos campos, principalmente no futebol amador faz com que os atletas que conseguem se profissionalizar já cheguem nas equipes profissionais com a pubalgia instalada, crônica e de difícil tratamento. Além disso, existe um vício dos nosso atletas em não se submeterem ao tratamento de prevenção porque estão sem sintomas naquele momento, deixando de lado o maior aliado para evitar o surgimento da lesão no púbis, a fisioterapia preventiva.
O tratamento da pubalgia depende de alguns aspectos, mas o principal deles é o sintoma do atleta. Se ele encontra-se na fase aguda de dor intensa, o repouso associado ao uso de antiinflamatórios e fisioterapia é a melhor escolha. Com a melhora da dor inicia-se então o trabalho de reequilíbrio muscular, alongamento e retorno leve às atividades. O uso de infiltrações com corticóides só deve ser feito no atleta como exceção. Ou seja, se o mesmo encontra-se com dor intensa que não obteve melhora com fisioterapia e medicamento. Mesmo assim deve-se pesar muito os riscos e benefícios e sempre procurar evitá-la.
Portanto, podemos concluir que a pubalgia é uma doença perfeitamente prevenível. Depende apenas da prática de medidas simples, baratas e que podem ser feitas dentro do próprio clube, através de uma boa avaliação inicial dos atletas e de programas específicos de prevenção. Para os atletas amadores, que não dispõem dessas facilidades, o conselho é sempre jogar com chuteiras, evitar campos muito duros ou esburacados, fazer alongamentos e fortalecimento muscular e repouso de atividades esportivas assim que os sintomas iniciarem.
Doutor Marcos Lopes
quarta-feira, 2 de março de 2011
Pedro Amorim e Bobô - craques de Senhor do Bonfim e suas semelhanças
Pedro Amorim:Pedro Amorim Duarte, filho de um rico comerciante e fazendeiro da cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia, só queria jogar futebol. Dono da bola nas peladas da Praça Nova do Congresso, era o artilheiro mais aplaudido pelos adultos e dividia seus sonhos entre ser profissional de futebol e médico. Por isso, não mentia a seu pai quando dizia que, um dia, se formaria em médico.
Transferido para Salvador, onde estudou no internato do Liceu Salesiano e no Colégio Ipiranga, logo ganhou uma vaga na seleção de novos. Depois aceitou jogar no Esporte Clube Bahia. Nos treinos, seus dribles desmoralizantes no zagueiro Gaia, foram retribuídos com um desleal pontapé. Pedro Amorim desmaiou e foi proibido pelo irmão de jogar futebol. Mas a paixão pela bola foi mais forte e, um ano depois de estrear no Bahia foi emprestado ao Botafogo de Salvador, onde começar a jogar na ponta direita. E foi nessa nova posição e nesse novo clube que despertou interesse do Fluminense do Rio de Janeiro.
O Fluminense vinha de um tri campeonato – 1936/37/38. Pedro Amorim sentiu dificuldades de se entrosar com seus novos companheiros, craques consagrados na seleção brasileira. Quando começou a mostrar seu verdadeiro futebol, sofreu uma entrada violenta do zagueiro Rubens do Madureira e ficou de fora da equipe por um bom tempo. No final do ano de 1941 retornou ao posto de titular e foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez.
Em 1946 foi um ano de ouro para Pedro Amorim. Foi super campeão carioca ao lado de Ademir Menezes, campeão brasileiro pela seleção carioca e, se formou em medicina. Formou em ataques considerados como excepcionais. Na seleção carioca – Pedro Amorim. Zizinho. Heleno. Ademir e Vévé. Na seleção brasileira – Pedro Amorim. Romeu. Leonidas. Tim e Patesco. Pedro Amorim faleceu no dia 25 de setembro de 1989 quando ele já se encontrava clinicando no sertão da Bahia.
Marcou 188 gols em 310 jogos pelo Fluminense e 55 gols pelo Bahia pela seleção brasileira 4 jogos e 2 gols.
Bobô:Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, (Senhor do Bonfim, 26 de novembro de 1962), é um ex-futebolista brasileiro, atacante que despontou no Bahia, mas que também jogou no São Paulo, Flamengo, Fluminense e Corinthians.
Eleito um dos maiores ídolos do Bahia de todos os tempos, Bobô foi o líder da equipe comandada por Evaristo de Macedo, que surpreendeu a todos e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988.Bobô começou sua carreira na Catuense e, em seguida, foi contratado pelo Bahia, clube que defendendeu entre 1984 a 1989.
Em 1989, portanto, após a conquista do Brasileirão pelo Bahia, Bobô teve seu passe negociado com o São Paulo pela soma de U$ 1 milhão, valor exorbitante para os padrões da época. Depois foi emprestado ao Flamengo.
Depois foi negociado com o Fluminense. No tricolor carioca, voltou a viver um bom momento em sua carreira, quando compôs um eficiente ataque ao lado de Ézio.Depois disso, o jogador ainda teve rápidas passagens por Corinthians e Internacional. Todavia, em 1996, com apenas 34 anos de idade, Bobô vestiu a camisa do Bahia mais uma vez, a fim de encerrar sua carreira no clube onde virara ídolo.
No Fluminense, Bobô jogou 25 jogos e marcou 14 gols e sagrou-se campeão da Taça Guanabara de 1992 pela seleção 3 jogos.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Parabéns aos campeões brasileiros
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| O gol do título |
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| O time campeão |
LEANDRO SILVA é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e mantém o blog www.leandrosilva81.blogspot.com
Bobô escreveu prefácio de livro sobre o título brasileiro de 1988
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Nove jogadores da Copa 2 de Julho pré-convocados para o Sul-americano sub-17
| Foto: Paulo Neves |
Goleiros: Charles (Cruzeiro), Guido (Santos) e Uilson (Atlético-MG)
Laterais: Wallace (Fluminense), Emerson (Santos), Geferson (Internacional) e Claudio Winck (Internacional)
Zagueiros: Josué (Vitória), Matheus (Coritiba), Mateus (Grêmio) e Marquinhos (Corinthians)
Meio-campistas: Marlon Bica (Internacional), Misael (Grêmio), Rodrigo Dourado (Internacional), Allan (São Paulo), Hernani (Atlético-PR), Andrigo (Internacional), Fernando Amorim (Internacional), Guilherme (Vasco), Daniel Corrêa (Cruzeiro) e Alex (Internacional)
Atacantes: Lucas Piazon (São Paulo), Léo (Cruzeiro), Pedro Paulo (Cruzeiro), Adryan (Flamengo) e Diego (Santos).
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Evaristo de Macedo homenageado com camisa retrô personalizada
Para ver a camisa retrô de Bobô acesse o site: http://www.ligaretro.com.br/
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Em eleição de Placar em 1999 Bobô foi escolhido como melhor da história do Bahia
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Bobô escolhido para time dos sonhos do Bahia em eleição do Correio
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Equilíbrio no início do Baiano
LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Custo com divisão de base é investimento
sábado, 15 de janeiro de 2011
Os pilares para o fortalecimento do nosso futebol
Permita-me retornar ao ano de 1989, quando, logo após o segundo título brasileiro do Bahia, declarei que o Estado não veria uma conquista como aquela por, pelo menos, 30 anos. Não disse isso por torcer contra. Muito pelo contrário. O que eu quis dizer é que era preciso prestar atenção para a gestão. Fomos campeões pela qualidade dos jogadores, dedicação, ousadia e pela presença expressiva da nossa torcida em todos os jogos, mas o modelo de gestão já apresentava problemas. Pouca coisa mudou de lá para cá e o mais grave é que estamos em um momento diferente em que as receitas de bilheterias não são mais suficientes para cobrir as despesas.
Concordo que a Federação Baiana de Futebol tem sua parcela de responsabilidade e precisa ser mais rigorosa com relação à qualidade dos gramados dos estádios utilizados no Campeonato Baiano, porque isso interfere no nível técnico da competição. Os clubes, entretanto, são os maiores responsáveis pelo momento do nosso futebol. Os jornais de grande circulação continuam noticiando regularmente o atraso de salários, o pouco investimento na formação de atletas, a recusa em mudar os estatutos, e a ausência de eleições diretas, que inibem a ampliação do número de sócios. Pode até haver uma federação fraca, com clubes fortes, mas o contrário é inviável.
Cabe a todos nós, torcedores, atletas, dirigentes e amantes do futebol baiano realizarmos essa discussão de maneira muito clara para toda a sociedade. E é importante ressaltar que esses problemas não se restringem ao futebol, mas a todos os esportes aqui no Estado. É importante fortalecer as federações com democracia e alternância de poder. O Governo do Estado vem fazendo a sua parte com a reconstrução do estádio de Pituaçu, um dos mais modernos do País, a construção da Arena Fonte Nova, o patrocínio, alguns anos com o “Sua Nota é um Show”, e agora por meio da Embasa. Além da realização, por parte da Sudesb, em parceria com a Uneb, e participação da FBF, de um curso de gestão esportiva, para preparar os nossos dirigentes.
Desde a minha declaração em 1989, quase 22 anos já se passaram. Os clubes baianos têm, portanto, este desafio de se modernizarem, de fato, para chegar a um novo título de tamanha importância dentro dos próximos oito anos para que me desmintam. Torço para que consigam.
Bobô
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Bobô é homenageado por ex-jogadores de futebol

"O motivo da nossa homenagem é um reconhecimento pelo trabalho dele à frente da Sudesb. Pela valorização dos ex-atletas. De vez em quando, ele pega até uns babas com a gente", disse Emo, que chegou a jogar com Bobô no Bahia.
"Eu tenho muito prazer de compartilhar alguns momentos com vocês. É sempre um ambiente muito saudável. A gente busca ajudar a associação, mas o maior trabalho é de vocês, que estão de parabéns pelo momento que a AGAP está vivendo. E espero que continuem conseguindo agregar mais pessoas como vocês", agradeceu Bobô.
Superintendente da AGAP, e ex-jogador do Vitória, Hugo falou sobre a associação. "A finalidade da AGAP não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Tanto para os ex-jogadores, quanto para os atletas em formação. O nosso foco é disponibilizar cursos supletivos, profissionalizantes e até superiores para que o ex-jogador consiga se inserir no mercado de trabalho, após o término da carreira", disse Hugo.
O presidente Sergio Luiz Ferreira explica ainda que a AGAP é associada à FAAP (Federação das Associações de Atletas Profissionais), entidade nacional que repassa recursos para a associação baiana, que proporciona, ainda, auxílio saúde e medicamentos para os associados que estejam doentes. A anuidade para os associados é de 55 reais.
Para maiores informações, basta acessar o site http://www.agapba.com.br/ ou enviando e-mail para agap.ba@faapatletas.com.br.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Craque está na seleção do Bahia de todos os tempos do Jornal A Tarde
O jornal A Tarde publicou no primeiro dia do ano uma edição especial em comemoração aos 80 anos do Esporte Clube Bahia. Nesta, foi publicada uma eleição para escolher os 11 titulares do "Bahia de todos os tempos", com os melhores jogadores que já vestiram a camisa do clube, por posição. E Bobô foi eleito para fazer parte dessa equipe dos sonhos.
O time ficou escalado com: Nadinho (goleiro de 1959), Zanata (lateral-direito na década de 1980), Roberto Rebouças (zagueiro na década de 1970), Pereira (zagueiro de 1988) e Romero (lateral-esquerdo nos anos 1970); Baiaco (volante, década de 1970), Paulo Rodrigues (volante, 1988), Bobô (meia, 1988) e Douglas (meia, anos 1970); Marito (atacante, 1959) e Beijoca (atacante, década de 1970).
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Bobô indica filme para leitores do Bahia Notícias
"O ex-jogador Bobô, craque que levou o Esporte Clube Bahia ao título de campeão brasileiro de 1988, além da "elegância sutil" cantada por Caetano Veloso, tem verdadeiro amor pelo cinema e pelos filmes de ação. Ele indicou um filme nacional de bastante sucesso.
O filme destacado por Bobô é Tropa de Elite (2007), do diretor José Padilha. Vencedor do prêmio Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim 2008, este filme faz parte de uma geração de obras que ajuda a recolocar a cinematografia nacional entre as melhores do mundo. Bobô prefere o Tropa 1 que o também festejado Tropa de Elite 2."
Confira a matéria no site
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Revelação da Copa 2 de Julho na seleção sub-16
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| Paulinho - Foto: Paulo Neves |
Natural de Brasília, no Distrito Federal, Paulinho já passou por Corinthians, Santos e Cruzeiro e está desde o ano passado no tricolor baiano."Eu tô muito alegre. Esse é o meu primeiro troféu e espero que muitos outros venham por aí. Essa foi uma competição muito boa, muito pegada. E isso foi até bom para me dar mais experiência", disse Paulinho, no dia em que recebeu o prêmio da Copa 2 de Julho.
A Copa 2 de Julho de futebol sub-17 é realizada desde 2007 pelo Estado, por meio da Superintendência dos Desportos da Bahia - Sudesb, e conta com o apoio da Federação Baiana de Futebol (FBF). Este ano aconteceu a quarta edição da competição. O Internacional, de Porto Alegre, venceu as duas primeiras, e a seleção brasileira vencer as duas mais recentes.
domingo, 25 de julho de 2010
Seleção Brasileira é bicampeã da Copa 2 de Julho
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| Foto: Paulo Neves |
Depois da execução do hino nacional e do hino Dois de Julho, a partida começou no estádio Armando Oliveira, na manhã deste domingo (25/7), e a seleção brasileira começou melhor. Logo no início, Nathan invadiu pelo lado e chutou cruzado, mas a bola passou rente à trave. A segunda boa chance foi m chute de fora da área de Guilherme, para fora.
Como as melhores jogadas do Brasil nasciam nos pés do lateral-esquerdo Victor Giro, o técnico do São Paulo fez uma alteração prematura. Tirou o lateral-direito Gabriel e colocou o volante João, improvisando novamente Felipe Santos, forte na marcação, na ala-direita. Foi assim que o tricolor paulista conseguiu parar as jogadas de Rafinha, contra o Flamengo, nas quartas-de-final, e conseguiu seguir na Copa.
Logo depois, a seleção inverteu seus laterais. O time brasileiro se caracterizou durante a competição por essa constante mudança de posicionamento dos seus jogadores. Eles mudaram de lado algumas outras vezes durante a partida. No segundo tempo, de uma vez só, o Brasil colocou dois nomes fundamentais para a classificação na fase anterior contra o Vitória. Leonardo, que marcou os dois gols do confronto, e Mattheus, que deu o passe para o segundo.
A partida continuou equilibrada, mas com superioridade da seleção. A melhor chance foi de Natha, que conseguiu superar o goleiro, mas parou na trave. No rebote, Leonardo mandou por cima do gol. Antes do final do tempo normal, Mattheus ainda esteve perto de fazer um gol olímpico.
Na prorrogação, o filho do ex-atacante Bebeto, Mattheus, cobrou uma falta que parecia despretenciosa, mas a bola explodiu na trave. Depois da mudança de lado, o Brasil perdeu uma grande chance. Adryan deu um bonito passe de calcanhar e Lucas chutou para fora. No lance seguinte, Leonardo avançou pela esquerda e cruzou para área, Adryan chutou, mas Felipe fez mais uma ótima defesa.
Nos pênaltis, Luis Gustavo, Lucas, Marlon, Adryan e Mattheus converteram suas cobranças para o Brasil. Rodrigo, Hugo e Mirrai fizeram para o São Paulo, mas João chutou para fora.
Destaques - Dois jogadores da equipe campeã puderam também comemorar a conquista de prêmios individuais: Guido e Rodrigo. O primeiro, que é baiano, de Salvador, e tem um mês no Santos, depois de seis anos no Vitória, foi escolhido como melhor goleiro da competição. "Tenho que agradecer muito aos meus companheiros porque um prêmio desses não depende somente de mim, mas de todo o time. Eu gostei muito da competição porque teve um alto nível, reuniu grandes clubes do Brasil, e tem tudo para crescer cada vez mais", disse Guido.
O volante Rodrigo, escolhido como craque da Copa, ficou surpreso com a escolha e não escondeu a felicidade. "É difícil um volante ser escolhido como melhor jogador de um campeonato, por isso a surpresa, mas é um prêmio muito importante. E, principalmente o título, porque foi uma competição muito difícil. Como somos mais novos, os adversários usaram muito a força, mas a técnica prevaleceu". Por causa do estilo de jogo, o camisa 7 é comparado ao ex-volante da Seleção de 1982, Falcão. "Como jogo no Inter, todo mundo fala que pareço com ele jogando. Da minha época, eu acho o Hernanes um grande jogador, mas tenho meu próprio estilo", disse.
O atacante Guilherme, do São Paulo, ganhou o prêmio de artilheiro da competição, por ter feito nove gols. O único prêmio individual que não foi destinado às equipes finalistas foi o de revelação da Copa, que foi entregue para o meia Paulinho, do Bahia, de 16 anos. Mesmo sem ter ido jogar, o garoto marcou presença e comemorou a premiação. "Eu tô muito alegre. Esse é o meu primeiro troféu e espero que muitos outros venham por aí. Essa foi uma competição muito boa, muito pegada. E isso foi até bom para me dar mais experiência", disse o jogador, natural de Brasília, no Distrito Federal, que já passou por Corinthians, Santos e Cruzeiro e está desde o ano passado no tricolor baiano.
Seleção Brasileira: Guido, Lucas, Josué, Luiz Gustavo e Victor Giro; Emerson, Rodrigo, Marlon, Guilherme (Mattheus); Nathan (Adryan) e Lucas Piazon (Leonardo).
São Paulo: Felipe Passoni, Gabriel Modesto (João), Marcelo, Luiz e Miranda; Rodrigo, Felipe Santos (Almir Gullitt), Allan (Xavier) e Aílton (Mirrai); Ademilson Henry (Xavier) e Bruno Catanhede.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Destaques da Copa 2 de Julho já atuam entre os profissionais na Série A
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Bobô recebe título de cidadão soteropolitano
Texto do site da Câmara Municipal de Salvador
quarta-feira, 3 de março de 2010
Zinedine Zidane - resenha

Nem por isso o camisa 10 dos azuis ganhou antipatia no Brasil, muito por causa da sua elegância tanto dentro quanto fora das quatro linhas. E este livro consegue trazer ainda mais à tona toda a retidão e generosidade deste jogador que nem parecia do mesmo mundo dos outros.
A obra conta toda a carreira do craque desde o seu descobrimento até a cabeçada que desferiu em Materazzi na decisão da Copa do Mundo de 2006. Durante o livro, os autores tentam justificar essa atitude baseada na extrema busca por justiça do craque. É um grande livro. Peca apenas na tradução para o português, utilizando muitos termos futebolísticos que não são próprios do Brasil.
LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Reedição da final de 1988 marcou reencontro de heróis tricolores
Foi fantástico poder ver de perto os grandes heróis da Nação tricolor. Em 1988/89, as chuteiras eram todas pretas. Foi mágico ver o eterno craque Bobô calçando modernas chuteiras brancas, como se ele pudesse se transportar para o atual momento e ajudar no resgate do velho tricolor. Os velhos passes refinados ainda responderam presente. Ver Charles, cabeça raspada, estilo Jael, e com invocados calçados amarelos também foi algo curioso.
Fico imaginando o quanto deve ter representado para cada um desses eternos heróis ter o seu nome gritado em peso, novamente, pela torcida tricolor, como o arqueiro Ronaldo, que fechou o gol no empate de 1 a 1 e levantava a torcida a cada defesaça. Mostrando ser um verdadeiro fenômeno de impulsão.
Claudir, arriscando improváveis arrancadas pela esquerda, levantava a massa. E Pereira, arrancando suspiros nas inesquecíveis cobranças de falta. Que elegância!!! Nas laterais, Tarantini demonstrou a mesma discrição enquanto Paulo Robson se aventurou na frente.
Na proteção à zaga, os dois motores do time de 1988 ainda mostraram preservar o fôlego: Paulo Rodrigues e Gil. Na esquerda, Marquinhos ainda mostrou alguma velocidade. E na direita, Zé Carlos deu a impressão de que ainda poderia ter jogado mais tempo.
Osmar, que entrou logo no lugar de Charles, também se destacou, correndo como um menino. Talvez reflexo dos babas de toda quinta-feira na AABB, quando vem, junto com o eterno Baiaco, de São Francisco do Conde, para o velho encontro com a redonda.
Zé Carlos foi um capítulo à parte. Fez até o gol do empate, no final do primeiro tempo. Do time principal do Bahia, só não esteve presente o zagueiro João Marcelo.
A grande ausência lamentada foi o eterno mestre Evaristo de Macedo, que não pôde vir. Temos que valorizar também o Internacional, que topou participar da partida. O toque de nostalgia foi completado com a presença do torcedor folclórico Lourinho, nas arquibancadas, com os bonequinhos dos jogadores do Inter amarrados.
LEANDRO SILVA
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Bobô atuará na reedição da final entre Bahia e Inter, em dezembro de 2009
A torcida tricolor poderá reviver as emoções daquela grande final nessa partida que irá envolver os heróis daquele time que conquistou o segundo nacional do clube no dia 19 de fevereiro de 1989 e também grandes ex-jogadores do Internacional, de Porto Alegre, que tinha uma grande esquadra.
O camisa 10 daquela equipe tricolor, Zé Carlos, que está organizando o evento, garante inclusive a presença do badalado goleiro Taffarel, ídolo nacional principalmente pelas atuações decisivas para o título mundial com a Seleção Brasileira em 1994. Ele foi o melhor jogador do campeonato de 1988, mas não foi capaz de evitar os dois gols de Bobô na primeira partida da final.
Será uma oportunidade única para os torcedores tricolores reverem tantos ídolos reunidos e poderem apresentar para as novas gerações que não tiveram a felicidade de ver as atuações daquele time campeão. Um dos outros atrativos prometidos por Zé Carlos também é a presença do comandante da equipe, o técnico Evaristo de Macedo, ídolo tricolor.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Baiano que disputou a Copa 2 de Julho vai jogar o Mundial sub-17
A seleção, comandada pelo técnico Lucho Nizzo, utilizou a Copa 2 de Julho, promovida pela Sudesb, com o apoio da FBF, para se preparar para este mundial. a competição baiana foi fundamental para jogadores como o atacante Wellington Silva, do Fluminense. Ele aproveitou bem a sua primeira convocação e foi o artilheiro, carimbando uma vaga no voo para a Nigéria. O meia Zezinho, do Juventude, foi eleito o melhor da Copa 2 de Julho.
Dez dos 21 convocados para o Mundial participaram da Copa 2 de Julho. Estarão no grupo: os goleiros Alisson, do Internacional, e André Lucas, do Corinthians; os zagueiros Gérson, do Grêmio, e Sidimar, do Atlético Mineiro; o lateral-direito Romário, do Vitória; o lateral-esquerdo Dodô, do Corinthians; os meias Wellington, do Fluminense, e Zezinho, do Juventude; e os atacantes Felipinho, do Internacional, e Wellington Silva, do Fluminense.
LEANDRO SILVA
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Baiano faz gol na final e seleção brasileira é campeã da Copa 2 de Julho
| Foto: Paulo Neves |
Brasil:1 Alisson, 13 Romário (2 Alex), 3 Gerson, 14 Gerson Junior e 6 Dodô; 8 Patrick, 20 Warley, 11 Zezinho (7 Emerson) e 10 Wellington ( 16 Jeferson); 17 Felipinho (19 Wellington Silva) e 9 Marcelo (18 Lucas). Técnico: Lucho Nizzo.
Portuguesa: 1 Gustavo, 3 Guilherme, 5 Yago e 13 Bolacha; 14 Ivan, 7 Cimar, 8 Murilo, 10 Natal (Gimenes), 15 Jailson (9 Rodrigo) e 6 Alexandre (2 Ricardinho); 17 Aílton (18 Diego). Técnico: Rúbio Alencar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Entrevista com Evaristo de Macedo sobre o título brasileiro de 1988
Entrevista publicada originalmente no Jornal A Tarde
LEANDRO SILVA é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e mantém o blog http://www.leandrosilva81.blogspot.com/

















