quinta-feira, 3 de março de 2011

Em 2009 Caetano Veloso assistiu a jogo em Pituaçu ao lado de Bobô

Bobô é fã declarado de Caetano Veloso. Caetano fez uma homenagem ao ídolo do clube do qual é torcedor declarado, o Esporte Clube Bahia, em uma de suas composições, "Reconvexo", consagrada na interpretação de sua irmã Maria Bethânia. Pois bem. E o encontro público mais recente entre os dois chamou a atenção da imprensa que foi cobrir ao jogo entre Bahia e Poções, pelo Campeonato Baiano de 2009, no recém reinaugurado estádio de Pituaçu.

Estavam juntos, dando entrevistas, posando para fotos, ou cumprimentando e conversando com os presentes, dois torcedores declarados e ilustres do Esporte Clube Bahia e mais do que isso: dois dos maiores ícones da baianidade. Cada um no seu ramo de atuação, Caetano e Bobô fizeram e fazem o Brasil se render aos seus talentos.

Com a bola nos pés, Bobô ajudou a levar um clube do Nordeste ao maior título do País e chegou até à Seleção Brasileira. Com um microfone e com um violão, Caetano conquistou uma legião de fãs de todas as gerações, protestando, fazendo o povo brasileiro pensar e também se encantar com suas letras e suas interpretações.

Em seu blog, Obra em progresso, Caetano comentou a sua visita ao estádio para ver o seu tricolor.
O Pituaço, que é como a torcida do Bahia chama o estádio de Pituaçu, é bonito pra caramba. E ver a Bamor é experiência única. A Bahia é o único lugar onde se vê futebol com samba-reggae. E as palmas sincopadas que a galera bate? Só a elegância sutil de Bobô - que rima perfeitamente com a risada de Andy Warhol: gente do passado, lembra de “O rock errou”?, e das rimas de Rita em “Esse tal de Roque Enrou”?, também: conhecem rima toante, poesia espanhola, J.C. de Mello Neto? - a elegância de Bobô, eu dizia, por si só, já valeria uma ida ao novo estádio (que o governo de Jaques Wagner entrega à cidade com naturalidade suficiente). Mas o povo de Salvador naquele lugar, sob aquela luz e reagindo com aquele suingue, é luxo só. Tive enormes saudades de Tom. Ele teria adorado. O jogo, o Bahia contra o Poções (time da cidade de mesmo nome, próxima a Conquista, me dizem), foi bom. Começou morno e parecia que ia continuar assim. Mas eu acho que os jogadores do Bahia perceberam que os poçõenses não estavam a fim de levar uma goleada igual à que tinham levado do Vitória (acho que 6 a 0) e reuniram forças e animação para fazer um gol em cada tempo. Os interioranos marcavam homem a homem - e não desistiram de lutar mesmo depois de alvejados. Mas o Bahia conseguiu fazer jogadas bonitas. Mas estas (como é tão freqüente no futebol) não foram as que produziram os gols. Os gols foram surpresas excitantes e algo desconectadas da lógica do jogo. Pensei muito no livro Veneno Remédio, de Zé Miguel Wisnik. E saí feliz.

Saiba o que é pubalgia e como tratar


Pubalgia significa dor na região do púbis, uma área localizada na bacia, onde se originam os músculos adutores. Também é conhecido como virilha ou região inguinal. É mais comum nos homens e principalmente nos adultos. E isso ocorre devido à maior atividade física dos indíviduos do sexo masculino, principalmente o futebol.
Deve-se ter cuidado para não confundir a pubalgia com a prostatite (inflamaçao da próstata) infecção urinária e principalmente hérnia inguinal. O exame clínico feito por um médico, associado a exames complementares como raixo-x da bacia, ultrassonografia ou até mesmo ressonância consegue definir a verdadeira origem da dor.

Os principais sintomas da pubalgia são: dor no púbis, principalmente ao levantar-se, tossir ou chutar, aumento da dor com a corrida e diminuição da abertura das pernas. Em nosso meio esportivo a principal causa de dor no púbis é o treinamento mal executado, principalmente pela falta de alongamento antes e após as atividades físicas, terreno de jogo duro, uso de chuteiras inadequadas e até o não uso das mesmas. O principal fator, entretanto, ainda é a falta de prevenção através de exercícios específicos e o fortalecimento muscular. Essa prevenção deve ser feita pelo médico e fisioterapeuta do clube no momento do exame inicial do atleta, descobrindo desequilíbrios musculares e ósseos que possam vir a desencadear a pubalgia.

Infelizmente, a diversidade de biotipo dos nossos atletas de futebol, associado às condições ruins dos nossos campos, principalmente no futebol amador faz com que os atletas que conseguem se profissionalizar  já cheguem nas equipes profissionais com a pubalgia instalada, crônica e de difícil tratamento. Além disso, existe um vício dos nosso atletas em não se submeterem ao tratamento de prevenção porque estão sem sintomas naquele momento, deixando de lado o maior aliado para evitar o surgimento da lesão no púbis, a fisioterapia preventiva.

O tratamento da pubalgia depende de alguns aspectos, mas o principal deles é o sintoma do atleta. Se ele encontra-se na fase aguda de dor intensa, o repouso associado ao uso de antiinflamatórios e fisioterapia é a melhor escolha. Com a melhora da dor inicia-se então o trabalho de reequilíbrio muscular, alongamento e retorno leve às atividades. O uso de infiltrações com corticóides só deve ser feito no atleta como exceção. Ou seja, se o mesmo encontra-se com dor intensa que não obteve melhora com fisioterapia e medicamento. Mesmo assim deve-se pesar muito os riscos e benefícios e sempre procurar evitá-la.

O tratamento cirúrgico é a última opção em casos de pubalgia e deve ser feito quando há uma calcificação importante ao redor do púbis, com dificuldade do atleta em caminhar e até mesmo abrir os membros inferiores e já tenha-se esgotado todos os recursos não cirúrgicos. A cirurgia não é garantia de cura total dos sintomas, mas quando empregada deve ser seguida depois de intensa atividade fisioterápica para prevenir o retorno dos sintomas.

Portanto, podemos concluir que a pubalgia é uma doença perfeitamente prevenível. Depende apenas da prática de medidas simples, baratas e que podem ser feitas dentro do próprio clube, através de uma boa avaliação inicial dos atletas e de programas específicos de prevenção. Para os atletas amadores, que não dispõem dessas facilidades, o conselho é sempre jogar com chuteiras, evitar campos muito duros ou esburacados, fazer alongamentos e fortalecimento muscular e repouso de atividades esportivas assim que os sintomas iniciarem.

Doutor Marcos Lopes
Ortopedista e vice-presidente médico do Esporte Clube Bahia

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pedro Amorim e Bobô - craques de Senhor do Bonfim e suas semelhanças

Confira ótimo texto do Blog História do Futebol sobre dois grandes craques da cidade baiana de Senhor do Bonfim, Pedro Amorim e Bobô:

Pedro Amorim:
Pedro Amorim Duarte, filho de um rico comerciante e fazendeiro da cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia, só queria jogar futebol. Dono da bola nas peladas da Praça Nova do Congresso, era o artilheiro mais aplaudido pelos adultos e dividia seus sonhos entre ser profissional de futebol e médico. Por isso, não mentia a seu pai quando dizia que, um dia, se formaria em médico.

Transferido para Salvador, onde estudou no internato do Liceu Salesiano e no Colégio Ipiranga, logo ganhou uma vaga na seleção de novos. Depois aceitou jogar no Esporte Clube Bahia. Nos treinos, seus dribles desmoralizantes no zagueiro Gaia, foram retribuídos com um desleal pontapé. Pedro Amorim desmaiou e foi proibido pelo irmão de jogar futebol. Mas a paixão pela bola foi mais forte e, um ano depois de estrear no Bahia foi emprestado ao Botafogo de Salvador, onde começar a jogar na ponta direita. E foi nessa nova posição e nesse novo clube que despertou interesse do Fluminense do Rio de Janeiro.

O Fluminense vinha de um tri campeonato – 1936/37/38. Pedro Amorim sentiu dificuldades de se entrosar com seus novos companheiros, craques consagrados na seleção brasileira. Quando começou a mostrar seu verdadeiro futebol, sofreu uma entrada violenta do zagueiro Rubens do Madureira e ficou de fora da equipe por um bom tempo. No final do ano de 1941 retornou ao posto de titular e foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez.

Em 1946 foi um ano de ouro para Pedro Amorim. Foi super campeão carioca ao lado de Ademir Menezes, campeão brasileiro pela seleção carioca e, se formou em medicina. Formou em ataques considerados como excepcionais. Na seleção carioca – Pedro Amorim. Zizinho. Heleno. Ademir e Vévé. Na seleção brasileira – Pedro Amorim. Romeu. Leonidas. Tim e Patesco. Pedro Amorim faleceu no dia 25 de setembro de 1989 quando ele já se encontrava clinicando no sertão da Bahia.

Marcou 188 gols em 310 jogos pelo Fluminense e 55 gols pelo Bahia pela seleção brasileira 4 jogos e 2 gols.

Bobô:
Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, (Senhor do Bonfim, 26 de novembro de 1962), é um ex-futebolista brasileiro, atacante que despontou no Bahia, mas que também jogou no São Paulo, Flamengo, Fluminense e Corinthians.

Eleito um dos maiores ídolos do Bahia de todos os tempos, Bobô foi o líder da equipe comandada por Evaristo de Macedo, que surpreendeu a todos e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988.Bobô começou sua carreira na Catuense e, em seguida, foi contratado pelo Bahia, clube que defendendeu entre 1984 a 1989.

Em 1989, portanto, após a conquista do Brasileirão pelo Bahia, Bobô teve seu passe negociado com o São Paulo pela soma de U$ 1 milhão, valor exorbitante para os padrões da época. Depois foi emprestado ao Flamengo.

Depois foi negociado com o Fluminense. No tricolor carioca, voltou a viver um bom momento em sua carreira, quando compôs um eficiente ataque ao lado de Ézio.Depois disso, o jogador ainda teve rápidas passagens por Corinthians e Internacional. Todavia, em 1996, com apenas 34 anos de idade, Bobô vestiu a camisa do Bahia mais uma vez, a fim de encerrar sua carreira no clube onde virara ídolo.

No Fluminense, Bobô jogou 25 jogos e marcou 14 gols e sagrou-se campeão da Taça Guanabara de 1992 pela seleção 3 jogos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Parabéns aos campeões brasileiros

O gol do título
A Bahia estava em um dos seus maiores momentos de festa 22 anos atrás. Os heróis da minha infância nos davam a imensa alegria de poder comemorar o título de campeão brasileiro conquistado pelo Esporte Clube Bahia. O triunfo de uma região inteira, que até hoje emociona.
No dia 19 de fevereiro de 1989, o Bahia segurou o ímpeto do Internacional, em pleno Beira-Rio, segurando um empate sem gols que garantiu o título brasileiro de 1988, depois de uma virada histórica, na Fonte Nova, com dois gols de Bobô.

O time campeão
Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Gil, Paulo Rodrigues, Marquinhos, Paulo Robson, João Marcelo, Claudir,Tarantini, Sidmar, Pereira, Osmar, Dico Maradona, Sandro, Edinho Jacaré, Newmar, Sales, Renato e o grande mestre Evaristo escreveram para sempre os seus nomes na gloriosa história do Esquadrão. Muito obrigado a todos vocês por tudo.

LEANDRO SILVA é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e mantém o blog www.leandrosilva81.blogspot.com

Bobô escreveu prefácio de livro sobre o título brasileiro de 1988


Capitão do Bahia na conquista do segundo título brasileiro que completa hoje 22 anos, o ex-meio-campista Bobô escreveu o prefácio do livro A União de uma Nação, escrito pelo jornalista Leandro Silva, que conta a história do título brasileiro de 1988, conquistado pelo Esporte Clube Bahia, em fevereiro de 1989.

Bobô, que também é um dos principais personagens desta história, passou parte de sua emoção pela conquista no prefácio, mas também nos depoimentos ao longo do livro, que foi fruto de uma rigorosa pesquisa de quase dois anos.

A obra trata sobre a preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988, incluindo a formação do time; o título baiano; a análise da equipe feita por ídolos de outras épocas e por profissionais da imprensa; as brincadeiras entre os jogadores; o relato de cada um dos 29 jogos da campanha além de depoimentos de outros personagens como Evaristo de Macedo, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré.

O livro ainda traz informações adicionais como a participação do Bahia na Libertadores e dos jogadores tricolores na Seleção Brasileira.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nove jogadores da Copa 2 de Julho pré-convocados para o Sul-americano sub-17

Foto: Paulo Neves

No ano passado, a Seleção Brasileira disputou a Copa 2 de Julho de futebol sub-17 com uma equipe sub-16, visando o Sul-americano que será disputado neste ano. Mesmo com a mudança no comando técnico, com a saída de Nilton Barbosa e a entrada de Emerson Ávila, o objetivo foi alcançado já que nove jogadores daquele grupo campeão da competição baiana foram pré-convocados para representar o País no Sul-americano sub-17, que acontecerá em março, no Equador.

Os remanescentes do grupo que ainda brigam para ficar na convocação final são: o goleiro Guido, do Santos, ex-Vitória; o zagueiro Josué, do Vitória; o lateral Emerson, do Santos; os meio-campistas Rodrigo e Marlon Bica, do Internacional, Guilherme, do Vasco;e os atacantes Adryan, do Flamengo, Lucas Piazon, do São Paulo, e Léo, do Cruzeiro.

O filho do tetracampeão mundial Bebeto, Mattheus, que disputou a Copa 2 de Julho, ficou fora da lista. Alguns destaques são o atacante Adryan, que fez uma ótima Copa São Paulo com o Flamengo, e o volante colorado Rodrigo, que ganhou o prêmio de melhor jogador da Copa 2 de Julho de 2010.

Os pré-convocados:
Goleiros:
Charles (Cruzeiro), Guido (Santos) e Uilson (Atlético-MG)
Laterais: Wallace (Fluminense), Emerson (Santos), Geferson (Internacional) e Claudio Winck (Internacional)
Zagueiros: Josué (Vitória), Matheus (Coritiba), Mateus (Grêmio) e Marquinhos (Corinthians)
Meio-campistas: Marlon Bica (Internacional), Misael (Grêmio), Rodrigo Dourado (Internacional), Allan (São Paulo), Hernani (Atlético-PR), Andrigo (Internacional), Fernando Amorim (Internacional), Guilherme (Vasco), Daniel Corrêa (Cruzeiro) e Alex (Internacional)
Atacantes: Lucas Piazon (São Paulo), Léo (Cruzeiro), Pedro Paulo (Cruzeiro), Adryan (Flamengo) e Diego (Santos).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Evaristo de Macedo homenageado com camisa retrô personalizada

Matéria do Globoesporte.com 

"Ídolos em seus times, autores de inúmeros gols em rivais, os ex-atacantes Assis, do Fluminense, e Evaristo de Macedo, do Flamengo, se encontraram no lançamento de camisas comemorativas em suas homenagens, em um shopping da Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira. 

"Fico sensibilizado de receber esta homenagem, mesmo depois de ter abandonado a carreira de jogador há tanto tempo. É uma maneira de aquele grande time e aqueles títulos não ficarem esquecidos", afirmou o rubro-negro Evaristo, tricampeão carioca entre 1953 e 1955. 

Os idealizadores da homenagem, sócios de uma loja especializada em camisas no estilo retrô, foram o tricolor Leonardo Klanet e o flamenguista Marcelo Roisman. 

- Tive três ídolos como torcedor: Renato Gaúcho, Assis e Washington. Fazer essa homenagem é uma forma de ligá-los novamente ao clube, à torcida e até à família deles mesmos. O neto do Evaristo, por exemplo, não viu o avô jogar, mas vai vestir uma camisa do Flamengo na época do avô - explicou Klabet. 

A escolha dos dois jogadores foi feita através de uma pesquisa com as torcidas de ambos os clubes.

- Nós identificamos que o Evaristo e o Assis tinham uma capacidade de retorno muito grande. O Evaristo, em uma faixa etária um pouco superior, e o Assis entre torcedores mais jovens. Além disso, parte da renda é revertida para os próprios jogadores. 

Além de Assis e Evaristo, outros craques do passado já foram homenageados como Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, e Bobô, ídolo do Bahia campeão brasileiro de 1988."

Para ver a camisa retrô de Bobô acesse o site: http://www.ligaretro.com.br/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Em eleição de Placar em 1999 Bobô foi escolhido como melhor da história do Bahia

Em 1999, a revista placar realizou eleições com a crítica especializada e com internautas para escolher os maiores craques da história dos principais clubes do futebol brasileiro. E Bobô venceu a eleição popular, com a preferência de 67% dos internautas votantes. Roberto Rebouças foi o preferido da crítica.
Confira o texto publicado na revista Placar, em junho de 1999, edição 1152.

Bobô - O intelectual da bola
Se Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, já era bastante conhecido no futebol baiano, a consagração nacional só veio no Campeonato Brasileiro de 1989, ano da maior conquista da história do Bahia. Bobô foi o cérebro do time que conquistou o Brasileiro daquele ano, derrotando o Inter de Porto Alegre na Final. Técnico e com excelente visão de jogo, superava a lentidão com toques sutis e muita malandragem. Ganhou três Estaduais (1986, 1987 e 1988) e chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira. Apaixonado por livros, ficou famoso pelo papo-cabeça. Depois de jogar no São Paulo, no Fluminense e no Corinthians, voltou ao Bahia em 1995.

Júri popular
votos %
Bobô 918 67%
Beijoca 124 9%
Charles 107 7,8%
Douglas 51 3,7%
Baiaco 50 3,6%
Outros 121 8,9%

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bobô escolhido para time dos sonhos do Bahia em eleição do Correio

O jornal Correio realizou uma eleição para definir os times dos sonhos da história de Bahia e Vitória e Bobô foi eleito para participar da equipe tricolor. Foi escolhido por 8 dos 14 votantes (Antônio Carlos Júnior, Binha de São Caetano, Douglas, Marcelo Sant´Ana, Marcos Lopes, Nestor Mendes Júnior, Ricardo Chaves e Virgílio Elísio). Confira, na íntegra, o texto do jornalista Marcelo Sant‘Ana sobre o craque, publicado na edição do dia 1/2. 

"Bobô ganhou uma bíblia de presente de Ricky no final do 1º turno do Baiano de 85. Os dois eram os principais jogadores do estadual e concorrentes pela artilharia. Homens de fé, demônios no campo. O título do Vitória e o sucesso da Catuense fizeram o Bahia se mexer. Na manhã de 30/12, 2º andar do edifício Saga, na Rua Carlos Gomes, Bobô entra na vida do Bahia. 

Raimundo Nonato Tavares da Silva nasceu dia 26/11/1962, em Senhor do Bonfim, norte do estado. O apelido veio por causa de Rita, a caçula de Dona Tieta e seu Florisvaldo. A irmã só o chamava assim. 

Começou no salão e se destacou ao ser vice do Intermunicipal por Senhor do Bonfim, em 1979. O técnico Rabelinho tentou levá-lo ao Leônico ou ao Vitória. O amigo Estevão, embora rubro-negro, achou ruim; o Bahia tinha melhor estrutura. No meio termo, a Catuense, que despontava. O presidente Antonio Pena o hospedou dentro de casa. 

Contou com a ajuda de Beijoca para ganhar espaço no time de Abel Braga. Faltou sorte ao romper o ligamento do joelho esquerdo, em 1982, e parar por nove meses. Improvisou até sacos de areia e cimento na fisioterapia. 

Todo esforço e fé viraram recompensa em 1985 ao ser a sensação do estadual. A fama de artilheiro, porém, prejudicou o início do ex-ponta da Catuense de Aymoré Moreira. Ouvia só vaias e cobranças. Até o primeiro gol, dia 17/2, por exemplo, não valeu. Faltou luz durante Bahia x Galícia aos 11 minutos do 2º tempo e a partida terminou anulada. 

Mudou de status quando o técnico Fantoni o escalou de ponta de lança e fez dupla incrível Cláudio Adão. Em 86, dois momentos geniais. Fez três gols no 5x0 no Vitória pela final do Baiano - desde 1958 um rival não fazia cinco gols no clássico -, e ganhou placa na Fonte Nova após gol no Operário-MS.
Tinha bom passe, chute e era um jogador cerebral, embora sem noção dos limites. Em Valinhos, tomou 15 injeções no hotel Fonte Sônia para pegar o Guarani. Jogou 15 minutos na despedida do Brasileiro, nas quartas. 

Brilhou definitivamente no título do Brasileiro de 1988. Marcou três dos últimos quatro gols do Bahia, contra Fluminense e Internacional. Foi ainda campeão Brasileiro no São Paulo, em 89; e da Copa do Brasil no Flamengo, em 90. Jogou no Flu indicado por Telê e no Inter por Falcão. Passou pelo Corinthians antes de voltar à Catuense e parar no Bahia. Já tinha inspirado até Caetano Veloso".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Equilíbrio no início do Baiano

Apenas três rodadas se passaram. Ainda é cedo para chegar a conclusões definitivas, mas os clubes começam a mostrar o que se pode esperar deles até o final do Campeonato Baiano. Para começar, dá para dizer que as equipes foram bem distribuídas nos grupos, já que a soma de pontos dos participantes das duas chaves chega aos mesmos 25 pontos. Em 18 duelos foram sete vitórias para cada lado e quatro empates. 

Há um sinal de equilíbrio também entre as duas principais forças do Estado. Até o final do tempo regulamentar do jogo entre Ipitanga e Bahia pela terceira rodada tricolores e rubro-negros estavam com a mesma pontuação e apenas um gol de saldo de vantagem para o Vitória, mas o gol de Sassá, nos acréscimos, deixou o Bahia dois pontos atrás do Vitória. 

No grupo 2, contudo, os pontos estão mais distribuídos que no 1, tanto que a distância do líder, Vitória, para o lanterna, Serrano, é de apenas três pontos. Enquanto no grupo 1, o Bahia de Feira tem sete pontos à frente do lanterna Juazeiro, que perdeu os três jogos. 

O momento era totalmente favorável ao Bahia antes de começar a competição, mas o Leão mostra que irá lutar pelo penta. O atacante Rildo, que veio da Ferroviária, de São Paulo, me deixou uma boa impressão, e acredito que será muito útil para o rubro-negro. O setor defensivo, entretanto, deve ser o ponto mais forte da equipe rubro-negra, com as presenças de bons jogadores como Alison, Eduardo e Uelliton. Até o momento, é o segundo time que menos sofreu gol na competição, apenas um golaço e outro por falha de Viáfara. 

Enquanto isso, ainda acredito no time do Bahia e continuo entendendo que o clube armou um bom elenco. A grande expectativa em torno da equipe, por parte da torcida, entretanto, está se transformando em apreensão. O que pode tirar a tranqüilidade necessária para que as atuações passem a ser satisfatórias. O preparo físico ainda está precário e alguns jogadores importantes não estrearam, como Zezinho, Ramon, Luisão e Marcos. 

O Bahia de Feira, entretanto, é o time que mais marcou pontos até agora (7). E já havia deixado uma ótima impressão por ter conquistado o título do Torneio Início, disputado uma semana antes do começo do Baiano. O time que já foi semifinalista em 2010 manteve alguns destaques da boa campanha, como João Neto, Jacson e Bruninho e ainda fez boas contratações como o dublê de meia e lateral-esquerdo Roberto, do tricolor da capital. 

Interessante é que os dois clubes do interior que conseguiram derrotar os grandes da capital na primeira rodada, não conseguiram mais vencer ninguém nas rodadas seguintes. O Colo-Colo, que derrotou o Leão, segue invicto, depois de dois empates, enquanto o Serrano parou nos três primeiros pontos. 


LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Custo com divisão de base é investimento

Rafael, Fábio, Madson e todos os outros talentos da equipe sub-18 do Bahia que nos deram a alegria de ver o Estado representado, pela primeira vez, na final da Copa São Paulo de futebol sub-18, competição mais importante da categoria no País, reacendem uma importante discussão sobre a necessidade de maior investimento nas divisões de base como um dos caminhos para o fortalecimento dos clubes baianos. 

E é com alegria que parabenizo o Bahia pela ótima campanha. Não dá para esquecer, entretanto, que o sucesso veio muito mais pela capacidade de descobrir talentos do que por uma política de clube voltada para a formação de atletas. Um orçamento próprio, por exemplo, é fator mais do que necessário. Externo aqui os meus parabéns para todos os garotos, para a comissão técnica e para Newton Mota que, não por coincidência, estava à frente da base do Vitória em 1993, quando o rubro-negro chegou à semifinal. 

Na base, muito mais importante que títulos é formar jogadores. A boa participação na competição, entretanto, mostra que um bom trabalho está sendo feito. Agora se faz necessário saber colher os frutos como o Vitória fez em 1993, quando chegou até a semifinal da Copinha e, no mesmo ano, foi finalista do Brasileirão de profissionais, contando com jogadores daquela campanha, como Dida; Vampeta, Paulo Isidoro e Alex Alves. 

Bem trabalhados, alguns desses garotos poderão ter um futuro promissor, como: Rafael, que é um atacante muito forte e tem muita presença de área; o lateral-direito Madson, que fez muita falta na decisão e joga em uma das posições de maior carência na equipe principal; além do meia habilidoso Fábio, que não tem um biótipo avantajado, mas joga de maneira vertical, com muita objetividade. 

Mas no clube um dos maiores problemas é a transição para a equipe principal e a falta de paciência. É absolutamente necessário que a comissão técnica e a torcida tenham calma e a devida noção de que eles não vão subir para resolver os problemas do clube, mas para ganhar experiência e contribuir com qualidade, jogando ao lado de atletas mais experientes. 

É preciso reverter a lógica de encarar os custos com as divisões de base como gastos e ver como investimento. Muitos clubes do País pensam dessa forma, como o Santos, que já revelou no século XXI jogadores como Robinho, Diego, Neymar e Paulo Henrique Ganso, ganhando títulos, inclusive, com estes jogadores como destaques. O Internacional e o São Paulo são outros exemplos positivos. 

Ter ótimos olheiros e participar de competições interestaduais é de fundamental importância, mas também é essencial investir em qualificação dos profissionais que trabalham com os garotos, e também trabalhar a nutrição, fisiologia e psicologia. Este acompanhamento psicológico deve prosseguir quando o jogador ascende à equipe principal. 

Investir na descoberta de novos talentos também é o caminho para o resgate dos clubes do interior do Estado. A Catuense, onde comecei a minha carreira, por exemplo, realizava um bom trabalho na descoberta e formação de jogadores, como Sandro, Vandick, Naldinho e Luís Henrique. Alguns chegaram até a Seleção Brasileira. Esta é a alternativa mais viável para não ter que recorrer a jogadores sem mercado nos outros times do País, fortalecendo o elenco e ainda lucrando com futuras negociações. Em breve, aprofundarei a questão dos clubes do interior. 

Bobô

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os pilares para o fortalecimento do nosso futebol

O conteúdo do editorial do jornal A Tarde da última sexta-feira (7/1), intitulado “Futebol de várzea”, é uma síntese dos sentimentos de todos nós que vivemos e nos importamos com o futebol do nosso Estado. O texto fala sobre a necessidade de “profissionalização”, de fato. Eu diria que ainda mais importante é a democratização. Entre os maiores legados da Copa do Mundo na Bahia, ao lado do fortalecimento do turismo, e das melhorias na infra-estrutura e na mobilidade urbana da capital e da região metropolitana, que proporcionarão uma maior qualidade de vida para os cidadãos, está a necessidade de mudança do modelo de gestão dos nossos clubes de futebol.

O esporte está em alta no País, com as realizações, a partir deste ano, dos Jogos Mundiais Militares, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada, e é importante que os clubes da Bahia aproveitem este momento de grandes investimentos. Gestão profissional, planejamento e democratização têm que ser os pilares deste resgate do futebol baiano. A paixão dos baianos pelos seus clubes sempre existiu e precisa ser melhor explorada. É necessário que o torcedor sinta que está fazendo parte do clube, participando indiretamente das decisões, escolhendo seu presidente.

Permita-me retornar ao ano de 1989, quando, logo após o segundo título brasileiro do Bahia, declarei que o Estado não veria uma conquista como aquela por, pelo menos, 30 anos. Não disse isso por torcer contra. Muito pelo contrário. O que eu quis dizer é que era preciso prestar atenção para a gestão. Fomos campeões pela qualidade dos jogadores, dedicação, ousadia e pela presença expressiva da nossa torcida em todos os jogos, mas o modelo de gestão já apresentava problemas. Pouca coisa mudou de lá para cá e o mais grave é que estamos em um momento diferente em que as receitas de bilheterias não são mais suficientes para cobrir as despesas.

Concordo que a Federação Baiana de Futebol tem sua parcela de responsabilidade e precisa ser mais rigorosa com relação à qualidade dos gramados dos estádios utilizados no Campeonato Baiano, porque isso interfere no nível técnico da competição. Os clubes, entretanto, são os maiores responsáveis pelo momento do nosso futebol. Os jornais de grande circulação continuam noticiando regularmente o atraso de salários, o pouco investimento na formação de atletas, a recusa em mudar os estatutos, e a ausência de eleições diretas, que inibem a ampliação do número de sócios. Pode até haver uma federação fraca, com clubes fortes, mas o contrário é inviável.

Cabe a todos nós, torcedores, atletas, dirigentes e amantes do futebol baiano realizarmos essa discussão de maneira muito clara para toda a sociedade. E é importante ressaltar que esses problemas não se restringem ao futebol, mas a todos os esportes aqui no Estado. É importante fortalecer as federações com democracia e alternância de poder. O Governo do Estado vem fazendo a sua parte com a reconstrução do estádio de Pituaçu, um dos mais modernos do País, a construção da Arena Fonte Nova, o patrocínio, alguns anos com o “Sua Nota é um Show”, e agora por meio da Embasa. Além da realização, por parte da Sudesb, em parceria com a Uneb, e participação da FBF, de um curso de gestão esportiva, para preparar os nossos dirigentes.

Desde a minha declaração em 1989, quase 22 anos já se passaram. Os clubes baianos têm, portanto, este desafio de se modernizarem, de fato, para chegar a um novo título de tamanha importância dentro dos próximos oito anos para que me desmintam. Torço para que consigam.

Bobô

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bobô é homenageado por ex-jogadores de futebol

Ex-atletas do futebol baiano, como Hugo, Dico Maradona, Emo, Nelson Cazumbá, Zé Augusto, entre outros, que fazem parte da AGAP (Associação de Garantia ao Atleta profissional do Estado da Bahia), homenagearam Bobô, com uma placa comemorativa, pelos serviços prestados "pelo que tem feito pela AGAP e pelo que fez pelo futebol da Bahia", explicou Nelson Cazumbá, que jogou em times como Bahia e Leônico. A homenagem aconteceu na manhã desta terça-feira (11/1), na sede da Sudesb.

"O motivo da nossa homenagem é um reconhecimento pelo trabalho dele à frente da Sudesb. Pela valorização dos ex-atletas. De vez em quando, ele pega até uns babas com a gente", disse Emo, que chegou a jogar com Bobô no Bahia.

"Eu tenho muito prazer de compartilhar alguns momentos com vocês. É sempre um ambiente muito saudável. A gente busca ajudar a associação, mas o maior trabalho é de vocês, que estão de parabéns pelo momento que a AGAP está vivendo. E espero que continuem conseguindo agregar mais pessoas como vocês", agradeceu Bobô.

Superintendente da AGAP, e ex-jogador do Vitória, Hugo falou sobre a associação. "A finalidade da AGAP não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Tanto para os ex-jogadores, quanto para os atletas em formação. O nosso foco é disponibilizar cursos supletivos, profissionalizantes e até superiores para que o ex-jogador consiga se inserir no mercado de trabalho, após o término da carreira", disse Hugo.

O presidente Sergio Luiz Ferreira explica ainda que a AGAP é associada à FAAP (Federação das Associações de Atletas Profissionais), entidade nacional que repassa recursos para a associação baiana, que proporciona, ainda, auxílio saúde e medicamentos para os associados que estejam doentes. A anuidade para os associados é de 55 reais.

Para maiores informações, basta acessar o site http://www.agapba.com.br/ ou enviando e-mail para agap.ba@faapatletas.com.br.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Craque está na seleção do Bahia de todos os tempos do Jornal A Tarde


O jornal A Tarde publicou no primeiro dia do ano uma edição especial em comemoração aos 80 anos do Esporte Clube Bahia. Nesta, foi publicada uma eleição para escolher os 11 titulares do "Bahia de todos os tempos", com os melhores jogadores que já vestiram a camisa do clube, por posição. E Bobô foi eleito para fazer parte dessa equipe dos sonhos.

O time ficou escalado com: Nadinho (goleiro de 1959), Zanata (lateral-direito na década de 1980), Roberto Rebouças (zagueiro na década de 1970), Pereira (zagueiro de 1988) e Romero (lateral-esquerdo nos anos 1970); Baiaco (volante, década de 1970), Paulo Rodrigues (volante, 1988), Bobô (meia, 1988) e Douglas (meia, anos 1970); Marito (atacante, 1959) e Beijoca (atacante, década de 1970).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bobô indica filme para leitores do Bahia Notícias

O site Bahia Notícias sempre traz indicações de filmes de ídolos de diversas áreas. Desta vez, Bobô foi o convidado a dar a sua dica. Segue o texto:

"O ex-jogador Bobô, craque que levou o Esporte Clube Bahia ao título de campeão brasileiro de 1988, além da "elegância sutil" cantada por Caetano Veloso, tem verdadeiro amor pelo cinema e pelos filmes de ação. Ele indicou um filme nacional de bastante sucesso.

O filme destacado por Bobô é Tropa de Elite (2007), do diretor José Padilha. Vencedor do prêmio Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim 2008, este filme faz parte de uma geração de obras que ajuda a recolocar a cinematografia nacional entre as melhores do mundo. Bobô prefere o Tropa 1 que o também festejado Tropa de Elite 2."

Confira a matéria no site

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Revelação da Copa 2 de Julho na seleção sub-16

Paulinho - Foto: Paulo Neves

O meio-campista Paulinho, do Esporte Clube Bahia, ganhou o prêmio de jogador revelação da Copa 2 de Julho deste ano, mesmo tendo sido eliminado, com seu clube, nas semifinais da competição. Nesta terça-feira (31/8), ele conseguiu mais uma grande conquista ao ser convocado para a seleção brasileira sub-16.
Além dele, o volante Feijão, que também disputou a Copa neste ano pelo tricolor, os zagueiros Marcus Vinícius, Josué e o meio-campista Marcelo, do Vitória, foram chamados para a preparação brasileira para o Sul-americano da categoria. Josué já havia conquistado a Copa 2 de Julho pela seleção.

Natural de Brasília, no Distrito Federal, Paulinho já passou por Corinthians, Santos e Cruzeiro e está desde o ano passado no tricolor baiano."Eu tô muito alegre. Esse é o meu primeiro troféu e espero que muitos outros venham por aí. Essa foi uma competição muito boa, muito pegada. E isso foi até bom para me dar mais experiência", disse Paulinho, no dia em que recebeu o prêmio da Copa 2 de Julho.

A Copa 2 de Julho de futebol sub-17 é realizada desde 2007 pelo Estado, por meio da Superintendência dos Desportos da Bahia - Sudesb, e conta com o apoio da Federação Baiana de Futebol (FBF). Este ano aconteceu a quarta edição da competição. O Internacional, de Porto Alegre, venceu as duas primeiras, e a seleção brasileira vencer as duas mais recentes.

domingo, 25 de julho de 2010

Seleção Brasileira é bicampeã da Copa 2 de Julho

Foto: Paulo Neves
O objetivo da comissão técnica da seleção brasileira era usar a Copa 2 de Julho sub-17 deste ano para preparar a equipe para o Sul-americano de 2011, por isso, vieram apenas jogadores sub-16. Mesmo com um grupo um ano mais novo do que os adversários (o que faz muita diferença em competições de base) e sem a pressão pela conquista do título, ela veio, com um triunfo, na decisão por pênaltis, por 5 a 3, contra o São Paulo, depois de um empate sem gols durante os 80 minutos normais e os 20 da prorrogação. Com isso, o tricolor paulista deixou a competição sem sofrer um único gol em seus nove jogos.

Depois da execução do hino nacional e do hino Dois de Julho, a partida começou no estádio Armando Oliveira, na manhã deste domingo (25/7), e a seleção brasileira começou melhor. Logo no início, Nathan invadiu pelo lado e chutou cruzado, mas a bola passou rente à trave. A segunda boa chance foi m chute de fora da área de Guilherme, para fora.

Como as melhores jogadas do Brasil nasciam nos pés do lateral-esquerdo Victor Giro, o técnico do São Paulo fez uma alteração prematura. Tirou o lateral-direito Gabriel e colocou o volante João, improvisando novamente Felipe Santos, forte na marcação, na ala-direita. Foi assim que o tricolor paulista conseguiu parar as jogadas de Rafinha, contra o Flamengo, nas quartas-de-final, e conseguiu seguir na Copa.

Logo depois, a seleção inverteu seus laterais. O time brasileiro se caracterizou durante a competição por essa constante mudança de posicionamento dos seus jogadores. Eles mudaram de lado algumas outras vezes durante a partida. No segundo tempo, de uma vez só, o Brasil colocou dois nomes fundamentais para a classificação na fase anterior contra o Vitória. Leonardo, que marcou os dois gols do confronto, e Mattheus, que deu o passe para o segundo.

A partida continuou equilibrada, mas com superioridade da seleção. A melhor chance foi de Natha, que conseguiu superar o goleiro, mas parou na trave. No rebote, Leonardo mandou por cima do gol. Antes do final do tempo normal, Mattheus ainda esteve perto de fazer um gol olímpico.

Na prorrogação, o filho do ex-atacante Bebeto, Mattheus, cobrou uma falta que parecia despretenciosa, mas a bola explodiu na trave. Depois da mudança de lado, o Brasil perdeu uma grande chance. Adryan deu um bonito passe de calcanhar e Lucas chutou para fora. No lance seguinte, Leonardo avançou pela esquerda e cruzou para área, Adryan chutou, mas Felipe fez mais uma ótima defesa.

Nos pênaltis, Luis Gustavo, Lucas, Marlon, Adryan e Mattheus converteram suas cobranças para o Brasil. Rodrigo, Hugo e Mirrai fizeram para o São Paulo, mas João chutou para fora.

Destaques - Dois jogadores da equipe campeã puderam também comemorar a conquista de prêmios individuais: Guido e Rodrigo. O primeiro, que é baiano, de Salvador, e tem um mês no Santos, depois de seis anos no Vitória, foi escolhido como melhor goleiro da competição. "Tenho que agradecer muito aos meus companheiros porque um prêmio desses não depende somente de mim, mas de todo o time. Eu gostei muito da competição porque teve um alto nível, reuniu grandes clubes do Brasil, e tem tudo para crescer cada vez mais", disse Guido.

O volante Rodrigo, escolhido como craque da Copa, ficou surpreso com a escolha e não escondeu a felicidade. "É difícil um volante ser escolhido como melhor jogador de um campeonato, por isso a surpresa, mas é um prêmio muito importante. E, principalmente o título, porque foi uma competição muito difícil. Como somos mais novos, os adversários usaram muito a força, mas a técnica prevaleceu". Por causa do estilo de jogo, o camisa 7 é comparado ao ex-volante da Seleção de 1982, Falcão. "Como jogo no Inter, todo mundo fala que pareço com ele jogando. Da minha época, eu acho o Hernanes um grande jogador, mas tenho meu próprio estilo", disse.

O atacante Guilherme, do São Paulo, ganhou o prêmio de artilheiro da competição, por ter feito nove gols. O único prêmio individual que não foi destinado às equipes finalistas foi o de revelação da Copa, que foi entregue para o meia Paulinho, do Bahia, de 16 anos. Mesmo sem ter ido jogar, o garoto marcou presença e comemorou a premiação. "Eu tô muito alegre. Esse é o meu primeiro troféu e espero que muitos outros venham por aí. Essa foi uma competição muito boa, muito pegada. E isso foi até bom para me dar mais experiência", disse o jogador, natural de Brasília, no Distrito Federal, que já passou por Corinthians, Santos e Cruzeiro e está desde o ano passado no tricolor baiano.

Seleção Brasileira: Guido, Lucas, Josué, Luiz Gustavo e Victor Giro; Emerson, Rodrigo, Marlon, Guilherme (Mattheus); Nathan (Adryan) e Lucas Piazon (Leonardo).
São Paulo: Felipe Passoni, Gabriel Modesto (João), Marcelo, Luiz e Miranda; Rodrigo, Felipe Santos (Almir Gullitt), Allan (Xavier) e Aílton (Mirrai); Ademilson Henry (Xavier) e Bruno Catanhede.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Destaques da Copa 2 de Julho já atuam entre os profissionais na Série A



No ano passado, o meio-campista Zezinho e o atacante Wellington Silva foram os grandes destaques da 3ª edição da Copa 2 de Julho de futebol sub-17, organizada pelo Governo do Estado, por meio da Sudesb, na conquista da seleção brasileira da categoria. Na ocasião, Zezinho foi escolhido como melhor atleta da competição e Wellington foi o artilheiro.

Este ano, os dois já atuaram por suas equipes no Campeonato Brasileiro da Série A.Zezinho estreou na competição no último domingo (23/5), no triunfo da sua equipe, o Santos, contra o Atlético Goianiense, por 2 a 1, pela terceira rodada. Já Wellington entrou no decorrer das duas primeiras partidas do Fluminense na competição, contra Ceará e Atlético Goianiense.

As atuações dos dois garotos na última Copa 2 de Julho ajudaram a conseguir transferências para outros clubes. Na época da competição, Zezinho estava no Juventude, onde atuou entre os profissionais na última Série B, e Wellington Silva já jogava no Fluminense, onde permanece. O atacante, entretanto já foi negociado com o Arsenal, da Inglaterra.

Dois outros destaques da seleção na conquista da Copa 2 de Julho de 2009, o atacante Marcelo e o lateral-esquerdo Dodô ganham espaço em seus clubes. O centroavante foi titular nos dois primeiros compromissos do Atlético Paranaense na Série A, enquanto o lateral é reserva de um dos maiores jogadores da posição na história do futebol brasileiro, Roberto Carlos, e conseguiu ser inscrito na Taça Libertadores da América. A quarta edição da competição acontecerá entre 14 e 25 de julho.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bobô recebe título de cidadão soteropolitano

A “elegância sutil de Bobô”, cantada por Caetano Veloso na música Reconvexo, foi relembrada pelo vereador Henrique Carballal (PT) ao homenagear o ex-jogador do Bahia e da Seleção Brasileira, atual diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), com a concessão do Título de Cidadão de Salvador. Além de craque no campo, onde conquistou vários títulos, Bobô tem se revelado também no incentivo aos esportes e na área social, segundo o vereador.

Natural do município baiano de Senhor do Bonfim, Raimundo Nonato Tavares da Silva foi condecorado em sessão solene da Câmara Municipal, na noite de quinta-feira (6), no Plenário Cosme de Farias. “Bobô deixou um marco na história do clube tricolor, com a conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1988”, frisou o vereador Carballal.

E acrescentou que à frente da Sudesb o ex-jogador vem trabalhando com afinco para melhorar o esporte, principalmente no interior do estado. “Recebe a todos com a mesma simplicidade com que jogava futebol. E faz gols, do mesmo nível técnico e com a mesma qualidade de quando calçava as chuteiras”, comparou.

Campanha de Acessibilidade

Além de craque com vários títulos conquistados, tanto em nível estadual quanto nacional, Bobô, segundo Carballal, tem se destacado na área social, sendo desde 1999 embaixador da Aldeia Infantil SOS de Lauro de Freitas, entidade que abriga crianças órfãs em situação de risco. Recentemente, Bobô aderiu à Campanha Nacional de Acessibilidade, que, como explicou o vereador, “visa à sensibilização e mobilização da sociedade para a eliminação das barreiras que impedem as pessoas com a deficiência ou com mobilidade reduzida a participarem efetivamente da vida em sociedade”.

Trajetória

Bobô começou a carreira atuando na Catuense. Com o sucesso no Bahia foi convocado para a Seleção Brasileira, em 1989, e passou pelo Corinthians, São Paulo, Internacional, Fluminense e Flamengo. Foi o treinador do Bahia entre 2002 e 2003, quando conquistou o título da Copa do Nordeste de 2002. Os melhores momentos da carreira foram exibidos em um vídeo que emocionou o ex-jogador.

Ao agradecer a homenagem, Bobô revelou que já se sentia soteropolitano, certidão que agora ostenta de fato e de direito. E assumiu o compromisso de trabalhar ainda mais para popularizar e democratizar o esporte local. A comunidade do município de Senhor do Bonfim também prestigiou a sessão solene, colocando na mesa uma faixa expressando o “orgulho do filho ilustre”.

A sessão foi presidida pelo vereador Téo Senna (PTC) - quando Carballal foi discursar - que convidou para a entrega da honraria a mulher do homenageado, Andreia, e as filhas do casal. Presentes na mesa, ainda, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB); o coronel Nilton Régis Mascarenhas, comandante-geral da Polícia Militar; os deputados estaduais Walmir Assunção, Capitão Tadeu e Fátima Nunes; o prefeito de Senhor do Bonfim, Paulo Machado; e o juiz Aliomar Brito.

Texto do site da Câmara Municipal de Salvador

quarta-feira, 3 de março de 2010

Zinedine Zidane - resenha


O livro Zinedine Zidane, de Jean Phillipe e Patrick Fort, conta a vida de um dos maiores, se não o maior, carrasco da Seleção Brasileira, o ex-jogador francês Zidane, que marcou dois gols na decisão da Copa do Mundo de 1998, e ainda acabou com o time de Parreira nas quartas-de-final da Copa de 2006.

Nem por isso o camisa 10 dos azuis ganhou antipatia no Brasil, muito por causa da sua elegância tanto dentro quanto fora das quatro linhas. E este livro consegue trazer ainda mais à tona toda a retidão e generosidade deste jogador que nem parecia do mesmo mundo dos outros.

A obra conta toda a carreira do craque desde o seu descobrimento até a cabeçada que desferiu em Materazzi na decisão da Copa do Mundo de 2006. Durante o livro, os autores tentam justificar essa atitude baseada na extrema busca por justiça do craque. É um grande livro. Peca apenas na tradução para o português, utilizando muitos termos futebolísticos que não são próprios do Brasil.

LEANDRO SILVA
é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog www.leandrosilva81.blogspot.com

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Reedição da final de 1988 marcou reencontro de heróis tricolores

Este dia 13 de dezembro de 2009 foi muito especial para a torcida tricolor por causa do jogo comemorativo entre os masters de Bahia e Internacional para relembrar a decisão do Brasileiro de 1988, uma das duas maiores conquistas do clube.

Foi fantástico poder ver de perto os grandes heróis da Nação tricolor. Em 1988/89, as chuteiras eram todas pretas. Foi mágico ver o eterno craque Bobô calçando modernas chuteiras brancas, como se ele pudesse se transportar para o atual momento e ajudar no resgate do velho tricolor. Os velhos passes refinados ainda responderam presente. Ver Charles, cabeça raspada, estilo Jael, e com invocados calçados amarelos também foi algo curioso.

Fico imaginando o quanto deve ter representado para cada um desses eternos heróis ter o seu nome gritado em peso, novamente, pela torcida tricolor, como o arqueiro Ronaldo, que fechou o gol no empate de 1 a 1 e levantava a torcida a cada defesaça. Mostrando ser um verdadeiro fenômeno de impulsão.

Claudir, arriscando improváveis arrancadas pela esquerda, levantava a massa. E Pereira, arrancando suspiros nas inesquecíveis cobranças de falta. Que elegância!!! Nas laterais, Tarantini demonstrou a mesma discrição enquanto Paulo Robson se aventurou na frente.

Na proteção à zaga, os dois motores do time de 1988 ainda mostraram preservar o fôlego: Paulo Rodrigues e Gil. Na esquerda, Marquinhos ainda mostrou alguma velocidade. E na direita, Zé Carlos deu a impressão de que ainda poderia ter jogado mais tempo.

Osmar, que entrou logo no lugar de Charles, também se destacou, correndo como um menino. Talvez reflexo dos babas de toda quinta-feira na AABB, quando vem, junto com o eterno Baiaco, de São Francisco do Conde, para o velho encontro com a redonda.


Zé Carlos foi um capítulo à parte. Fez até o gol do empate, no final do primeiro tempo. Do time principal do Bahia, só não esteve presente o zagueiro João Marcelo.


A grande ausência lamentada foi o eterno mestre Evaristo de Macedo, que não pôde vir. Temos que valorizar também o Internacional, que topou participar da partida. O toque de nostalgia foi completado com a presença do torcedor folclórico Lourinho, nas arquibancadas, com os bonequinhos dos jogadores do Inter amarrados.


LEANDRO SILVA

é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título Brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog http://www.leandrosilva81.blogspot.com/

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bobô atuará na reedição da final entre Bahia e Inter, em dezembro de 2009

Camisa 8 da maior conquista da história do tricolor, Bobô atuará novamente junto com seus antigos companheiros do título brasileiro de 1988 com a camisa do Bahia na reedição da grande final daquele Campeonato Brasileiro, que acontecerá no dia 13 de dezembro, em Pituaçu.

A torcida tricolor poderá reviver as emoções daquela grande final nessa partida que irá envolver os heróis daquele time que conquistou o segundo nacional do clube no dia 19 de fevereiro de 1989 e também grandes ex-jogadores do Internacional, de Porto Alegre, que tinha uma grande esquadra.

O camisa 10 daquela equipe tricolor, Zé Carlos, que está organizando o evento, garante inclusive a presença do badalado goleiro Taffarel, ídolo nacional principalmente pelas atuações decisivas para o título mundial com a Seleção Brasileira em 1994. Ele foi o melhor jogador do campeonato de 1988, mas não foi capaz de evitar os dois gols de Bobô na primeira partida da final.

Será uma oportunidade única para os torcedores tricolores reverem tantos ídolos reunidos e poderem apresentar para as novas gerações que não tiveram a felicidade de ver as atuações daquele time campeão. Um dos outros atrativos prometidos por Zé Carlos também é a presença do comandante da equipe, o técnico Evaristo de Macedo, ídolo tricolor.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Baiano que disputou a Copa 2 de Julho vai jogar o Mundial sub-17

O lateral-direito baiano Romário, do Vitória, disputou, conquistou e fez gol na decisão da 3ª Copa 2 de Julho de futebol sub-17, contra a Portuguesa, atuando pela seleção brasileira. No ano passado, ele já havia disputado a competição pelo rubro-negro baiano. E agora irá disputar o Mundial da categoria, de 24 de outubro a 15 de novembro, na Nigéria.

A seleção, comandada pelo técnico Lucho Nizzo, utilizou a Copa 2 de Julho, promovida pela Sudesb, com o apoio da FBF, para se preparar para este mundial. a competição baiana foi fundamental para jogadores como o atacante Wellington Silva, do Fluminense. Ele aproveitou bem a sua primeira convocação e foi o artilheiro, carimbando uma vaga no voo para a Nigéria. O meia Zezinho, do Juventude, foi eleito o melhor da Copa 2 de Julho.

Dez dos 21 convocados para o Mundial participaram da Copa 2 de Julho. Estarão no grupo: os goleiros Alisson, do Internacional, e André Lucas, do Corinthians; os zagueiros Gérson, do Grêmio, e Sidimar, do Atlético Mineiro; o lateral-direito Romário, do Vitória; o lateral-esquerdo Dodô, do Corinthians; os meias Wellington, do Fluminense, e Zezinho, do Juventude; e os atacantes Felipinho, do Internacional, e Wellington Silva, do Fluminense.


LEANDRO SILVA

é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e escreve para o blog http://www.leandrosilva81.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Baiano faz gol na final e seleção brasileira é campeã da Copa 2 de Julho

Foto: Paulo Neves
No mês passado, o baiano Daniel Alves, com a camisa 13 da Seleção Brasileira às costas, fez um gol decisivo, na semifinal contra a África do Sul, para o título da Copa das Confederações. Neste domingo (12/7), outro baiano, com o mesmo número, Romário, que também é lateral-direito, fez o gol que abriu o caminho para a vitória de 2 a 0 da Seleção sub-17 sobre a Portuguesa. O resultado deu o título da 3ª edição da Copa 2 de Julho à seleção canarinho. A competição é promovida pela Sudesb com o apoio da Federação Baiana de Futebol. O Armando Oliveira, em Camaçari, recebeu cerca de 6 mil torcedores para a decisão.
Antes da partida, houve uma cerimônia que contou com a presença de Raimundo Nonato, Bobô, diretor geral da Sudesb; Ednaldo Rodrigues, presidente da FBF; Elias Dourado, chefe de gabinete, da SETRE; Sinval Vieira, coordenador de excelência da Sudesb; além de outras autoridades locais. Os times ficaram perfilados e ouviram as execuções dos hinos do Brasil e da independência da Bahia.
Elias Dourado falou sobre a Copa 2 de Julho. "Essa Copa é uma iniciativa que em pouco tempo deu certo. E hoje tem um papel fundamental nessa faixa de idade. E o importante é que é justamente nela que os clubes estão de olho. A nossa expectativa é que ela venha a se firmar na categoria sub-17 como é a Copa São Paulo na categoria sub-18. Bobô voltou a ressaltar a importância da competição para fomentar o esporte na Bahia, dando a oportunidade de seleções locais disputarem partidas contra grandes clubes e até mesmo a Seleção.

O JOGO
A partida começou com muita marcação, o que fez com que os dois times tivessem poucas chances de gol. Aos 10 minutos, Zezinho entrou pela esquerda da área e bateu cruzado, mas o centroavante não alcançou. A Portuguesa deu a resposta no minuto seguinte, quando Ivan fez boa jogada pela direita, foi ao fundo, e cruzou para a área. Dessa vez, foi o centroavante Aílton que não alcançou.

Aos 15 minutos, o baiano com nome de craque, Romário fez grande jogada pela direita, pedalou e chutou de fora da área. O goleiro Gustavo falhou e o Brasil abriu o placa para festa da torcida presente. Outro momento de vibração para a torcida aconteceu três minutos depois. Ivan percebeu que o goleiro Alisson estava adiantado e tentou encobri-lo do meio de campo. No entanto, o arqueiro da Seleção se recuperou e fez uma grande defesa, arrancando aplausos.

Aos 25 minutos, Zezinho sentiu uma contratura muscular e deixou o campo para a entrada do segundo baiano do grupo, o meia Emerson. Aos 27 minutos, o Brasil fez uma grande jogada pela esquerda com Marcelo. Ele tocou para Wellington, que dominou bonito para a esquerda, mas foi travado na hora do chute. No rebote, Emerson chutou forte, mas o goleiro fez uma defesa difícil. O lance plasticamente mais bonito do primeiro tempo aconteceu aos 40 minutos, quando o camisa 10 da Lusa, Natal, deu um drible dando um giro de 360º que lembrou um antigo camisa 10 da seleção francesa, Zidane.

No segundo tempo, com o título nas mãos, a seleção diminuiu o ímpeto, fazendo com que o ritmo do jogo ficasse mais lento. Aos 7 minutos, Felipinho ainda perdeu uma chance clara de gol. Uma outra boa jogada aconteceu quando Wellington Silva, Wellington e Emerson triangularam na entrada da área, mas o baiano chutou por cima. No finalzinho do jogo, Wellington Silva sofreu um pênalti. E, aos 40 minutos, cobrou para balançar as redes e fechar o placar do jogo, garantindo o título para a Seleção Brasileira.

Depois do jogo, o capitão da Seleção, Gérson, reuniu o grupo para retribuir o carinho da torcida baiana que marcou presença e apoiou durante todo o tempo o time brasileiro. Depois, ele ainda carregou o troféu de campeão.

A Portuguesa perdeu a final, mas pode se orgulhar de ter sido o melhor clube da competição. O supervisor das divisões de base, Manoel Ramos, elogiou a organização. "O pessoal não deixou a gente na mão hora nenhuma. O pessoal de Feira de Santana foi fantástico. Não tem nem o que falar. Quando tem coisa ruim, a gente tem um caminhão de coisa para falar, né? É igual a árbitro. Quando ele não é comentado é porque foi bem".
O diretor de futebol de base do clube, Paulo Dogo, elogiou o nível da competição. "Pode se chamar essa copa de campeonato brasileiro da categoria". Ele elogiou o nível dos atletas e já contratou Galego, do real Minas. Ele disse que observou ótimos jogadores no Fluminense de Feira, mas não iria divulgar nomes, poisainda não fechou com eles.
Ficha Técnica:

Brasil:1 Alisson, 13 Romário (2 Alex), 3 Gerson, 14 Gerson Junior e 6 Dodô; 8 Patrick, 20 Warley, 11 Zezinho (7 Emerson) e 10 Wellington ( 16 Jeferson); 17 Felipinho (19 Wellington Silva) e 9 Marcelo (18 Lucas). Técnico: Lucho Nizzo.

Portuguesa: 1 Gustavo, 3 Guilherme, 5 Yago e 13 Bolacha; 14 Ivan, 7 Cimar, 8 Murilo, 10 Natal (Gimenes), 15 Jailson (9 Rodrigo) e 6 Alexandre (2 Ricardinho); 17 Aílton (18 Diego). Técnico: Rúbio Alencar.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Entrevista com Evaristo de Macedo sobre o título brasileiro de 1988

LEANDRO SILVA | Qual o segredo para grandes vitórias, a exemplo daquela contra o São Paulo, no Morumbi, e a goleada contra o Santos?
EVARISTO DE MACEDO | Acho que o nosso time tinha uma coisa muito importante, que era a confiança.Quando nós fomos jogar contra o São Paulo, uma grande equipe, não tínhamos que estar preocupados com o ambiente que envolvia o jogo. Porque, às vezes, nos deixamos levar... Nós enfrentamos essas boas equipes conscientes da nossa qualidade. Nós não fomos para jogar recuados. Jogamos de igual pra igual. Eles também tinham que se preocupar. Eles que se preocupassem com a gente. E se preocupavam. A verdade é essa.

LS | Aquelas declarações atribuídas ao senhor de que o time era fraco, eram só jogada?
EM | Deixa eu te explicar. A gente recebia críticas no início. Então, no deboche, a gente dava respostas como ‘Nosso time não joga nada, mesmo. Você tem razão’. Era uma resposta que não dizia a verdade, mas estava no mesmo nível do que era falado sobre nós. A gente, às vezes, faz umas concordâncias mais para contrariar o que foi dito do que para concordar. Confiei plenamente desde o início.

LS | Paulo Rodrigues gosta de dizer que alcançou um tempo em que o jogador quando dava um bico ficava com vergonha e que o time do Bahia era muito técnico. Era uma preocupação só dos jogadores?
EM | Era uma preocupação nossa. Nós escolhíamos jogadores técnicos. O único do time que era discutível era o Tarantini, que eu trouxe do interior. Acho que até por ser baiano. Ele nos ajudava muito ali atrás. Os outros jogadores eram tecnicamente muito bons. O Bobô, o Zé Carlos, o Paulo Rodrigues... A grande virtude do nosso time era saber partir pra cima desde o início, pegar o time adversário de surpresa.

LS | Falando nisso, até hoje muitos dizem que o Bahia foi campeão ‘apesar de Tarantini’. O que o senhor acha disso?
EM | É um preconceito porque na época o Bahia tinha um lateral chamado Zanata, só que ele não se enquadrava nos moldes da equipe. Nós tínhamos uma equipe de rapazes dedicados. E ele não era. Chegava atrasado, não tinha o mesmo comprometimento. Eu cheguei à conclusão de que era melhor afastá-lo. Eu achava ele muito bom,mas essa convivência dele com o grupo foi desgastando. E ficou na imagem da torcida aquele lateral que atacava, que subia. Mas, pra mim, o que interessava eram laterais mais defensivos. Precisávamos de um lateral que cobrisse melhor o lado dele e ajudasse os zagueiros. Até porque eu liberava os volantes. Ele era um bom jogador.
Um jogador forte, que conhecia bem a posição dele. E isso não era muito entendido. Porque a ação ofensiva do Zanata, Zé Carlos fazia muito bem.

Entrevista publicada originalmente no Jornal A Tarde
LEANDRO SILVA é jornalista esportivo e escritor, autor do livro A União de uma Nação, sobre o título brasileiro de 1988, conquistado pelo Bahia, e mantém o blog http://www.leandrosilva81.blogspot.com/